Dia do Ministro

Museu Nacional terá um ano de programação para comemorar bicentenário

 
 
22.1.2018 - 20:26  
Da esquerda para a direita, Luiz Fernando Duarte, Alexander Kellner, ministro Sérgio Sá Leitão, João Carlos Nara Júnior e Marcelo Araújo (Foto: Ronaldo Caldas/Ascom MinC)
 
 
 
 
 
Primeira instituição museológica e de pesquisa do Brasil, o Museu Nacional, vinculado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), completa 200 anos no próximo dia 6 de junho.  Para comemorar, o plano é realizar um ano de atividades especiais. "Com esse marco do bicentenário, temos uma oportunidade única para discutir questões de ciência e cultura em nosso país", destacou o diretor eleito do museu, Alexander Kellner, que se reuniu nesta segunda-feira (22) com o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão.
 
Kellner esteve no Ministério da Cultura (MinC) para apresentar ao ministro o projeto do bicentenário e para discutir formas de financiamento para os 12 meses de atividades. Sá Leitão sugeriu que a direção do museu encaminhe projeto ao MinC para que, por meio da Lei Rouanet, empresas possam investir nele em troca de incentivo fiscal, em especial estatais. Também se prontificou a articular conversas com outros ministérios para dar apoio ao museu. "O ministro se mostrou receptivo às diferentes ideias", afirmou Kellner.
 
Também participaram da reunião o presidente da Comissão de Comemoração dos 200 anos do museu, Luiz Fernando Duarte; o diretor do Escritório Técnico do Museu Nacional do RJ, João Carlos Nara Jr.; o presidente do Instituto Nacional de Museus (Ibram), vinculado ao MinC, Marcelo Araújo; e o assessor especial do ministro, Fabricio Tanure.
 
Sobre o Museu
 
Localizado no interior do parque da Quinta da Boa Vista, no bairro de São Cristovão, zona norte do Rio de Janeiro, o museu foi criado como Museu Real, em 1818, por D. João VI. É a instituição cientifica mais antiga do Brasil e uma das principais da América Latina.
 
O conjunto arquitetônico da Quinta da Boa Vista, o edifício do museu e a coleção Balbino de Freitas são tombados, desde 1938, como patrimônio cultural brasileiro pelo Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional (Iphan), entidade vinculada ao Ministério da Cultura.
 
A instituição conta com um acervo de mais de 20 milhões de itens, subdivididos em temas como antropologia, botânica, entomologia, geologia e paleontologia. 
 
Além disso, possui uma das maiores bibliotecas especializadas em ciências naturais do Brasil. Incorporado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) desde 1946, oferece cursos de extensão, especialização e pós-graduação em diversas áreas do conhecimento.
 
Entre as preciosidades do museu estão 1560 peças raras, mais de 26 mil fósseis nas coleções paleontológicas, e o maior meteorito brasileiro, com 5,36 toneladas, o chamado Bendengó. O espaço abriga ainda os ossos e a reconstituição facial de Luzia, fóssil humano mais antigo do Brasil, com mais de 12 mil anos.
 
Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura