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Hip Hop quebra barreiras no galpão 3 da Funarte MG

Por Mariana Faria

Oficina Hip Hop Didático

Palmas, assovios, flautas e beat-box. O que poderia ser um emaranhado sonoro, aos poucos se tornou fonte de experimentação musical. Assim, a oficina de Hip Hop promovida neste domingo, 28 de novembro, no galpão 3 da Funarte MG, reuniu diversos participantes por meio da interatividade.

Invadindo o espaço, as batidas de rap atiçavam timidamente os presentes. A livre integração promovida pelo ministrante da oficina, Ricardo Sória, mostrou que a música pode ser transformadora. “O Rap não é a melhor música do mundo, mas é a mais democrática”, ressaltou.

A proposta de poetizar a língua portuguesa por meio rap se aliou a manifestações sonoras, que eram sempre bem vindas. As palmas e os sorrisos espantaram a barreira existente até o momento. Enquanto um participante manejava os instrumentos, outros faziam rimas e batuques. Até a doce sonoridade de uma flauta se fez presente, mesclando sinfonias que tomavam forma.
Rita Carina Queiroz e Bruno Carmim são alunos da Escola Estadual Professora Maria de Magalhães Pinto, de Igarapé, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e conferiram a oficina. Eles contaram que a experiência de interação foi surpreendente. “Mesmo não sendo meu estilo preferido, adorei essa mistura. Ela cria um interesse na gente. Foi sensacional”, disse Rita.

Música e interatividade

A autonomia da criação e da expressão cultural motivou Tobias Santos, aluno de música da Universidade Estadual de Minas Gerais (Uemg), a participar do artesanato musical. “Sempre é bom fazer música. Vi aqui uma bela oportunidade de interação. Percebo que movimentos assim podem ser um incentivo em sala de aula”, ressaltou.

Ricardo promove a oficina em escolas de Porto Alegre (RS) e faz parte do Ponto de Cultura Quilombo do Sopapo. Para ele, a iniciativa busca difundir o Hip Hop não apenas como um estilo musical, mas como um meio de expressão cultural. “Espalhar cultura, seja por qual meio for, é transformador. Percebo que as pessoas se interessam e isso é fantástico”, explicou.

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Participação do Leitor


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