Nascida na terra indígena Carreteiro, no Rio Grande do Sul, em 1965, Azelene Inácio Kaingáng sempre teve como sonho estudar e adquirir conhecimento, com o intuito de depois retransmiti-lo ao seu povo, os Kaingáng. Alcançou seu objetivo ao se formar em Sociologia pela Universidade Católica do Paraná (PUC/PR) e ingressar no mestrado em Políticas Sociais e Dinâmicas Regionais pela Universidade de Chapecó (SC).
Tornou-se servidora na Fundação Nacional do Índio (Funai) em 1994 e é coordenadora geral de Defesa dos Direitos Indígenas do órgão. Integrou, como representante dos povos indígenas, o Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), o Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial (CNPIR), o Conselho Nacional de Combate à Discriminação (CNCD) e a Comissão Nacional de Educação Escolar indígena (CNEEI).
Azelene também representou os índios brasileiros nas negociações do texto e na adoção da Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas, junto à Organização das Nações Unidas (ONU) de 2003 a 2007, tendo participado da Reunião de Negociações para a Busca de Consensos entre Estados e Povos Indígenas, junto à Organização dos Estados Americanos (OEA).
A luta da socióloga em defesa dos povos indígenas lhe rendeu vários prêmios, como o Prêmio Nacional de Direitos Humanos da Presidência da República em 2006.
Membro e fundadora do Conselho Nacional de Mulheres Indígenas (Conami) e do Warã Instituto Indígena Brasileiro, a líder Kaingáng pretende desenvolver, a partir de 2011, um trabalho voltado para as mulheres indígenas do seu povo, principalmente no resgate cultural de seus conhecimentos e na defesa de seus direitos civis.


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