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Capacitação para o mercado de games já tem 9 mil inscritos

 
 
23.8.2018 - 11:18  
 

 
Os programas de capacitação para o mercado de games lançados pelo Ministério da Cultura (MinC) já contam com nove mil participantes, com perspectiva de alcançar a marca de dez mil até o fim de agosto. O treinamento, feito por meio de parceria com a Associação Brasileira dos Desenvolvedores de Jogos Digitais (Abragames) e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), segue com inscrições pela plataforma Lúmina.
 
O módulo "O setor de games: panorama, carreiras e oportunidades", lançado no fim de janeiro, já conta com 7.751 inscrições. Já os módulos lançados em abril – "Dicas e desafios para empreendedores" e "Internacionalização no setor de games" – receberam, respectivamente, 852 e 385 inscrições. No fim de julho, 1.133 alunos dos três cursos haviam concluído todas as atividades e recebido seus atestados de conclusão.
 
Em relação ao sexo, 82,92% dos inscritos no primeiro curso lançado eram homens e 16,69%, mulheres. Os segundo e terceiro módulos, por sua vez, tiveram maior adesão de mulheres do que o primeiro em recortes semelhantes: em Dicas e desafios para empreendedores, 74,31% das inscrições foram do sexo masculino e 25,69%, do feminino. Em Internacionalização no setor de games, 73,59% das adesões foram de homens e 26,41%, de mulheres.

Gratuidade

A média de 1.500 inscrições por mês desde o primeiro lançamento, em janeiro, sustenta a possibilidade de o número de adesões aos cursos ultrapassar dez mil até o fim de agosto. Com 30 horas, cada um, eles são apresentados na modalidade de Educação a Distância (EAD) e permanecem disponíveis gratuitamente na plataforma on-line Lúmina, da UFRGS, representada na parceria com MinC e Abragames por meio do Núcleo de Estudos em Economia Criativa e da Cultura (NECCULT). 
 
Os conteúdos oferecidos são baseados em palestras e discussões ocorridas na quinta edição do Brazil's Independent Game Festival (BIG Festival 2017), maior festival de jogos independentes da América Latina, em junho do ano passado. 
 
O curso Setor de games: panoramas, carreiras e oportunidades foi concebido tanto para iniciantes como para quem já dispõe de informações sobre o mercado de jogos. Com cinco aulas, oferece uma análise inicial do setor, sua importância na economia criativa, nas estruturas das desenvolvedoras independentes e na articulação de comunidades para permitir um crescimento conjunto do setor. Mostra, também, quais são as possíveis áreas de atuação dentro do mercado de games: roteirista, programador e designer, entre outras.
 
O segundo curso − O setor de games no Brasil: dicas e desafios para empreendedores – aponta as melhores possibilidades de inserção e sobrevivência no mercado de jogos eletrônicos. Há três eixos: finanças, relacionamentos com parceiros e aspectos legais. O curso apresenta um panorama das opções de financiamento para o desenvolvimento de games e de como obter renda na atividade.
 
Além disso, oferece dicas para o relacionamento com outros atores do mercado, tais como agentes, parceiros e publishers. Trata, ainda, dos cuidados legais que se deve ter nas etapas de contrato, alfândega e licenciamento. Por fim, aborda os aprendizados com casos bem e malsucedidos.
 
O curso Internacionalização no setor de games, com foco nos desafios do mercado externo, aborda, entre outros temas, as oportunidades e os entraves do mercado externo, experiências na China e na América Latina e aspectos envolvidos na tradução e na colocação de legendas.

Games no Brasil

O faturamento do setor de games no Brasil em 2017 foi de R$ 1,3 bilhão, segundo pesquisa realizada pelo MinC, BNDES, Abragames e BIG Festival entre junho e julho do ano passado com 151 empresas independentes de jogos digitais. O faturamento mundial no mesmo ano foi de R$ 116 bilhões. Estima-se que em 2020 o faturamento global chegue a US$ 143,5 bilhões – um crescimento médio de 7,3% ao ano. 
 
Segundo dados também de 2017, a maioria das empresas de games no Brasil é sediada nas regiões Sudeste e Sul (78%). São Paulo concentra a maior parte dos desenvolvedores de games, seguido do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro. Metade das empresas do setor (50%) já passaram de três anos de funcionamento e mais de 70% têm até cinco colaboradores. Mais da metade tem até três jogos lançados e atua tanto no mercado brasileiro quanto internacional.   
 
Desde 2009, o MinC investe em games por meio de editais: já investiu R$ 20 milhões por meio da Ancine e R$ 3 milhões por meio das secretarias do Audiovisual e de Economia Criativa (antiga Secretaria de Economia da Cultura).
 
Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura