Ministro da Cultura propõe democratização da comissão do Oscar

 
 
16.05.2017 - 20:40  
Para Roberto Freire, Conselho Superior de Cinema precisa assumir o protagonismo como entidade responsável pela deliberação das políticas para o audiovisual (Foto: Acácio Pinheiro/Ascom Minc)
 
 
O ministro da Cultura, Roberto Freire, propôs uma maior democratização no processo de escolha dos membros do júri que escolhe o filme nacional que irá representar o Brasil no Oscar. A proposta foi apresentada nesta terça-feira (16) durante a reunião do Conselho Superior de Cinema realizada hoje, em Brasília (DF).
 
Na avaliação de Freire, o Conselho Superior de Cinema precisa assumir o protagonismo como entidade responsável pela deliberação das políticas para o audiovisual. "O Conselho tinha, em governos anteriores, um caráter meramente homologatório. Hoje, nesta gestão, estará à frente das diretrizes e definições sobre o audiovisual e o cinema brasileiro. É justo que um coletivo de especialistas possa opinar sobre o filme que irá representar o Brasil no Oscar", destacou Freire.

Decisão democrática
 
Atualmente o Conselho, ao longo do ano, discute as políticas e influencia em melhorias para o audiovisual. No entanto, no período no qual é feita a indicação do filme para Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, cria-se uma comissão paralela, com a única missão de eleger o longa brasileiro que poderá disputar o Oscar. Os integrantes dessa comissão são indicados pelo MinC.
 
Com decisão, anunciada hoje pelo ministro, a determinação da comissão do júri do Oscar passará ser amplamente democrática e apartidária, uma vez que o Conselho Superior de Cinema é formado por representantes do audiovisual e da sociedade civil. "Não quero mais que essa comissão seja designada pelo Ministério. Essa foi uma proposta muito bem aceita pelo Conselho, que se sentiu, deve sempre ser prestigiado", enfatizou Freire.

Portaria
 
O ministro deverá assinar uma portaria para assegurar ao Conselho a atribuição de definir a comissão julgadora do filme do Oscar. "O setor do audiovisual é muito sensível, e, nós do Ministério da Cultura, estamos muito atentos para assegurar que o setor tenha sempre sua importância reconhecida", afirmou.
 
Para Freire, que desde a posse da nova composição ocorrida no início deste ano vem defendendo maior autonomia para seus integrantes, o Conselho deve, a partir de suas discussões, orientar como o Ministério poderá se posicionar sobre o setor de audiovisual.
 
"Minha presença na reunião teve o intuito de reforçar a função do Conselho como órgão consultivo. Os trabalhos que estão se desenvolvendo dentro do Ministério também ocorre em função de fixação de agendas nas quais os conselheiros começam a ser protagonistas também. Acompanhar os trabalhos e os debates travados na reunião me permitiu ter a exata dimensão de como cada um pode contribuir para que possamos avançar tanto no que já foi conquistado, como no que ainda precisamos alcançar", disse.

Apresentações
 
Na reunião, que foi conduzida pelo secretário-Executivo do MinC, João Batista Andrade, foram discutidos os impactos no audiovisual na área de VOD  - Video On Demand - e o mercado de games no Brasil. "O encontro de hoje foi fundamental para que pudéssemos ouvir as demandas e sugestões do Conselho. O ministério é um lugar para dar fluxo e assegurar para que todos os setores que atuam no Brasil possam ser ouvidos", ressaltou o secretário.
 
O diretor presidente da Ancine, Manoel Rangel apresentou ao Conselho as conclusões de dois estudos feitos pela agência sobre VOD e sobre o mercado de games. Na parte da tarde, a secretária do Audiovisual, Mariana Ribas, fez uma apresentação sobre os desafios e as dificuldades do setor, e destacou as principais ações da SaV para os próximos meses. O encontro contou com a participação do secretário-executivo, João Batista de Andrade, com a secretária do Audiovisual (SaV), Mariana Ribas e com diretor-presidente da Agência Nacional de Cinema (Ancine), Manoel Rangel.
 
Assessoria de Comunicação Social
Ministério da Cultura