Diálogo, integração e qualificação são prioridades da Regional Sul do MinC

 
 
14.7.2017 - 15:00  
"Não é possível que, em um país com riqueza cultural presente em cada canto do seu território, a cultura não seja considerada um forte elemento de desenvolvimento econômico e social" (Foto: Isaias Matos)
 
 
À frente da Representação Regional do Ministério da Cultura (MinC) na Região Sul desde outubro de 2016, Álvaro Afonso de Almeida Franco elencou, em entrevista ao portal do MinC, desafios, prioridades e principais linhas de atuação de sua gestão.
 
O chefe da Representação defendeu o diálogo e maior integração com artistas e produtores culturais da região e a Cultura como vetor de desenvolvimento. Além disso, salientou compromisso da equipe em atender as demandas que chegarem à Regional. "Creio que o MinC deve prosseguir no aprimoramento das leis que atendem o setor da cultura, na transparência, na busca de recursos e nas soluções negociadas", afirma. 
 
Entre as ações adotadas sob sua gestão estão elaborar um plano estratégico, focado em aproximar os municípios das leis de incentivo, prosseguir com a formação em cursos técnicos de cultura e desenvolver projetos estratégicos para fomentar o setor.
 
Confira abaixo a entrevista:
 
Qual é o papel da Representação Regional do Sul? 
 
A Regional tem um perfil técnico e institucional. Técnico, ao oferecer orientações seguras sobre os mecanismos de incentivo, trâmite de propostas e projetos e oferta de qualificação para o mercado. O perfil institucional é de ouvir, pensar e refletir sobre oportunidades de fomentar a cultura, especialmente junto aos municípios.
 
Vejo, cada vez mais, as lideranças das cidades como agentes ativadores da cultura. E percebo o dever de articular as lideranças culturais de todos os segmentos – artes, literatura, dança, teatro, arquitetura, artesanato e manifestações populares – para que todos esses setores se tornem mais orgânicos. 
 
O tempo de cada um no seu quadrado passou. Sonho com a realização de um Festival de Cultura, uma edição em cada estado do Sul. Sou um defensor do diálogo dos fazeres e saberes culturais. No mundo contemporâneo, percebo que as interações mais ricas são as que apresentam diferentes racionalidades culturais.
 
Quais são as suas prioridades à frente da Representação Regional?                   
 
O segmento cultural nos três estados (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul), sob uma ótica da produção cultural, é bastante estruturado. Dessa forma, um caminho natural, por um lado, é trabalhar para o desenvolvimento do setor cultural, para que produtoras, entidades, fornecedores e investidores evoluam para um ambiente focado na economia da cultura. 
 
Agora, junto aos municípios, acredito no desenvolvimento de Planos de Atividades voltados à área cultural. A mentalidade mudou com a última eleição, mas, para muitas administrações, ainda não estão claras as imensas oportunidades de desenvolvimento da cultura e do turismo. Temos muito que avançar.
 
Quais são os principais desafios que deverão ser enfrentados nos próximos anos?
 
As recentes mudanças na lei de incentivo (Rouanet), a oferta de qualificação dos operadores do segmento cultural e a liderança segura desta gestão se apresentam como um indicador claro de caminho. Creio que o MinC deve prosseguir no aprimoramento das leis que atendem o setor cultural, com transparência, na busca de recursos e nas soluções negociadas para resolver os gargalos do dia a dia. 
 
É importante incrementar a atuação da Representação Regional junto aos produtores, proponentes e financiadores da cultura e também junto aos municípios para o desenvolvimento das cadeias culturais e turísticas e das vocações de cada região. Não é possível que, em um país com riqueza cultural presente em cada canto do seu território, a cultura não seja considerada um forte elemento de desenvolvimento econômico e social.
 
Como suas experiências de gestão podem contribuir para o funcionamento da Representação Regional do Sul? 
 
Desde o início deste ano, zeramos as demandas pendentes de proponentes (para aprovação de projetos por meio da Lei Rouanet) e implantamos uma política de enxergar os usuários do Sistema de Apoio às Leis de Incentivo à Cultura (Salic) como clientes. A procura por orientação, por meio de todos os canais, quase dobrou. 
 
O MinC oferece um bom sistema de fomento à cultura em um País com imensos desafios, e a equipe que está na Regional Sul conta com profissionais comprometidos com os usuários. Esta é a grande contribuição desta gestão: uma Regional Sul aberta, servindo com agilidade e entregando aquilo que o mercado pede.
                               
Quais ações desenvolvidas no momento pela Regional têm maior destaque? 
 
Uma das iniciativas mais importantes no momento é buscar o reconhecimento da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) para os Centros de Tradições Gaúchas (CTGs). Nossa meta é que os Centros passem a integrar o Registro de Melhores Práticas de Salvaguarda, no âmbito da Convenção da Unesco para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial. 
 
Outra prioridade é aproximar os municípios das leis de incentivo, prosseguir com a formação profissional por meio de cursos técnicos de cultura e desenvolver projetos estratégicos para o fomento do setor. 
 
Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura