Música é tema de abertura do Circuito Interações Estéticas em BH
Por Carlos Eduardo Alvim, Marcela Ferraz e Mariana Faria
Nem a tempestade, conhecida dos belo-horizontinos nesta época do ano, impediu que o Circuito de Interações Estéticas – uma promoção da Secretaria de Cidadania Cultural do MinC e a Fundação Nacional das Artes (Funarte) – começasse. O encontro, que promove a interação entre artistas e Pontos de Cultura teve início na manhã desta sexta-feira, 26 de novembro, na sede da Fundação Nacional das Artes (Funarte), na capital mineira, com uma conversa sobre música.
O primeiro a falar foi Tércio Araripe, artista plástico de Fortaleza (CE) e um dos vencedores do Prêmio Interações Estéticas. Seu projeto com o Grupo Uirapuru resgatou a cultura da cerâmica em prol das artes. Os objetos feitos por senhoras da terceira idade serviram de instrumentos musicais que renderam um documentário sobre a iniciativa.
O compositor Pax Bittar foi premiado com o projeto Fragâncias e Frequências, que derivou de uma pesquisa na área musical. Na mesa, ele falou sobre a importância da integração dos Pontos de Cultura com as comunidades, para o estabelecimento de um diálogo cultural. Bittar utiliza objetos do cotidiano para fazer música.
Sonoridade urbana
Para Sérgio Kaffjian, que recebeu o Prêmio Interações Estéticas com o projeto Paisagens Sonoras, a transformação da escuta possibilitou o seu trabalho. Foi buscando novas estéticas, recriando percepções cotidianas e observando as paisagens urbanas que seu projeto se desenvolveu. “O que se chama de paisagens sonoras são os sons que nos envolvem no cotidiano”, disse.
O presidente da Funarte, Sérgio Mamberti, reforçou os valores desta iniciativa dialógica cultural, que engloba o erudito e o popular, como um projeto de cultura democrática. “Mesmo com todas as dificuldades, essa energia que vem da cultura é a energia que move a alma brasileira”, afirmou.
Novo paradigma
A representante da Secretaria de Cidadania Cultural do MinC, Cris Abramo, resume o prêmio Interações Estéticas como um aguçamento do diálogo entre Estado e sociedade. “Com ele, criamos um novo paradigma para a cultura brasileira. É a troca de experiências e saberes entre seres humanos”, comentou.
Na mesa de abertura também estavam presentes nomes importantes da música mineira, como Márcio Borges, letrista e integrante do Clube da Esquina. A conversa foi mediada por Tadeu Di Pietro, diretor do Centro de Programas Integrados (Cepin) da Funarte, e contou com a participação da representante da Funarte MG, Mírian Lott.
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