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Desafios e oportunidades do MinC são discutidos em Roda de Conversa na Bahia

14.4.2015 - 14:11  
A Roda de Conversa aconteceu no Teatro Vila Velha. (Foto: Janine Moraes)
 
Com a presença maciça de artistas, gestores e fazedores de cultura baianos, o ministro da Cultura, Juca Ferreira, e equipe participaram nesta terça-feira (14/4) de Roda de Conversa, no Teatro Vila Velha, em Salvador (BA).
 
O encontro tratou de temas como reforma da Lei Rouanet, políticas inclusivas, parcerias com educação, investimentos no cinema baiano e mais orçamento para a cultura. Houve transmissão ao vivo pela TVE. 
 
Questionado sobre a redução orçamentária da pasta, Juca Ferreira afirmou que momentos de crise como o atual podem ser também de oportunidades para avanços. "Temos que ter capacidade política de dar a resposta que esse momento exige. A Cultura tem capacidade de criar coesão e fazer com o que o país avance", observou. "Não dá pra fingir que não estamos inseridos num contexto político de turbulência, de adversidades. Vamos passar por cima, sair mais fortes, mais lúcidos e democráticos", completou.
 
Juca explica que a reação do ministério às dificuldades é trabalhar com a autocrítica e atuar para promover mudanças. Como exemplo, citou a reforma da Lei Rouanet. Ele defende a redução de 100% para 80% na isenção fiscal concedida às empresas patrocinadoras, de forma a assegurar 20% das verbas para o próprio MinC usar no fomento à produção em locais mais afastados e, ao mesmo tempo, diminuir a concentração de recursos no eixo Rio-São Paulo. O ministro espera que o projeto do ProCultura seja alterado no Senado para retomar essa ideia em nova discussão na Câmara dos Deputados. 
 
Juca também admitiu a necessidade de ampliar as políticas de preservação do patrimônio material e imaterial, fomentar produções audiovisuais locais, de aumentar a acessibilidade nos equipamentos culturais e na produção de cultura e dar mais apoio às pesquisas. Sobre a questão do direito autoral, Juca salientou que o comércio pela internet produziu uma nova realidade ao mercado. "Não há possibilidade de garantir direitos autorais num mundo digital sem um estado regulador. A internet é importante e responsável pelos grandes negócios", emendou.
 
O ministro também convidou os presentes a participarem da formulação da Política Nacional para as Artes. "O importante não é a comissão. É o processo. Vamos abrir fóruns distintos. Se cada estado quiser fazer um fórum para contribuir, pode construir. A comissão vai ser de técnicos sistematizadores. O importante é que todos os estados deem sua contribuição", frisou.
 
Dentre as contribuições da plateia, o ministro fez uma manifestação contra ações de preconceito racial, de gênero e de intolerância religiosa. "Temos que defender isso e isolar a atitude (...). Para garantir um ambiente saudável, temos que garantir a crença e a falta de crença. O Brasil que a gente quer é este".
 
O ministro também defendeu o aperfeiçoamento da visão de cultura como economia e que equipamentos culturais como bibliotecas se renovem para serem mais atrativos para receber jovens. O incremento refletiria também em mais parcerias e programas que envolvessem educação. 
 
Também foram convidados para compor a Roda de Conversa o presidente da Fundação Cultural Palmares, Hilton Cobra, e os secretários de Articulação Institucional, Vinícius Wu, de Fomento e Incentivo à Cultura, Carlos Paiva, e do Audiovisual, Pola Ribeiro, e os secretários de Cultura da Bahia, Jorge Portugal, e a de promoção e igualdade racial, Vera Lucia Barbosa. 
 
Essa é a terceira edição da Caravana da Cultura. A primeira foi à região do Cariri e a Fortaleza, no Ceará, nos dias 9 e 10 de março; e a segunda, a São Luiz, no Maranhão, em 25 e 26 de março. A ideia do ministério é promover encontros para estreitar relações, ouvir demandas e promover uma gestão com ampla participação social. 
 
Assessoria de Comunicação 
Ministério da Cultura