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Geoglifo do Acre é reconhecido com Patrimônio Cultural do Brasil

 


9.11.2018 - 14:33  

Foto: Oscar Liberal
 

Denominados tatuagens da terra por grupos indígenas atuais, as estruturas conhecidas como geoglifos, herança cultural dos povos amazônicos, são numerosos na região Norte do país. Uma dessas estruturas, localizada no Sítio Arqueológico Jacó Sá, em Rio Branco (AC), foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), na manhã desta sexta-feira, 09 de novembro.

A decisão unânime foi tomada durante a 91ª Reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, que ocorreu no Museu Histórico do Estado do Pará, em Belém. Além de sua importância científica, histórica e afetiva, o geoglifo tem fácil acesso e pode ser identificado claramente por visitantes, sendo um potencial atrativo turístico. O geoglifo foi primeiro tombado pelo Instituto.

Tatuagens da terra

As estruturas conhecidas como geoglifos são um tipo de sítio arqueológico, formado por estruturas escavadas no solo, valetas e muretas que representam figuras geométricas de diferentes formas e grandes dimensões. Essenciais para entender o processo de ocupação e povoamento da região amazônica, onde grupos indígenas modificaram o ambiente e imprimiram na terra as características de sua identidade, essas marcas são numerosas na região Norte do país e, em especial, no Acre.

Em Rio Branco (AC), o Sítio Arqueológico Jacó Sá se tornou o primeiro geoglifo tombado pelo Iphan, destacado pelo seu fácil acesso e clara identificação pelos visitantes. O local oferece, além de sua já reconhecida importância científica, histórica e afetiva, também um potencial de atrativo turístico. Junto aos demais geoglifos do Estado, ele está inserido na Lista Indicativa a Patrimônio Mundial, destacados por sua excepcionalidade e relevância enquanto exemplares únicos do patrimônio histórico de todo o mundo.

Conselho Consultivo

O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural é o órgão colegiado de decisão máxima do Iphan para as questões relativas ao patrimônio material e imaterial. São 22 conselheiros que representam o Ministério da Educação, o Ministério das Cidades, o Ministério do Turismo, o Ministério do Meio Ambiente, o Instituto Brasileiro dos Museus (Ibram), o Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (Icomos), o Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB), a Sociedade de Arqueologia Brasileira (SAB), a Associação Brasileira de Antropologia (ABA), e mais 13 representantes da sociedade civil, com especial conhecimento nos campos de atuação do Iphan.

Prêmio Rodrigo Melo Franco

 A reunião do Conselho Consultivo realizada no Pará é parte integrante de um ciclo de atividades desenvolvido pelo Iphan para celebrar e promover o Patrimônio Cultural da Região Norte do Brasil. A programação inclui a realização de um seminário, lançamento de uma revista e a realização da cerimônia de premiação da 31ª edição do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, que acontece nesta sexta-feira (9), no Theatro da Paz, em Belém. Os oito premiados deste ano vêm de vários cantos do Brasil. São projetos que se destacaram por sua contribuição com a promoção, valorização, proteção e gestão do Patrimônio Cultural Brasileiro.

Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura