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Rouanet incentiva frevo antes, durante e depois do carnaval

 


9.11.2018 - 11:00  

No site da orquestra, há 42 partituras de frevo disponíveis para download gratuito. Foto: Divulgação
 

Frevo antes, durante e depois do Carnaval. Frevo sempre! Esta proposta é o que move a Orquestra Arruando, comandada pelo maestro Kidbone. Impulsionado pela Lei Rouanet, o também mestre conseguiu colocar na rua o projeto "Recife do Frevo e do Passo", com apresentações semanais gratuitas no Centro Histórico da capital pernambucana. "Sem a Rouanet, a gente não teria a execução deste projeto", ressalta o diretor artístico da orquestra, Nilo Otaviano.

Criada em 2013, a Orquestra implementa o projeto permanente de valorização do frevo – tanto a música quanto a dança. As apresentações incluem "aulões" para o público aprender alguns passos de frevo, a demonstração de uma agremiação tradicional de frevo ou de outra manifestação artística e cultural local e a distribuição de mais de cem sombrinhas – que costumam ser utilizadas na dança do frevo – para quem está assistindo ao show.

"Este é o grande chamariz das crianças. Elas ficam lá um tempão dançando e aprendendo, é pedagógico. Elas levam [a sombrinha] para casa e ficam lembrando do frevo", conta Otaviano.

Além de tocar as músicas, o grupo aproveita para fazer comentários contando um pouco mais das histórias delas e de seus autores, ampliando assim a difusão do conhecimento sobre o frevo – a maior manifestação artística e cultural pernambucana e uma das maiores do Brasil. "O nosso grande objetivo é que o frevo seja executado o ano inteiro, não só no Carnaval. Dos cinco mestres vivos do frevo, quatro que ainda estão na ativa participam do projeto: Maestro Ademir Araújo, o Maestro Formiga; Clovis Pereira; Duda; e Edson Rodrigues", emenda o diretor.

O projeto "Recife do Frevo e do Passo" inclui 30 apresentações abertas ao público, que iniciaram em agosto deste ano e seguem até julho de 2019. Elas acontecem aos domingos, a partir das 15h30, na Praça do Marco Zero, no cais do Porto de Recife. Otaviano ressalta que o caráter do projeto é perene e, assim, pretende continuar a busca de incentivos. A partir da Lei Rouanet, o projeto captou 22% do aprovado até novembro de 2018. Mas o diretor não se acomoda: "O projeto é de R$ 1,8 milhão e captamos R$ 410 mil. Ainda estamos em negociação para dar continuidade ao projeto com novos e os próprios patrocinadores atuais".  

O grupo formado por 44 integrantes, sendo um maestro, 25 músicos, três cantores principais e três vocais de apoio e 12 passistas. Foto: Divulgação
 

Além do frevo

A orquestra conta com um grupo formado por 44 integrantes, sendo um maestro, 25 músicos, três cantores principais e três vocais de apoio e 12 passistas. No repertório, não faltam clássicos do frevo e de outros ritmos como ciranda, coco e maracatu. "Embora só tenhamos cinco anos, somos a maior orquestra em quantidade de músicos e de diversidade de instrumentos de Pernambuco. São cinco trombones, cinco trompetes, sete saxofones. Temos clarinetes, tuba, guitarra, baixo elétrico e teclado. Na percussão, temos, além da bateria, surdo e pandeiro", detalha o diretor.

Desde 2007, o frevo é reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), entidade vinculada ao Ministério da Cultura, e, desde 2012, tem o título de Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade dado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura