Cultura Digital

Atualizado em 04.07.2014

O que é?

A maior acessibilidade a equipamentos tecnológicos e a pessoas conectadas à rede mundial de computadores foram motivos para a queda nos custos de produção e distribuição de produtos e serviços culturais, e, por conseguinte, aumento na circulação desses conteúdos, que desenvolveram novas dinâmicas culturais na sociedade. Definida por muitos autores como a Era da informação, ou do Conhecimento, e da valorização da economia criativa, a Coordenação-geral de Cultura Digital traz a reflexão das oportunidades a serem exploradas sob a ótica pública.

Diante disso, têm sido propostas ações de infraestrutura que visem a incentivar a autonomia e a expansão dos processos de produção, distribuição e circulação dos conteúdos culturais, públicos, ou que estejam no acordo das licenças autorais, na rede.

Do ponto de vista do exercício prático da cultura digital, está sendo desenvolvido projeto para a conexão das instituições do Sistema MinC a uma rede de altíssima velocidade, operada pela RNP – Rede Nacional de Ensino e Pesquisa, conexão que já está presente em várias universidades federais. Paralelos a esse projeto, estão sendo exploradas as possibilidades de uso dessa conexão por meio de dois outros projetos:

1.Rede de Laboratórios de Arte e Inovação: são núcleos com infraestrutura tecnológica de ponta e que funcionem em rede, visam dar apoio para pesquisas, intercâmbios, experimentações em novas mídias, cultura digital e tecnologia e suas aplicações na inter-secção da computação e das artes.

2.Cinemas universitários conectados: a possibilidade de usufruir de acervos públicos do audiovisual armazenados na Cinemateca, ou outros arranjos que venham a ser desenvolvidos pelos próprios usuários e pela experiência de uso.

A questão dos acervos é também foco de interesse da Coordenação. Embora venham ocorrendo esforços para a digitalização, grande parte dos acervos culturais do Brasil é, ainda hoje, analógicos e desconectados. Como resultado, eles sofrem grande risco de deterioração e perda, além de terem o seu acesso prejudicado. O desenvolvimento das tecnologias cria oportunidades para novas maneiras de tratamento e possibilidades de exploração desses acervos para a área da cultura, da educação e para quaisquer outros campos do saber onde as questões da memória e da preservação sejam temas de discussão ativos ou latentes.

Dentro da lógica do processo de digitalização de acervos culturais e com o objetivo de prospectar futuras possibilidades, é necessária reflexão prévia do processo, devidamente atualizada com as novas tecnologias e conhecimentos disponíveis, a fim de desenvolver conceitos e soluções para a formulação de modelo integrado e sustentável de preservação e acesso aos acervos culturais, institucionalizada por meio de uma política nacional de digitalização de acervos.

Responsável: Secretaria de Políticas Culturais – SPC