Fundações divulgam prêmios


 Biblioteca Nacional e Funarte distinguem literatura e teatro


A Fundação Biblioteca Nacional fez publicar na quinta no Diário Oficial da União o resultado de seus prêmios literários referentes a 2007. O vencedor na categoria Ensaio, que levou o Prêmio Mário de Andrade, foi Alberto Pucheu, com a obra Pelo Colorido, Para além do Cinzento (A Literatura e seus Entornos Interventivos), da Azougue Editorial.

Na categoria Ensaio Social, quem levou o Prêmio Sérgio Buarque de Holanda foi Maria Francisca Pinheiro Coelho, que publicou a controversa obra José Genoino - Escolhas Políticas (Editora Centauro). A autora é professora da Universidade de Brasília e amiga do seu biografado, a quem acompanhou ao famoso Congresso da UNE em Ibiúna, em São Paulo, em 1968. Também já foi filiada ao PT e, em outubro, foi contratada pela Presidência da República para editar livro sobre reforma política para o governo, o que sofreu contestação.

A escolha rendeu R$ 12,5 mil ao livro escolhido. A Fundação Biblioteca Nacional também é ligada ao Ministério da Cultura.

A obra Coleção: Moda Brasileira (Cosac Naify), de Elaine Ramos, levou o Prêmio Aloísio Magalhães na categoria Projeto Gráfico. Já a categoria Tradução, Prêmio Paulo Rónai , teve como vencedor Mauro Gama, autor da obra Michelângelo - Cinqüenta Poemas (Ateliê Editorial). Paulo Henriques Brito, pelo livro Tarde (Cia. das Letras) venceu o Prêmio Alphonsus de Guimaraens.

O melhor romance, Prêmio Machado de Assis, foi para Idalina Azevedo da Silva pelo livro O Tempo Físico (Editora Scortecci). A categoria conto, Prêmio Clarice Lispector, teve como vencedor Nelson de Oliveira, com a obra Ódio Sustenido (Editora Língua Geral). Ignácio de Loyola Brandão venceu na categoria Literatura Infanto-Juvenil com O Menino Que Vendia Palavras (Objetiva).

Ontem também, a Fundação Nacional de Artes (Funarte) divulgou no Diário Oficial a relação dos vencedores da Bolsa Funarte de Estímulo à Criação Literária. Os escolhidos são: Marco Antonio Adolfs, de Manaus (A Igreja), Joesér Álvares da Silva, de Porto Velho (Condomínio Poético), Julya Santana de Vasconcelos, de Recife (Agudo como Mordida), Waldemar Solha, de João Pessoa (O Relato de Prócula), Jason Tércio, de Brasília (Segredo de Estado), Luiz Arthur Toríbio, de Brasília (meiaoito - 68 motivos de 68), Cláudio Alexandre de Barros Teixeira, de São Paulo (Fera Bifronte), Luís Antônio Giron, de São Paulo (O Cronista Imaginário), André Henrique Dick, de Novo Hamburgo (O Equilíbrio do Dia) e Carolina Bensimon Cabral, de Porto Alegre (Sinuca embaixo d'água).

Outro edital publicado pela Funarte foi a Bolsa Funarte de Dramaturgia, que selecionou os seguintes nomes: Francisco do Valle Cardoso, Antonio Carlos Ferreira Araújo, Antonio Roberto Gerin, Paulo Roberto Vieira de Melo, Pedro Brício de Paiva Côrtes, Verônica Lo Turco, Daniel Lobo e Diones Rodrigo Ribeiro Camargo.