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Economia da Cultura

"O Estado tem um papel vital no fortalecimento da economia da cultura, seja no levantamento do potencial, seja no planejamento das ações, na articulação dos agentes econômicos e criativos, na mobilização da energia social disponível, no fomento direto, na regulação das relações entre agentes econômicos, na mediação dos interesses dos agentes econômicos e dos interesses da sociedade, assim como na fiscalização das atividades. É um papel múltiplo, que exige vontade política, qualificação institucional e recursos.

Não se trata de reabilitar o Estado produtor de cultura, ou o Estado dirigista. Ao contrário. Parte-se do princípio de que o Estado pode e deve estimular um ambiente favorável ao desenvolvimento de empresas e criadores, para que o mercado possa ampliar-se e realizar seu potencial, não apenas de auto-sustentabilidade, mas de ganhos sociais (emprego, renda, inclusão ao consumo de bens culturais).

O Ministério da Cultura, como eu disse, tem insistido na abordagem das conexões entre cultura e desenvolvimento e na necessidade de ampliar seu papel, somando às políticas tipicamente compensatórias aquelas capazes de diagnosticar e estimular o mercado, ou seja, as empresas e os empreendedores brasileiros que atuam no setor cultural. Trata-se de uma abordagem mais abrangente e integrada."

Ministro Gilberto Gil
Palestra no Instituto Rio Branco
BRASÍLIA, 31 DE MARÇO DE 2005


Artigos da Economia da Cultura
Nesta seção estaremos reunindo artigos, pesquisas, teses e textos em geral, destinados a iluminar a compreensão sobre a economia da cultura e suas interfaces com outros setores.

Capitalismo Cognitivo
O Ministério da Cultura, juntamente com o Laboratório Território e Comunicação, da Escola de Serviço Social da UFRJ, e a Rede de Informação para o Terceiro Setor - RITS estão promovendo o II Seminário Internacional Capitalismo Cognitivo - ECONOMIA DO CONHECIMENTO E A CONSTITUIÇÃO DO COMUM, nos dias 24 a 25 de outubro próximos. Acompanhe o seminário ao vivo e participe do debate.

Indústrias Criativas
Por ocasião da 11ª reunião da UNCTAD em São Paulo, foi proposta a criação de um Observatório Internacional para Indústrias da Criatividade. O Governo brasileiro apoiou a recomendação da UNCTAD e o Ministro da Cultura do Brasil, Gilberto Gil Moreira, anunciou a intenção de criar no Brasil um Centro Internacional para Indústrias da Criatividade. Neste sentido realizou o evento "Promovendo a Economia Criativa", de 18 a 20 de abril de 2005 em Salvador (BA), para discutir o escopo, programação de atividades e modalidades de operação do Centro. Acompanhe o evento e sua repercussão.



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Ministério da Cultura do Brasil. 2005.