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Ministro destaca impacto da digitalização na economia criativa

 

 

 

6.12.2017

 
"A interface entre criatividade, cultura, economia e tecnologia tem o potencial de gerar renda, empregos e exportações", destacou o ministro da Cultura, Sá Leitão, durante o evento (Foto: Divulgação MinC)
 
O impacto da digitalização na economia criativa foi debatido nesta quarta-feira (6) pelo ministro Sérgio Sá Leitão, em Buenos Aires, na Argentina, durante palestra no fórum "La Convención Azul", que debate os desafios da economia digital e do comércio para impulsionar o desenvolvimento econômico global. Único ministro da Cultura a participar do evento, Sá Leitão se uniu a formadores de opinião do segmento empresarial, do setor público, do mundo acadêmico e do terceiro setor da Europa e da América Latina, entre eles o ex-primeiro ministro espanhol José Maria Aznar e o ex-presidente boliviano Jorge Quiroga.
 
Sá Leitão iniciou o debate ressaltando que o ambiente digital permite a circulação de informações, ideias, soluções e serviços de forma transfronteiriça, diversa e multicultural, estimulando a criatividade, a inovação disruptiva, a participação interativa e a integração de pessoas e empresas. Para o ministro, o impacto maciço da tecnologia digital transformou todas as indústrias, criativas ou não, enquanto a internet abriu uma variedade de plataformas para novas expressões criativas.
 
"A interface entre criatividade, cultura, economia e tecnologia, expressada na capacidade de criar e circular o capital intelectual, tem o potencial de gerar renda, empregos e exportações, ao mesmo tempo em que promove a inclusão social, a diversidade cultural e o desenvolvimento humano. É isso que a economia criativa emergente começou a fazer", destacou Sá Leitão.
Em seguida, o ministro apresentou números que ratificam a importância das atividades criativas para a economia mundial. Segundo Sá Leitão, as indústrias culturais e criativas geram 29,5 milhões de empregos em todo o mundo, o que corresponde a cerca de 1% da população ativa do mundo. "Elas empregam mais pessoas do que a indústria automotiva nos Estados Unidos, Europa e Japão juntas", exemplificou. "E na Europa, os setores culturais empregam pessoas de 15 a 29 anos mais do que qualquer outro setor", acrescentou.

Impacto da digitalização na economia criativa

Sérgio Sá Leitão também apresentou as principais tendências geradas pelo impacto da digitalização na economia criativa. O ministro citou como destaques a produção de conteúdo audiovisual transnacional, com uso remoto de profissionais de rede e contratação de serviços de pós-produção em diferentes países; a expansão e o aumento da complexidade dos jogos on-line, com maior dinamismo motivado pela inteligência artificial, realidade virtual e integração de rede; a consolidação dos serviços de transmissão audiovisual como plataforma para experimentalismo; e a expansão de serviços de assinatura de música em fluxo contínuo, com diminuição progressiva do rádio.
 
O ministro também ressaltou que, com a digitalização maciça, deve haver uma expansão de assinantes para os serviços de livros digitais. "Com um hardware aprimorado para dispositivos de acesso especializado, haverá mais títulos licenciados e interatividade entre leitores e mais recursos de acessibilidade para pessoas com deficiência", ressaltou. Sá Leitão também comentou que a digitalização de coleções e disponibilidade de coleções on-line (visitas guiadas) aumentará o acesso a museus e bibliotecas.

Papel do Estado

Ao final da palestra, Sá Leitão ressaltou o papel do Estado para fomentar as indústrias criativas na era digital: regular o mercado de forma eficiente e ágil; estimular o mercado, sem privilégios a nenhuma área específica; investir em infraestrutura para aumentar a capacidade de circulação de conteúdo em redes digitais de alta velocidade; desburocratizar o repasse de recursos; ser transparente em suas políticas públicas; promover e garantir os direitos intelectuais; qualificar agentes produtivos; e assegurar a livre circulação de pessoas, bens e serviços, entre outros.
 
 
Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura