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Comitiva chinesa conheceu de perto ações do Programa Cultura Viva no Distrito Federal

O mito do Calango Voador por Seu Estrelo e o Fuá do Terreiro

A diversidade de inciativas culturais apoiadas pelo Programa Cultura Viva foi destaque na visita da delegação chinesa a três Pontos de Cultura no Distrito Federal no dia 12 de agosto.

15 representantes de diversos setores da comunicação e da cultura da China estão no país conhecendo políticas públicas brasileiras para o setor – e a ação Pontos de Cultura destaca-se entre elas.

A primeira parada do grupo foi na Asa Sul do Plano Piloto, por coincidência ao lado da Embaixada da China, onde se localiza o Ponto de Cultura Seu Estrelo e o Fuá do Terreiro. “Nossa proposta é criar uma mitologia para uma cidade ainda nova que busca suas identidades”, definiu Tico Magalhães, coordenador do projeto, ao explicar a proposta do Ponto de Cultura aos chineses.

“Buscamos uma outra invenção, pois Brasília também é uma, e colocamos elementos de tradições brasileiras, como o maracatu e afoxé, associados a características do cerrado, como o calango e a cachoeira, por exemplo, para criar nossa mitologia do Calango Voador”, explicou o coordenador. Para ele, as políticas de apoio do Governo Federal e do Governo do Distrito Federal para a cultura popular têm sido essenciais nesse momento do grupo.

Ludicidade e cultura rastafari

Cultura da infância e resgate da memória andam juntas no Ludocriarte

A seguir, a comitiva seguiu para a Região Administrativa de São Sebastião (30 km de Brasília), afim de conhecer o trabalho dos Pontos de Cultura Ludocriarte e Congo Nya. No primeiro, a brinquedoteca montada pelo entidade recebe diariamente cerca de 180 crianças em sistema de rodízio. O local é um espaço para atividades lúdicas, educativas e culturais, como oficinas de arte, capoeira, cantigas, informática e jogos de raciocínio.

“Como Ponto de Cultura, nossa proposta é publicar três livros: o primeiro será feito pelas crianças, o segundo por alunos de escolas públicas e o terceiro a partir da história dos mais velhos da comunidade, que ajudaram a construir a cultura local”, esclareceu Paolo Chirola, coordenador. Os livros trarão textos, ilustrações, desenhos e registros videográficos em DVD feitos pelos participantes.

Já o Ponto de Cultura Congo Nya tem seu foco na cultura negra, afro-brasileira e africana, destacando características do movimento Rastafari. “Queremos formar jovens ao mesmo tempo em que apostamos no resgate da cidadania”, disse Margô Ribeiro, coordenadora. Mesmo em reforma para ampliar suas instalações, a entidade atende cerca de 120 crianças com atividades que vão desde oficina de moda afro até percussão.

Congo Nya foca em ações voltadas para a cultura negra, afro-brasileira e africana

“Um aspecto importante do Programa Cultura Viva está no acesso de comunidades mais afastadas aos meios de produção afim de que ampliem suas atividades”, acredita, contando que com a reforma uma sala multimídia também estará disponível no Ponto de Cultura.

A visita da comitiva chinesa encerrou-se com apresentações artísticas dos Pontos de Cultura Tambores do Paranoá e Garatuja. O Tamnoá animou a delegação com uma sonoridade que se propõe resgatar raízes musicais brasileiras, por meio de ritmos como o maracatu, samba de coco e congada.

Já o Grupo Garatuja, também de São Sebastião, oferece aulas de dança criativa, balé clássico e reforço escolar para meninas de 10 a 18 anos, sendo Ponto de Cultura desde 2009.  As alunas apresentaram um número de dança contemporânea e outro de balé clássico.

O secretário da delegação chinesa elogiou o Programa Cultura Viva e sua dinâmica

Para Luo Ming Cheng, Secretário da Delegação, o mais marcante é a dinâmica envolvida no trabalho dos Pontos de Cultura que contribuem para elevar o nível cultural das comunidades onde atuam. “Voltaremos à China bastante impressionados com essa diversidade”, disse no encerramento da visita.

“Acreditamos que seja necessário aos Pontos de Cultura reunirem financiamento de diversos setores afim de ampliar o financiamento para as ações que desenvolvem”, concluiu o secretário. Acompanharam a comitiva Giselle Dupin, Assessora Internacional da Secretaria de Cidadania Cultural do MinC, e Johanne Madsen, representante do Governo do Distrito Federal. Veja mais fotos no álbum do Cultura Viva.

Texto: Comunicação SID-SCC/MinC
Fotos: Kleber Fragoso/SCC-MinC

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