Cooperação Internacional

 

No contexto internacional, a Política Cultura Viva responde aos objetivos de um dos principais marcos legais da área cultural, que é a Convenção sobre a Proteção e a Promoção da Diversidade Cultural, adotada pela UNESCO em 2005. Além da promoção dos direitos humanos e, mais especificamente, dos direitos culturais, por meio de uma abordagem que incorpora a cultura como elemento estratégico do desenvolvimento social e econômico, o Cultura Viva também fortalece a cooperação e a solidariedade internacionais.

Após despertar grande interesse de países vizinhos, como Argentina e Peru, que, após um intercâmbio de experiências, implantaram programas similares, a experiência brasileira resultou na criação, no âmbito do Espaço Ibero-americano, do Programa IberCultura Viva. O objetivo deste é promover o intercâmbio internacional de experiências de base comunitária inspirados pelo Programa Cultura Viva. Aprovado pela XVI Conferência Ibero-Americana de Ministros de Cultura, celebrada no Panamá no dia 13/10/2013, e, em seguida, pela Cúpula Ibero-americana de Presidentes e Chefes de Estado, realizada no Panamá nos dias 18 e 19 de outubro, o Programa já é integrado por dez países: Argentina, Brasil, Chile, Costa Rica, El Salvador, Espanha, México, Paraguai, Peru e Uruguai. O Conselho Intergovernamental do Programa reuniu-se prela primeira vez em Natal, em maio de 2014, durante a TEIA da Diversidade, e elegeu o Brasil como Unidade Técnica e responsável pela primeira presidência.

Além disso, a Política Cultura Viva já atrai a atenção de países de outros continentes. Por indicação da UNESCO, a SCDC/MinC já recebeu a visita de delegações e pesquisadores de países como China, Colômbia, Holanda, Indonésia e França, e enviou representantes para apresentar os objetivos da Política, os Pontos de Cultura e a parceria entre governo e sociedade civil em eventos realizados em países tão diferentes quanto Bulgária, Tunísia, Tailândia e Marrocos.