Cinema

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Cinema brasileiro mostrou sua força no Festival de Berlim

Fabiano Gullane, Camila Márdila e Anna Muylaert em sessão de "Que horas ela volta?" (Foto de Divulgação)
20.2.2015 - 18:51
 
A 65º edição do Festival Internacional de Berlim, que ocorreu entre 5 e 15 de fevereiro, contou com ampla participação brasileira e com resultados muito positivos. No evento, foram exibidos 14 títulos brasileiros, outros 13 participaram do programa de residência Berlinale Talents e cerca de 90 estiveram no European Film Market.
 
O saldo final foi altamente satisfatório, sobretudo com os dois prêmios recebidos pelo filme "Que horas ela volta", de Anna Muylaert. Outra conquista foi a assinatura do protocolo de cooperação audiovisual com o México.
 
O diretor-presidente da Agência Nacional de Cinema (Ancine), Manoel Rangel, avaliou de forma positiva a participação brasileira e lembrou que o Festival de Berlim é um dos três mais importantes do mundo. A Ancine é uma entidade vinculada ao Ministério da Cultura.
 
"O cinema brasileiro tem força e talento para romper a dicotomia entre mercado e arte. E quando os curadores dos festivais internacionais têm curiosidade e olhos para ver, encontram um Brasil novo que pulsa e emerge", afirmou.
 
 "Que horas ela volta?" desbancou outros 34 filmes de 29 países e ganhou o prêmio do público da mostra Panorama. Em decisão unânime do júri, também saiu vencedor com o prêmio da Confederação Internacional dos Cinemas de Arte e Experimentais (CICAE), que reúne mais de três mil salas em cerca de 30 países.

Apoio da Ancine

O filme de Anna Muylaert contou com auxílio do Programa de Apoio à Participação de Filmes Brasileiros em Festivais Internacionais e de Projetos de Obras Visuais Audiovisuais Brasileiras em Laboratórios e Workshops Internacionais da Ancine.
 
Manoel Rangel classificou o filme como "forte, sensível e absolutamente conectado com o Brasil de hoje". "Estão em cena a herança escravocrata brasileira no ambiente doméstico e a emancipação, com humor, acidez e ternura no olhar sobre homens e mulheres", disse.
 
O título, com participação das atrizes Regina Casé e Camila Márdila, foi bem recebido pela plateia local. Produzido pela Gullane Filmes, associada ao Programa Cinema do Brasil, dedicado à promoção da cinematografia brasileira no exterior, "Que horas ela volta?" foi vendido para os Estados Unidos (Oscilloscope), França (Memento) Espanha (Caramel), Bélgica e Luxemburgo (Setembro), Suíça (Filcoopy).
 
O longa-metragem "Brasil S/A", de Marcio Reolon e Filipe Matzembacher foi outro que voltou da Alemanha com acordos fechados. Produzido pela Avante Filmes, também associada ao Programa Cinema do Brasil, o filme foi comprado pelas distribuidoras Pro-Fun (Alemanha, Áustria e Suíça), Epicentre (França), Wolfe (Estados Unidos e Canadá) e Nitrato (Portugal).
 
Foram exibidos no festival com o apoio da Ancine os seguintes títulos:
  • "Sangue azul", de Lírio Ferreira, e "Ausência", de Chico Teixeira,  ambos na mostra Panorama.
  • "Fuja dos meus olhos", de Felipe Bragança, na Mostra Forum Expanded.
  • "Mar de Fogo", de Joel Pizzini, exibido no Berlinale Shorts;
  • "Ma Ê Dami Xina - Já me transformei em imagem", de Zezinho Yube, participante da Mostra NATIVe de cinema indígena.
  • "Brasil S/A", de Marcelo Pedroso, e "Beira-mar", de Marcio Reolon e Filipe Matzembacher, ambos na programação da Mostra Forum.
Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura