Em Sergipe, selo certifica escolas quanto ao Aedes

19.02.2016 - 20:37
 
A Secretaria Estadual de Educação de Sergipe criou um sistema para certificar suas escolas com relação a existência de possíveis focos de reprodução do Aedes aegypti, o mosquito transmissor da dengue, febre chicungunya e zica. O sistema consiste na colocação de um selo na entrada de cada uma das 364 escolas estaduais dos 75 municípios sergipanos. 
 
São três selos: verde, que sinaliza que dentro daquelas instalações não há nenhum risco de existência de foco reprodutor do inseto; amarelo, que significa que há a possibilidade e vermelho, que mostra que foi encontrado, dentro da escola, pelo menos um foco de contaminação. Todas as sextas-feiras será colocado um novo selo, de acordo com a vistoria feita imediatamente antes pelas brigadas escolar e da saúde.
 
Sergipe foi o estado visitado pelo ministro Juca Ferreira no dia da mobilização nacional da educação para o combate ao mosquito Aedes aegypti. O ministro elogiou a iniciativa e destacou dois aspectos positivos dela: primeiro, cria um indicador e, segundo, serve de estímulo. Ele comentou com o secretário estadual de Educação, Murilo Braga, que irá apresentar a experiência local à coordenação nacional de combate, com vistas a leva-la a todo o país.
 
A campanha do governo federal de mobilização nas escolas foi lançada nesta sexta-feira, dia 19 de fevereiro, início do ano letivo, e pretende mobilizar a comunidade escolar para ações de eliminação aos focos do mosquito e conscientizar sobre a importância da prevenção. Ao longo do dia, autoridades federais visitaram escolas em diferentes cidades do país, acompanhados de secretários estaduais e municipais de educação, gestores escolares, reitores, professores e funcionários de escolas de todos os níveis: dos jardins de infância às universidades.
 
Em Sergipe, o ministro da Cultura, acompanhado da secretária de Educação e Formação Artística e Cultural do MinC, Juana Nunes, foi a Itabaiana, cidade de cerca de 92 mil habitantes, localizada a 54 quilômetros da capital Aracaju e cidade mais afetada pelas doenças transmitidas pelo Aedes em todo o estado, que também apresenta números significativos:  no período de 04 a 23 de janeiro, foram registrados 159 casos prováveis de dengue – que, mesmo representando queda significativa com relação ao mesmo período do ano passado, de 23%  – ainda é considerado muito alto pelo Ministério da Saúde, que repassou, em janeiro deste ano, R$ 1,6 milhão de recurso extra a Sergipe para as ações de vigilância.
 
As ações junto à comunidade escolar, agora, virão reforçar o trabalho dos profissionais. Todos os municípios do estado aderiram ao Programa Saúde na Escola. São 1.368 escolas inscritas no Programa, beneficiando 280.508 alunos.
 
E foi para estudantes, pais, professores e técnicos da Eduação que o ministro da Cultura, Juca Ferreira, dirigiu seu pronunciamento em Itabaiana, no Colégio Estadual Murilo Braga. "Sem a participação da população não é possível derrotar o mosquito", disse o ministro, lembrando que, havendo saneamento básico na cidade, a reprodução do Aedes se dá, em 70% dos casos, dentro das casas, sobretudo nos quintais. Daí a importância do compromisso de todos os cidadãos. "Vamos combate-lo casa por casa, rua por rua", conclamou.
 
O governador de Sergipe, Jackson Barreto, reforçou o convite: "Todos temos que participar". Segundo ele, não se pode achar que não existe um problema. "O problema existe e, combatendo o foco e se dispondo a mobilizar sua rua, seu bairro, seus colegas de trabalho, seus filhos na escola, você fica livre do mosquito e contribui para a sociedade".
 
 
Elaina Daher
Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura