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Servidores são instados a combater mosquito Aedes Aegypti

Janaína Farias (primeiro plano), técnica da Vigilância Ambiental da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, faz palestra par servidores do MinC e do MMA (Fotos: Acácio Pinheiro)
 
11.03.2016 – 16:41  

 

A servidora do Ministério da Cultura (MinC) Ana Flávia Uglar Pin já fez de tudo para eliminar o mosquito Aedes Aegypti em sua casa, no bairro Jardim Botânico, em Brasília (DF). Muito preocupada com a saúde da filha de seis meses, ela conta que sua família já realizou algumas varreduras em casa para acabar com possíveis focos de água parada, além de usar repelente sônico nas tomadas, repelente de pele, raquete eletrônica, vela e pulseira à base de citronela. Mas os mosquitos não cessam.

 
"Cheguei a matar mais de cinquenta mosquitos em um dia. Mas o problema é a casa vizinha, que está abandonada. Estou fazendo a minha parte, mas não posso entrar na casa dele", reclamou enquanto observava mostras de ovos, larvas, pupa e do próprio mosquito Aedes Aegypti no hall de elevadores do bloco B da Esplanada dos Ministérios, em Brasília (DF).
A exposição faz parte de um conjunto de ações organizadas pelo governo federal, na manhã desta sexta-feira (11), para sensibilizar seus servidores de que o combate ao mosquito transmissor do vírus zika, da dengue e da chikungunya deve ser uma tarefa coletiva e de toda sociedade.
 
Além da exposição, os servidores também tiveram a oportunidade de participar de uma palestra sobre o tema no edifício sede do MinC e do Ministério do Meio Ambiente (MMA). Para um auditório lotado e atento, a técnica da Vigilância Ambiental da Secretaria de Saúde do Distrito Federal Janaína Farias discorreu sobre o ciclo de vida do mosquito, formas de contágio e cuidados para evitar sua proliferação. Prestigiaram a palestra o ministro da Cultura, Juca Ferreira, e o secretário Executivo do MMA, Carlos Klink.
 
Demonstração no saguão de entrada da sede dos ministérios da Cultura e do Meio Ambiente informa servidores sobre o Aedes e como combatê-lo
 
Juca Ferreira destacou que o governo tem realizado diversas atividades de sensibilização e mobilização em todo o país. Nesta sexta-feira, porém, as ações se destinaram aos servidores públicos e foram realizadas em os órgãos da administração pública federal. "Precisamos entender que só o governo não resolve o problema, o mosquito se domesticou e sem adesão da população a essa mobilização, não tem jeito", salientou.
 
As informações trazidas pela técnica em Vigilância Epidemiológica Janaína Farias reforçaram a necessidade do engajamento de todos no combate ao mosquito. Fazendo um detalhado histórico da evolução do Aedes Aegypti, que teve origem na África, e de seu ciclo de vida, Janaína Farias ressaltou que os mosquitos se adaptaram ao ambiente urbano, vivem em média um mês, podendo cada fêmea gerar cerca de 1,2 mil ovos que, por sua vez, podem durar até 450 dias à espera de água para, então, tornarem-se larvas. "E caso a fêmea já esteja contaminada pelos vírus da dengue, zika ou chikungunya, seus ovos já serão portadores do vírus também", alertou.
 
De acordo com a técnica, todas essas características do mosquito lhe dão um gigantesco potencial de proliferação, fazendo com que só a ação do poder público seja insuficiente. "Precisamos de todos e não adianta só ter informação, é preciso uma mudança de comportamento", apelou.
 
Janaína Freitas informou que o mosquito tem hábitos diurnos, atacando, sobretudo ao amanhecer e ao entardecer, e que sua reprodução se dá em água limpa e parada distribuída por diversos criadouros, como calhas, garrafas, pneus e caixas ou tonéis d'água. A especialista pediu atenção especial com locais onde se concentra lixo, pois é aí que se encontram os maiores registros de ovos e larvas.
 
Ação do poder público
 
A ação do governo federal já vistoriou, este ano, 18.302 imóveis da União, incluindo ministérios, fundações, autarquias e estatais, e treinou 251.649 servidores para combaterem o mosquito. 
Até o último dia 2 de março, a ação dos governos federal, estaduais e municipais havia alcançado 59,6 milhões de domicílios e prédios públicos, privados e industriais, o que representa 88,8% do total (67 milhões). Destes, 48,2 milhões foram efetivamente vistoriados e 11,3 milhões estavam fechados ou com acesso negado. Ao todo, 93% dos municípios, ou seja, 5.164 dos 5.570 existentes no Brasil, notificaram as visitas no Sistema Informatizado de Monitoramento da Presidência da República (SIM-PR). 
 
 
Vinicius Mansur
Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura