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Cultura e meio ambiente foi tema de encontro organizado pelo MinC

A interface entre Cultura e Meio Ambiente foi o tema principal do debate realizado pelo Ministério da Cultura (MinC), no dia 21 de junho, no Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ).

O objetivo foi criar subsídios para as políticas e programas que permearão, nos próximos anos, as ações da futura Secretaria de Cidadania e Diversidade Cultural do Ministério da Cultura – resultado da fusão das atuas secretarias de Cidadania Cultural e Diversidade e Identidade Cultural do MinC.

A abertura foi feita pela Secretária de Cidadania Cultural, Marta Porto. Ela acredita que o encontro marca o início dos trabalhos para “uma agenda para o futuro”, envolvendo valores de cidadania, garantia de direitos e acesso à cultura, sendo resguardados ainda as especificidades de alguns temas. “O diálogo da cultura com o meio ambiente pode construir novos modos de vida rumo à noção de sustentabilidade”, acredita a secretária.

“Estamos pensando no âmbito do MinC, incialmente, em um edital que envolva os seis biomas nacionais e articule cultura, meio ambiente e sustentabilidade: como a cultura intervem, sob o ponto de vista da experiência, e passa a ajudar o brasileiro a acessar o contingente da diversidade cultural brasileira”, articula Marta Porto.

Criatividade sustentável
A seguir, a administradora pública pela Fundação Getulio Vargas de São Paulo, Ana Carla Fonseca, fez sua contribuição ao debate. “Chegamos num ponto onde o local e o global estão se aproximando e uma lógica de exclusão precisa ser deixada de lado para que possamos resolvemos problemas estruturais da sociedade”, disse.

Para Lala Deheinzelin, especialista em Economia Criativa e Desenvolvimento Sustentável, “a cultura é intersecção de nossa natureza com a história” e a reflexão entre economia criativa e sustentabilidade está em alta. “Existe um movimento internacional para essa discussão, mas ainda está muito superficial, pois deixamos de ver algo enorme: a sustentabilidade é uma mudança cultural mais do que dexar as questões da cultura mais sustentáveis”, diferencia.

O engenheiro ambiental e coordenador de estruturação do Plano de Sustentabilidade dos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro em 2016, Márcio Santa Rosa, trouxe a experiência dos projetos de construção para equipamentos esportivos sustentáveis e a pacificação dos territórios no Rio de Janeiro. “Para além da organização dos Jogos Olímpicos e das políticas públicas envolvidas, é importante analisarmos como as organizações sociais estão pensando a sustentabilidade em um evento desta proporção, qual deve ser o legado disso tudo”, questiona.

Também contribuíram com o diálogo Liszt Vieira e Lídia Vales, respectivamente o Presidente do Instituto de Pesquisas e a Chefe do Museu do Meio Ambiente do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, João Fortes e Paulo Jobim, da Associação Cultura e Meio Ambiente (ACMA).

Para Clara Cecchini do Prado, ligada à Coordenação-Geral de Cultura e Cidadania do MinC, esse primeiro encontro foi importante por demarcar o interesse do MinC pelo tema e abrir um canal de diálogo com a sociedade. “Muitos conteúdos foram levantados. Agora teremos um trabalho de análise e organização cuidadosa, orientado para a formulação de nossas políticas”, esclarece.

Texto: Comunicação SID-SCC/MinC
Fotos: JBRJ/divulgação

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