Programação Cultural MinC: confira os principais eventos

 

 

30.11.2018 - 19:45   

O espetáculo Eia, em cartaz da Funarte (BH), integra a programação do MinC no fim de semana (Foto: Ariane Lazario)
 
O cinema polonês é protagonista na Cinemateca Brasileira entre 8 e 15 de dezembro. Oito longas-metragens contam um pouco da história do país europeu e de sua tradição cinematográfica. Na Fundação Nacional de Artes (Funarte), os espetáculos Eia, em Belo Horizonte (MG), e Still Reich, no Rio de Janeiro (RJ), são os destaques. E a exposição ‘O retrato do rei dom João VI' exibe no Museu Histórico Nacional 24 pinturas do regente, além de condecorações, medalhas, moedas, leques, gravuras e uma réplica da coroa de 1818. Confira a programação completa abaixo:
 
CINEMATECA BRASILEIRA
 
5ª Mostra Mosfilm de Cinema Soviético e Russo e Exposição ‘As Matryoskhas'
Até 5/12 
Endereço: Cinemateca Brasileira – Largo Senador Raul Cardoso, 207 – São Paulo (SP)
 
A Mostra apresentará 10 longas-metragens produzidos pelo Mosfilm, o maior e mais antigo estúdio da Europa, com um acervo de 2.500 títulos do período soviético e da atual Federação Russa. Durante todo o período da Mostra estará em cartaz a exposição de bonecas "As Matryoskhas", de Nadia Ramirez Starikoff. E no domingo, dia 2/12, além da exibição na tela externa, a Cinemateca recebe expositores da Feira do Leste Europeu. Barracas com comidas, bebidas e artesanato típicos da região funcionarão a partir das 13h. A Mostra é uma realização do CPC-UMES Filmes com o Estúdio Mosfilm, em parceria com a Cinemateca Brasileira. Toda a programação tem entrada gratuita. Os ingressos serão distribuídos na bilheteria uma hora antes de cada sessão, sujeito à lotação da sala.
 
Mostra de Cinema Polonês
De 8 a 15/12 
Endereço: Cinemateca Brasileira – Largo Senador Raul Cardoso, 207 – São Paulo (SP)
 
O Consulado Honorário da República da Polônia em São Paulo e a Associação dos Cineastas Poloneses apresentam a Mostra de Cinema Polonês, celebração mundial dos 100 anos da Reconquista da Independência da Polônia. A programação já passou pela Europa, América do Norte, Ásia e Oceania. Agora chega à Cinemateca e possibilita que o público brasileiro conheça um pouco da história do cinema do país. A linha da curadoria se apoia na atuação de protesto do cinema polonês, sendo selecionados filmes nos quais os realizadores reivindicaram a independência da Polônia. O panorama apresenta oito longas-metragens realizados por consagrados cineastas do passado e da atualidade, os quais percorrem diferentes períodos históricos do país. São duas obras que abordam o período das partições da Polônia, três filmes sobre a Segunda Guerra Mundial e três situados no período socialista, da República Popular da Polônia.
 
FUNDAÇÃO CASA DE RUI BARBOSA
 
Mostra ‘100 anos do fim da Primeira Guerra Mundial'
Até 13/1 – 10h às 17h30 (terça a sábado), 14h às 18h (sábados e domingos)
Endereço: Fundação Casa de Rui Barbosa – Rua São Clemente 134 – Rio de Janeiro (RJ)
 
Até 13 de janeiro de 2019 estará em exposição no Museu Casa de Rui Barbosa 23 documentos, preservados na Coleção Família Barbosa de Oliveira, no Arquivo João Pandiá Calógeras e no Arquivo Rui Barbosa, produzidos entre os anos de 1914 e 1920. A entrada é gratuita. Os documentos registram alguns momentos marcantes e algumas consequências da Primeira Guerra: sua conflagração, o desenvolvimento de organizações humanitárias, o trabalho das equipes médicas, a participação do Brasil, a vitória dos países aliados, a organização da Conferência de Paz de Paris e a criação da Liga das Nações.
 
INSTITUTO BRASILEIRO DE MUSEUS (IBRAM)
 
Exposição ‘São Francisco na Arte de Mestre Italianos'
Até 27/1 – 10h às 17h (terça a sexta), 13h às 17h (sábado e domingo)
Endereço: Museu Nacional de Belas Artes – Avenida Rio Branco, 199 – Rio de Janeiro (RJ)
 
Com curadoria do especialista em História da Arte Giovanni Morello e de Stefano Papetti, a mostra inclui obras de Perugino, Guido Reni e Tiziano, entre outros, apresentando as fases mais relevantes da representação de São Francisco. As obras que compõem a exposição são de acervos de 15 museus de 7 cidades italianas: Galleria Corsini, Palazzo Barberini, Musei Capitolini, Museo di Roma, Museo Francescano dell'Istituto Storico dei Cappuccini (Roma); Pinacoteca Civica, Sacrestia della chiesa di San Francesco, Convento Cappuccini (Ascoli Piceno); Museo Nazionale d'Abruzzo (L'Aquila), Galleria Nazionale dell'Umbria (Perugia); Istituto Campana per l'Istruzione permanente (Osimo); Museo Civico (Rieti), Pinacoteca Nazionale (Bolonha) e Duomo di Novara (Novara). A mostra conta ainda com uma importante obra de Ludovico Cardi (dito Il Cigoli), "St. Francis Contemplating a Skull", propriedade do colecionador e ator americano Federico Castelluccio. A mostra também inclui uma sala de Realidade Virtual que vai transportar o visitante para a Basílica Superior de Assis (1228), cidade natal do santo na região da Úmbria, no centro da Itália, com o uso de óculos de tecnologia 3D, onde será possível caminhar por uma das mais importantes e belas basílicas do país e conhecer obras-primas do pintor italiano Giotto (1267-1337), artista símbolo dos períodos medieval e pré-renascentista.
 
Exposição ‘O retrato do rei dom João VI'
Até 17/2 – 10h às 17h (terça a sexta), 13h às 17h (sábado e domingo)
Endereço: Museu Histórico Nacional – Praça Marechal Âncora S/N – Rio de Janeiro (RJ)
 
Com curadoria de Paulo Knauss, diretor do MHN e professor de História da Universidade Federal Fluminense – UFF, a mostra é centrada na construção da imagem de dom João a partir de 24 pinturas, oriundas de instituições brasileiras e portuguesas, coleções particulares e do próprio acervo do MHN. Além dos retratos, completam a exposição condecorações, medalhas, moedas, leques, gravuras e uma réplica da coroa de 1818. Dom João VI foi, possivelmente, o rei português mais retratado na história da pintura e da gravura, pois precisava promover sua imagem para se fazer presente em Portugal enquanto viveu no Brasil – entre 1808 e 1821. A curadoria se propõe a revelar uma história da pintura no Brasil da época, em diálogo com a produção da Missão Artística Francesa, com destaque para os trabalhos de José Leandro de Carvalho e Simplício Rodrigues de Sá.
 
Mostra ‘O desenho de Lasar Segall'
Até 17/6 – quarta a segunda-feira, das 11h às 19h
Endereço: Museu Lagar Segall – Rua Berta, 111 – São Paulo, SP
 
Com curadoria de Giancarlo Hannud, diretor do museu, a mostra "O desenho de Lasar Segall" traz 54 desenhos dos mais de 2,4 mil que integram o acervo da instituição, revelando a inesgotável riqueza expressiva e técnica de sua produção.
 
INSTITUTO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO NACIONAL (IPHAN)
 
Exposição Trajetórias da Preservação do Patrimônio Arqueológico
Até 31/12 – das 8h às 18h
Endereço: SEPS, Quadra 713/913, Bloco D, Edifício Iphan – Brasília (DF)
 
A Exposição Trajetórias da Preservação do Patrimônio Arqueológico é uma homenagem ao trabalho desenvolvido por Luiz de Castro Faria pela preservação dos bens arqueológicos brasileiros. A exposição detalha em quatro módulos um pouco da história do antropólogo, arqueólogo, professor, biblioteconomista e museólogo, destacando sua contribuição para a consolidação das políticas de proteção aos bens arqueológicos brasileiros. Uma amostra da pesquisa do arqueólogo padre João Alfredo Rohr, exibindo 167 peças que integram sua coleção, tombada pelo Iphan em 1986, também está disponível, trazendo uma abordagem aos dois patrimônios arqueológicos inscritos pela Unesco na Lista de Patrimônio Mundiais: Parque Nacional Serra da Capivara, declarado Patrimônio Mundial em 1991 e tombado pelo Iphan em 1993, e Sítio Cais do Valongo, inscrito na Lista em 2017.
 
FUNDAÇÃO NACIONAL DE ARTES (FUNARTE)
 
Espetáculo ‘Jogos na hora da sesta'
Até 2/12 – Sextas e sábados, às 20h30, e domingos, às 18h
Endereço: Teatro de Arena Eugênio Kusnet. Rua Dr. Teodoro Baima, 94, Vila Buarque – São Paulo (SP)
 
Um grupo de crianças brinca no parquinho da rua. Os jogos que se desenrolam ao longo do dia abrem brechas para que a personalidade de cada criança seja revelada. Assim, as brincadeiras incitam jogos de poder, violência e crueldade. O espetáculo, com texto de Roma Mahieu, foi lançado em 1976, durante a ditadura militar na Argentina, e aborda a hostilidade do ponto de vista de quem violenta e de quem é violentado. Em uma tentativa de driblar a censura do regime vigente, a autora retrata a violência nas brincadeiras infantis. As balinhas, o capacete e a bicicleta funcionam como moedas de troca para que a hierarquia entre as crianças se estabeleça. Mas a tentativa falhou: em 1978, Jogos na hora da sesta foi censurado e Roma Mahieu passou a viver em Madri, Espanha.
 
Espetáculo ‘Antonin Artaud, In Manifest'
Até 2/12 – Sexta a domingo, às 19h
Endereço: Rua Januária, 68 – Belo Horizonte (MG)
 
O espetáculo Antonin Artaud, In Manifest, protagonizado por Munish e dirigido por Iolene Di Stefano, faz uma releitura de como vivemos na sociedade atual, a partir dos manuscritos do escritor Antonin Artaud. A companhia teatral usou como base textos do livro O teatro e seu duplo, do autor francês. Segundo Di Stefano, o texto questiona a arte, o teatro que se submete, a burguesia que pauta o sistema em que todos estamos inseridos, vivendo de forma inconsciente e manipulados por pensamentos que idiotiza toda uma sociedade.
 
Espetáculo ‘Nerium Park'
Até 2/12 – Sexta a domingo, às 19h
 
Endereço: Teatro Dulcina. Rua Alcindo Guanabara, 17, Centro – Rio de Janeiro (RJ)
Em cena, Miguel e Malu são um casal de classe média à procura de qualidade de vida e da possibilidade de construir uma família longe da loucura da cidade. A compra de um apartamento no condomínio Nerium Park, um empreendimento residencial, parece ser a tradução desse sonho. Mas o entusiasmo inicial do casal com o conforto e o espaço da nova casa, com piscina e um parque, vai desaparecendo à medida que os meses passam e ninguém mais se muda para os prédios. É como se os dois vivessem em uma cidade fantasma. A crise econômica e o desemprego afastam os possíveis compradores, então o casal se vê isolado num estilo de vida que parecia perfeito. Porém, quando uma terceira pessoa aparece no condomínio, a trama ganha um outro sentido.
 
Espetáculo ‘Terceiro Dia'
Até 13/12 – Sexta a domingo, às 19h
Endereço: Teatro Glauce Rocha. Rua Rio Branco, 179, Centro – Rio de Janeiro (RJ)
 
O espetáculo retrata os tempos em que o jovem Carlos Drummond de Andrade estudava num colégio interno e de lá foi expulso, por discutir com um professor.
A comédia dramática solo constrói uma narrativa, por meio da coletânea de 35 poemas do autor, composta a partir da sensibilidade do diretor, Marco Azevedo. A montagem relata a trajetória de Drummond, desde o momento em que saiu de casa, em Itabira (MG), para um internato em Nova Friburgo (RJ), passando pelo desentendimento que teve com seu professor de português, por "insubordinação mental", até o retorno do poeta.
 
Espetáculos ‘Eu Elas' e ‘Estudo para epifania'
Até 16/12 – Sexta a domingo, às 19h
 
Endereço: Alameda Nothmann, 1058, Campos Elíseos – São Paulo (SP)
Eu Elas, solo de Juliana Moraes, usa gestos e posturas socialmente aceitos como femininos no ocidente, especialmente a partir dos anos 1950 (com a expansão da televisão, do cinema, da propaganda e agora das redes sociais), para desconstruir e questionar os comportamentos aprendidos. Movendo-se intensamente, porém mantendo-se sentada durante longos minutos, a artista elabora uma coreografia alicerçada na acumulação de gestos em diferentes partes do corpo, criando complexas combinações. A aceleração gera uma alteração no estado físico-psíquico da artista, a partir da qual ela compõe a cena em tempo real. Também um trabalho solo, Estudo para epifania questiona a sobrevivência e busca uma afirmação que torne o artista visível em uma sociedade que o inventa vazio de seus valores. Mártir de si mesmo, guerreiro de seus princípios, o homem, particularmente o nordestino, encontra força para sobreviver entre o caos, a seca, a guerra, a fome, a fé. O corpo é visto como o sertão, que está dentro de cada um de nós: "ser tão forte", "ser tão corajoso".
 
Espetáculo ‘Still Reich'
Até 16/12 – Quinta a sábado, às 20h, e domingos, às 18h
Endereço: Teatro Cacilda Becker. Rua do Catete, 338 – Rio de Janeiro (RJ)
 
A Focus Cia de Dança está de volta ao palco do Teatro Cacilda Becker, na Zona Sul do Rio, a partir desta quinta-feira, dia 29 de novembro, com o espetáculo Still Reich, agora incluindo a nova peça Wood Steps. A montagem reúne, em um programa único, peças compostas a partir de músicas do compositor contemporâneo americano, Steve Reich. Neste novo espetáculo, serão apresentadas quatro de suas obras: Pathways (2008), Trilhas (2010) e Keta(2018) – já exibidas na montagem anterior – e Wood Steps, em sua estreia nacional.
 
Espetáculo ‘Eia'
Até 16/12 – Quinta a domingo, às 20h
Endereço: Rua Januária, 68 – Belo Horizonte (MG)
 
Eia é construída a partir de histórias aparentemente desconexas, mas permeadas de pensamento crítico e metáforas sobre a realidade. A personagem central é representada por uma andarilha que percorre cenas fragmentadas e descreve vidas marcadas pela fome, pelo racismo, machismo e alienação. Corpos subjugados que revelam um ser humano em busca de novas reflexões para velhos caminhos. Como um sonho, o espetáculo de formatura do Teatro Universitário da UFMG revela momentos atemporais e sobrepostos da realidade humana.
 
Espetáculo ‘Curra: Temperos sobre Medeia'
Até 16/12 – Sextas e sábados, às 20h30, domingos, às 19h
Endereço: Rua Dr. Teodoro Baima, 94 – São Paulo (SP)
 
O espetáculo é baseado nas tradições do corpo em ritos profanos e instiga o público a se relacionar com a montagem por meio dos sentidos. Uma cozinha funciona durante toda a apresentação, provocando relações sensoriais que interagem com a dança e a música. No enredo criado, Jasão é um orixá recebido pelo corpo de um cozinheiro; Medeia tem a força de Iansã; e Glauce, a beleza de Oxum. Creonte, senhor daquele terreiro, exige o seu direito à propriedade, enquanto crianças ‘erês' cegas decidem o futuro da mãe. Criado em 1995 na cidade de Suzano, região metropolitana de São Paulo, o grupo Contadores de Mentira resiste ao pensamento corrente segundo o qual apenas os grandes centros são produtores de cultura. Seu teatro é voltado ao trabalho coletivo, à pesquisa de linguagens e de ritos populares e à construção de identidades. Na concepção artística da companhia, os trabalhos não se isolam um do outro, perfazendo na realidade uma única obra. Quase todas as criações têm como ponto de partida elementos históricos, e a deliberada recusa a vê-las como espetáculos encerrados em si mesmos faz com que o conjunto do trabalho do grupo se mantenha como algo vivo, inserido na história e em permanente transformação.
 
Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura