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Programação Cultural MinC: de cinema a exposições

 

 

07.12.2018 - 18:00   

O espetáculo Tropicalistas, de Ciro Barcelos, integra a programação da Funarte em São Paulo (Foto: Divulgação)
 
 
A programação cultural do Ministério da Cultura (MinC) começa com várias exposições importantes. A Fundação Casa de Rui Barbosa, no Rio de Janeiro (RJ) homenageia o escritor e cronista Sérgio Porto, com a mostra ‘Sérgio Porto e Stanislaw Ponte Preta, 50 anos depois'. A Funarte DF recebe a exposição ‘Pequenas Escalas', em curta temporada, e outras unidades da Funarte estreiam novos espetáculos teatrais. Na Cinemateca Brasileira, o destaque é a comemoração de 50 anos do filme ‘O Bandido da Luz Vermelha'. Confira a programação completa abaixo:

CINEMATECA BRASILEIRA

10/12 
Endereço: Cinemateca Brasileira – Largo Senador Raul Cardoso, 207 – São Paulo (SP)
A Sessão ABC é um evento mensal aberto ao público que exibe produções brasileiras. A exibição dos filmes é sempre seguida de debates com a presença de diretores, diretores de fotografia, diretores de arte e demais técnicos envolvidos na realização das obras. A Sessão ABC de dezembro acontecerá no dia 10/12 com a exibição de ‘Paraíso Perdido' (2018), de Monique Gardenberg. Antes do longa-metragem, será exibido o curta ‘Majur' (2018), de Rafael Irineu. E após a exibição, haverá um debate com a presença de Cássio Brasil (figurinista), Jorge Rezende (som direto) e Pedro Farkas (diretor de fotografia). Mediação: Marcelo Corpanni, da Associação Brasileira de Cinematografia. Os ingressos serão distribuídos na bilheteria uma hora antes de cada sessão por ordem de chegada, sujeitos à lotação da sala. Toda a programação tem entrada gratuita.
 
10/12 
Endereço: Cinemateca Brasileira – Largo Senador Raul Cardoso, 207 – São Paulo (SP)
Em comemoração aos 50 anos de ‘O Bandido da Luz Vermelha', a Cinemateca Brasileira convida para a sessão especial ao ar livre e gratuita, com projeção no suporte original 35mm, de ‘O Bandido da Luz Vermelha', ‘B2' – curta-metragem montado por Rogério Sganzerla e Sylvio Renoldi a partir de sobras de materiais em 2000 –, e ‘Luz nas trevas – A volta do Bandido da Luz Vermelha', de Helena Ignez e Ícaro C. Martins, continuação do filme a partir de roteiros escritos originalmente por Rogério e confiados a Helena, sua companheira de vida e cinema por mais de 35 anos.
 
Até 15/12 
Endereço: Cinemateca Brasileira – Largo Senador Raul Cardoso, 207 – São Paulo (SP)
O Consulado Honorário da República da Polônia em São Paulo e a Associação dos Cineastas Poloneses apresentam a Mostra de Cinema Polonês, celebração mundial dos 100 anos da Reconquista da Independência da Polônia. A programação já passou pela Europa, América do Norte, Ásia e Oceania. Agora chega à Cinemateca e possibilita que o público brasileiro conheça um pouco da história do cinema do país.
A linha da curadoria se apoia na atuação de protesto do cinema polonês, sendo selecionados filmes nos quais os realizadores reivindicaram a independência da Polônia. O panorama apresenta oito longas-metragens realizados por consagrados cineastas do passado e da atualidade, os quais percorrem diferentes períodos históricos do país. São duas obras que abordam o período das partições da Polônia, três filmes sobre a Segunda Guerra Mundial e três situados no período socialista, da República Popular da Polônia.
 

FUNDAÇÃO CASA DE RUI BARBOSA

12 e 15/12 – 14h30
Endereço: Fundação Casa de Rui Barbosa – Rua São Clemente 134 – Rio de Janeiro (RJ)
O projeto é uma oportunidade de conhecer mais sobre o espaço, com visitas mediadas, destacando a sua flora e fauna, um panorama da vida de Rui Barbosa e sua família, bem como os usos atuais como jardim histórico. No mês de dezembro as visitas ocorrem nos dias 12 (quarta-feira) e 15 (sábado), às 14h30. De agosto até dezembro, o projeto vem oferecendo duas visitas por mês. A visita mediada será realizada com distribuição prévia de senhas, 30 minutos antes do início da atividade. Em caso de chuva, a visita é cancelada.
 
Até 13/1 – 14h30 às 17h30 (terça a sábado), 14h às 18h (sábados e domingos)
Endereço: Fundação Casa de Rui Barbosa – Rua São Clemente 134 – Rio de Janeiro (RJ)
Até 13 de janeiro de 2019 estará em exposição no Museu Casa de Rui Barbosa 23 documentos, preservados na Coleção Família Barbosa de Oliveira, no Arquivo João Pandiá Calógeras e no Arquivo Rui Barbosa, produzidos entre os anos de 1914 e 1920. A entrada é gratuita. 
Os documentos registram alguns momentos marcantes e algumas consequências da Primeira Guerra: sua conflagração, o desenvolvimento de organizações humanitárias, o trabalho das equipes médicas, a participação do Brasil, a vitória dos países aliados, a organização da Conferência de Paz de Paris e a criação da Liga das Nações.
 
Até 25/1 – 10h às 18h (segunda a sexta)
Endereço: Fundação Casa de Rui Barbosa – Rua São Clemente 134 – Rio de Janeiro (RJ)
Com curadoria de Cláudia Mesquita, a pequena mostra tem como objetivo homenagear Sérgio Porto e é uma oportunidade de o público conhecer, ou relembrar, aspectos da trajetória ímpar de um dos mais importantes jornalistas, cronistas e escritores cariocas do século XX. Os elementos que estarão em exposição fazem parte do acervo do jornalista no Arquivo Museu de Literatura Brasileira(AMLB) da Casa de Rui Barbosa, importante reduto para a memória nacional. A entrada é franca.
 

INSTITUTO BRASILEIRO DE MUSEUS (IBRAM)

Até 7/1
Endereço: Museu do Diamante – Rua Direita, 14 – Diamantina (MG)
Em Diamantina (MG), o Museu do Diamante/Ibram inaugurou na quinta-feira (29) a exposição "Natividade Bordada – presépios bordados", de Parísina Ribeiro.
A artista é filha de bordadeira e alia suas memórias, dons familiares, formação acadêmica, experiências (nacional e internacional) em diversas vertentes do bordado, com ênfase no bordado livre, espontâneo, Naïf. Os trabalhos apresentados propõem uma viagem aos festejos natalinos através da técnica de bordado que alia a arte têxtil, a cultura popular presente em Diamantina (MG), a memória afetiva da artista e uma homenagem ao seu avô Edson Ribeiro, construtor de presépios na família. A mostra contará, ainda, com a participação de convidadas, as artistas bordadeiras Beatriz M. Telles, de Poços de Caldas (MG); Olinda Evangelista, de Florianópolis (SC) e Vania Cardoso, de Socorro (SP).
 
Até 27/1 – 10h às 17h (terça a sexta), 13h às 17h (sábado e domingo)
Endereço: Museu Nacional de Belas Artes – Avenida Rio Branco, 199 – Rio de Janeiro (RJ)
Com curadoria do especialista em História da Arte Giovanni Morello e de Stefano Papetti, a mostra inclui obras de Perugino, Guido Reni e Tiziano, entre outros, apresentando as fases mais relevantes da representação de São Francisco.
As obras que compõem a exposição são de acervos de 15 museus de 7 cidades italianas: Galleria Corsini, Palazzo Barberini, Musei Capitolini, Museo di Roma, Museo Francescano dell'Istituto Storico dei Cappuccini (Roma); Pinacoteca Civica, Sacrestia della chiesa di San Francesco, Convento Cappuccini (Ascoli Piceno); Museo Nazionale d'Abruzzo (L'Aquila), Galleria Nazionale dell'Umbria (Perugia); Istituto Campana per l'Istruzione permanente (Osimo); Museo Civico (Rieti), Pinacoteca Nazionale (Bolonha) e Duomo di Novara (Novara). A mostra conta ainda com uma importante obra de Ludovico Cardi (dito Il Cigoli), "St. Francis Contemplating a Skull", propriedade do colecionador e ator americano Federico Castelluccio.
A mostra também inclui uma sala de Realidade Virtual que vai transportar o visitante para a Basílica Superior de Assis (1228), cidade natal do santo na região da Úmbria, no centro da Itália, com o uso de óculos de tecnologia 3D, onde será possível caminhar por uma das mais importantes e belas basílicas do país e conhecer obras-primas do pintor italiano Giotto (1267-1337), artista símbolo dos períodos medieval e pré-renascentista.
 
Até 17/2 – 10h às 17h (terça a sexta), 13h às 17h (sábado e domingo)
Endereço: Museu Histórico Nacional – Praça Marechal Âncora S/N – Rio de Janeiro (RJ)
Com curadoria de Paulo Knauss, diretor do MHN e professor de História da Universidade Federal Fluminense – UFF, a mostra é centrada na construção da imagem de dom João a partir de 24 pinturas, oriundas de instituições brasileiras e portuguesas, coleções particulares e do próprio acervo do MHN. Além dos retratos, completam a exposição condecorações, medalhas, moedas, leques, gravuras e uma réplica da coroa de 1818.
Dom João VI foi, possivelmente, o rei português mais retratado na história da pintura e da gravura, pois precisava promover sua imagem para se fazer presente em Portugal enquanto viveu no Brasil – entre 1808 e 1821. A curadoria se propõe a revelar uma história da pintura no Brasil da época, em diálogo com a produção da Missão Artística Francesa, com destaque para os trabalhos de José Leandro de Carvalho e Simplício Rodrigues de Sá.
 
Até 17/6 – quarta a segunda-feira, das 11h às 19h
Endereço: Museu Lagar Segall – Rua Berta, 111 – São Paulo, SP
Com curadoria de Giancarlo Hannud, diretor do museu, a mostra "O desenho de Lasar Segall" traz 54 desenhos dos mais de 2,4 mil que integram o acervo da instituição, revelando a inesgotável riqueza expressiva e técnica de sua produção.
 

INSTITUTO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO NACIONAL (IPHAN)

Até 31/12 – das 8h às 18h
Endereço: SEPS, Quadra 713/913, Bloco D, Edifício Iphan – Brasília (DF)
A Exposição Trajetórias da Preservação do Patrimônio Arqueológico é uma homenagem ao trabalho desenvolvido por Luiz de Castro Faria pela preservação dos bens arqueológicos brasileiros. A exposição detalha em quatro módulos um pouco da história do antropólogo, arqueólogo, professor, biblioteconomista e museólogo, destacando sua contribuição para a consolidação das políticas de proteção aos bens arqueológicos brasileiros.
Uma amostra da pesquisa do arqueólogo padre João Alfredo Rohr, exibindo 167 peças que integram sua coleção, tombada pelo Iphan em 1986, também está disponível, trazendo uma abordagem aos dois patrimônios arqueológicos inscritos pela Unesco na Lista de Patrimônio Mundiais: Parque Nacional Serra da Capivara, declarado Patrimônio Mundial em 1991 e tombado pelo Iphan em 1993, e Sítio Cais do Valongo, inscrito na Lista em 2017.
 

FUNDAÇÃO NACIONAL DE ARTES (FUNARTE)

8/12 – 18h30
Endereço: Alameda Nothmann, 1058, Campos Elíseos – São Paulo (SP)
Fresta é um solo de dança contemporânea construído a partir do diálogo entre dois artistas de diferentes linguagens: a dança e a música. A atenção ao momento presente com abertura ao outro e, ao mesmo tempo, o reconhecimento e o estranhamento de si suscitam o encontro, dentro de possíveis conflitos, de caminhos insuspeitados de cocriação da cena. "Frestas" são aberturas de possibilidades. São o assunto com o qual os corpos em cena, mediados por suas linguagens, se relacionam tentando encontrar outras possibilidades.
Já em Terra de Ninguém, as corporalidades refletem os condicionamentos internos-externos e a organização frente ao caos. O espetáculo aborda o automatismo sistêmico, opressor e manipulatório, que desmonta, descompensa, desajusta, desencaixa e desconecta corpos, mentes e sinergias. A pesquisa se apoia nas mídias de massa para dialogar de forma bem-humorada com o público. O espetáculo investiga a simultaneidade e a coexistência na relação centro-periferia / periferia-centro.
 
9/12 – 17h
Endereço: Alameda Nothmann, 1058, Campos Elíseos – São Paulo (SP)
O filme Outono 2 faz parte da instalação coreográfica Átmo, concebida em 2015 por Beth Bastos e pelo artista visual Sandro Miano. O filme tem como essência a imagem, a imaginação e a composição, propondo uma reflexão sobre a pausa na dança e a pausa na fotografia e enfatizando a permanência da imagem. O material é captado a partir de experiências vivenciadas em jardins da cidade de São Paulo.
A performance Observatório Dispositivos de movimento denominados partituras de percepçãoconvida o público a captar imagens com celulares, câmeras, desenhos ou simplesmente na memória, realizando escolhas e participando da construção da composição em tempo real. A proposta é investigar a percepção dos sentidos, da memória, do olhar, da construção de imagens e de sua permanência.
Atravessamentos poéticos é uma proposta de Leticia Sekito e Rubia Braga, visando à prática de estratégias de sobrevivência artística por meio do diálogo entre seus processos artísticos em dança. As artistas apresentam os solos Frestas. Horizontes (Rubia Braga) e Para se ver o que é possível(Leticia Sekito), seguidos de conversa mediada por Angela Nolf.
 
Até 9/12 –19h30 (sexta a domingo)
Endereço: Rua Januária, 68 – Belo Horizonte (MG)
Ópera Bruta, nova criação do Coletivo Bacurinhas, propõe uma reflexão sobre o tema ‘Masculinidade'. As narrativas sobre o Homem e a partir do Homem, palavra universal no mundo patriarcal, são agora objeto de reflexão numa inversão das normativas e estereótipos que precisam ser incendiados para a liberação de uma infinidade de corpos e masculinidades possíveis, plurais, diversas, atravessadas por múltiplas visões.
 
Até 13/12 – Sexta a domingo, às 19h
Endereço: Teatro Glauce Rocha. Rua Rio Branco, 179, Centro – Rio de Janeiro (RJ)
O espetáculo retrata os tempos em que o jovem Carlos Drummond de Andrade estudava num colégio interno e de lá foi expulso, por discutir com um professor.
A comédia dramática solo constrói uma narrativa, por meio da coletânea de 35 poemas do autor, composta a partir da sensibilidade do diretor, Marco Azevedo. A montagem relata a trajetória de Drummond, desde o momento em que saiu de casa, em Itabira (MG), para um internato em Nova Friburgo (RJ), passando pelo desentendimento que teve com seu professor de português, por "insubordinação mental", até o retorno do poeta.
 
Até 16/12 – 10h às 21h (terça a domingo)
Endereço: Complexo Cultural Funarte Brasília – Eixo Monumental, Setor de Divulgação Cultural, Brasília (DF)
Pequenas Escalas traz à tona o papel das representações do mundo físico em diferentes tamanhos e proporções, evidenciando a relação dos seres humanos com objetos da vida real e suas miniaturas. Assim, a mostra aponta para a direção oposta à tendência de engrandecimento da arte atual, apresentando obras que evidenciam o uso da redução de escala na produção contemporânea.
 
Até 16/12 – Sexta a domingo, às 19h
Endereço: Rua Januária, 68 – Belo Horizonte (MG)
O espetáculo de formatura foi criado pelos alunos do Curso de Aprofundamento em Teatro, da Escola Livre de Artes – Projeto Arena Cultural. Segundo os autores, a peça tem como base o desejo dos formandos de estimular a esperança em dias melhores, apesar das dificuldades e do sentimento de fracasso, enraizados na sociedade atual. A entrada é gratuita. O texto foi elaborado, gradativamente, a partir de discussões, reflexões e histórias inspiradas pelo Livro dos Abraços, de Eduardo Galeano; O Grande Mentecapto, de Fernando Sabino e O Futuro da Humanidade: a emocionante história de um médico e um mendigo em busca de um mundo melhor, de Augusto Cury.
 
Até 16/12 – 19h (sextas e sábados), 19h30 (domingos)
Endereço: Alameda Nothmann, 1058, Campos Elíseos – São Paulo (SP)
O espetáculo conta – por meio da música, do canto e da dança – a trajetória do movimento Tropicália, criado por artistas como Torquato Neto, Hélio Oiticica, Caetano Veloso e Gilberto Gil, entre outros. Ciro Barcelos assina o texto e o roteiro de canções. O elenco é formado por quatorze atores, que procuram reviver o momento cultural transgressor. Já a direção musical e a execução ao vivo das canções são da Banda Xabá, que também integra o elenco.
 
Até 16/12 – Sexta a domingo, às 19h
Endereço: Alameda Nothmann, 1058, Campos Elíseos – São Paulo (SP)
Eu Elas, solo de Juliana Moraes, usa gestos e posturas socialmente aceitos como femininos no ocidente, especialmente a partir dos anos 1950 (com a expansão da televisão, do cinema, da propaganda e agora das redes sociais), para desconstruir e questionar os comportamentos aprendidos. Movendo-se intensamente, porém mantendo-se sentada durante longos minutos, a artista elabora uma coreografia alicerçada na acumulação de gestos em diferentes partes do corpo, criando complexas combinações. A aceleração gera uma alteração no estado físico-psíquico da artista, a partir da qual ela compõe a cena em tempo real.
Também um trabalho solo, Estudo para epifania questiona a sobrevivência e busca uma afirmação que torne o artista visível em uma sociedade que o inventa vazio de seus valores. Mártir de si mesmo, guerreiro de seus princípios, o homem, particularmente o nordestino, encontra força para sobreviver entre o caos, a seca, a guerra, a fome, a fé. O corpo é visto como o sertão, que está dentro de cada um de nós: "ser tão forte", "ser tão corajoso".
 
Até 16/12 – Quinta a sábado, às 20h, e domingos, às 18h
Endereço: Teatro Cacilda Becker. Rua do Catete, 338 – Rio de Janeiro (RJ)
A Focus Cia de Dança está de volta ao palco do Teatro Cacilda Becker, na Zona Sul do Rio, a partir desta quinta-feira, dia 29 de novembro, com o espetáculo Still Reich, agora incluindo a nova peça Wood Steps. A montagem reúne, em um programa único, peças compostas a partir de músicas do compositor contemporâneo americano, Steve Reich. Neste novo espetáculo, serão apresentadas quatro de suas obras: Pathways (2008), Trilhas (2010) e Keta(2018) – já exibidas na montagem anterior – e Wood Steps, em sua estreia nacional.
 
Até 16/12 – Quinta a domingo, às 20h
Endereço: Rua Januária, 68 – Belo Horizonte (MG)
Eia é construída a partir de histórias aparentemente desconexas, mas permeadas de pensamento crítico e metáforas sobre a realidade. A personagem central é representada por uma andarilha que percorre cenas fragmentadas e descreve vidas marcadas pela fome, pelo racismo, machismo e alienação. Corpos subjugados que revelam um ser humano em busca de novas reflexões para velhos caminhos. Como um sonho, o espetáculo de formatura do Teatro Universitário da UFMG revela momentos atemporais e sobrepostos da realidade humana.
 
Até 16/12 – Sextas e sábados, às 20h30, domingos, às 19h
Endereço: Rua Dr. Teodoro Baima, 94 – São Paulo (SP)
O espetáculo é baseado nas tradições do corpo em ritos profanos e instiga o público a se relacionar com a montagem por meio dos sentidos. Uma cozinha funciona durante toda a apresentação, provocando relações sensoriais que interagem com a dança e a música. No enredo criado, Jasão é um orixá recebido pelo corpo de um cozinheiro; Medeia tem a força de Iansã; e Glauce, a beleza de Oxum. Creonte, senhor daquele terreiro, exige o seu direito à propriedade, enquanto crianças ‘erês' cegas decidem o futuro da mãe.
Criado em 1995 na cidade de Suzano, região metropolitana de São Paulo, o grupo Contadores de Mentira resiste ao pensamento corrente segundo o qual apenas os grandes centros são produtores de cultura. Seu teatro é voltado ao trabalho coletivo, à pesquisa de linguagens e de ritos populares e à construção de identidades. Na concepção artística da companhia, os trabalhos não se isolam um do outro, perfazendo na realidade uma única obra. Quase todas as criações têm como ponto de partida elementos históricos, e a deliberada recusa a vê-las como espetáculos encerrados em si mesmos faz com que o conjunto do trabalho do grupo se mantenha como algo vivo, inserido na história e em permanente transformação.
 
Até 10/2 – 10h às 18h (terças a sextas), 14h às 21h (sábados e domingos)
Endereço: Alameda Nothmann, 1058, Campos Elíseos – São Paulo (SP)
A mostra reúne trabalhos de oito artistas que frequentaram durante cerca de um ano o ateliê de artes visuais da instituição, apresentando os resultados desse período de convivência e aprendizado conjunto. A entrada é gratuita. Participam da exposição os artistas Auni (Débora Seiva), Carlos Algot, Cláudio Antônio Ferreira dos Reis, Credo (Eduardo Marinho), Felipe Borges, Geovanna Gelan, Hiram Schincariol e Lumumba. O trabalho curatorial tem como ponto de partida a convivência já experimentada por eles num espaço público que, ao recebê-los, torna-se um campo para o efetivo exercício da liberdade de pensamento e de criação.
 
 
Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura