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Mariana Ribas é indicada para a diretoria da Ancine

 
 
17.5.2018 - 7:35  
No MinC, antes de exercer a função de secretária-executiva, Mariana Ribas comandou a Secretaria do Audiovisual, trabalhando na execução de linhas de investimento relevantes para o desenvolvimento do setor (Foto: Ascom MinC)
 
 
Saiu na edição desta quinta-feira (17) do Diário Oficial da União a indicação da atual secretária-executiva do Ministério da Cultura (MinC), Mariana Ribas, para a vaga em aberto na Diretoria Colegiada da Agência Nacional do Cinema (Ancine). A indicação foi feita pelo ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, e acolhida pelo presidente Michel Temer. 
 
A vaga está em aberto desde janeiro, quando se encerrou o mandato de Roberto Lima.
 
Mariana Ribas será sabatinada pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) do Senado. Após a sabatina, haverá votação secreta entre os membros da Comissão. Se a indicação passar pela Comissão, será levada à votação no Plenário do Senado. Se aprovada, Ribas se juntará ao colegiado de diretores formado atualmente por Débora Ivanov e Alex Braga Muniz, além do diretor-presidente, Christian de Castro, também indicado pelo ministro da Cultura e apontado pelo presidente Michel Temer.
 
Para Sá Leitão, além da sólida experiência de Ribas no setor audiovisual, a indicação se deu também pela competência demonstrada à frente da Secretaria Executiva do MinC. "Mariana fez um excelente trabalho", diz o ministro. "Foi também presidente da RioFilme e secretária do Audiovisual do MinC. Conhece como poucos as especificidades do setor e entende de política e de gestão públicas. É um excelente perfil para a vaga. Além disso, está afinada com a visão que temos em relação ao desenvolvimento do setor", ressaltou. 
 
Sá Leitão chegou a cogitar também o nome da servidora do BNDES Fernanda Farah, mas ambos chegaram à conclusão de que seria melhor ela permanecer no Banco, dando continuidade ao trabalho de estruturação de novos instrumentos financeiros para o setor, determinados pelo Comitê Gestor do Fundo Setorial do Audiovisual (CGFSA) e pelo planejamento estratégico do BNDES. 
 
"A ida de Mariana, um dos melhores quadros de que dispomos no setor cultural, será uma perda para o MinC, mas pode representar um ganho importante para a Ancine", afirma o ministro. "A permanência de Fernanda no BNDES, por sua vez, será importante para consolidar o papel da instituição na política de audiovisual", diz. 
 
Trajetória
 
A carioca Mariana Ribas é formada em Jornalismo pela Universidade Estácio de Sá, onde também fez especialização em Jornalismo Cultural. No MinC, antes de exercer a função de secretária-executiva, comandou a Secretaria do Audiovisual, trabalhando na execução de linhas de investimento relevantes para o desenvolvimento do setor. Antes, na RioFilme, empresa de investimento em audiovisual da Prefeitura do Rio de Janeiro, ocupou a Gerência de Fomento, a Diretoria Comercial e, em 2015, chegou ao cargo de diretora-presidente. Na Secretaria Municipal de Cultura do Rio, foi coordenadora de Produção e diretora de Fomento.   
 
Para Mariana Ribas, sua indicação é consequência de uma trajetória de 15 anos de muito trabalho e dedicação à cultura brasileira e à gestão pública. "O desafio que temos é garantir que a política pública seja adequada à realidade do mercado e que seja uma real indutora de desenvolvimento. Por isso, temos que buscar constantemente a eficácia dos processos e a desburocratização", diz.
 
Ela elogiou a nova política de audiovisual colocada em prática na gestão de Sá Leitão e disse que passos importantes foram dados no sentido de desburocratizar, agilizar os processos de seleção e contratação de projetos e garantir uma melhor distribuição dos recursos. "Precisamos dar continuidade a este trabalho, melhorando e diversificando a política de audiovisual, considerando as diferentes plataformas disponíveis hoje. Com isso, será mais fácil garantir o desenvolvimento do setor como um todo e elevar sua contribuição para o desenvolvimento do Brasil", afirma. 
 
Enquanto secretária-executiva do MinC, Ribas perseguiu a eficiência. Medidas de economia foram adotadas, garantindo uma redução de mais de R$ 7 milhões nos gastos anuais em 2017. Outro resultado importante foi a execução recorde do orçamento da pasta. "Em 2017, chegamos a 99,68% de execução orçamentária, um feito que denota eficiência na gestão. Nos últimos dez anos, o máximo já atingido havia sido 98,97%, em 2009", compara. Ribas também coordenou a remodelagem na estrutura do MinC, com o enxugamento de algumas áreas e a criação da Secretaria do Direito Autoral, uma antiga demanda do setor cultural e uma das principais realizações desta gestão.
 
Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura