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Museus: diálogo e fomento, defende Freire

08.12.2016 – 19h20
 
Comitê de Gestão do do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) esteve reunido em Brasília esta semana, quarta e quinta-feira (Foto: Janine Moraes/MinC)
 
O ministro da Cultura, Roberto Freire, reiterou, nesta quinta-feira (08), sua disposição para o diálogo e para o fomento das ações a serem desenvolvidas pelas instituições museológicas durante a reunião do Comitê de Gestão do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), que reuniu nos dia 07 e 08, em Brasília, os diretores dos departamentos e os diretores dos 29 museus diretamente vinculados à entidade. 
 
Nesta primeira reunião realizada sob a presidência de Marcelo Araújo, os representantes dos museus do Ibram debateram assuntos como a gestão administrativa, o registro de museus e o Sistema Eletrônico de Informações – utilizado para atividades dos governos federal, estaduais e municipais. 
 
Ao longo da conversa com os diretores dos museus, o ministro Roberto Freire defendeu uma gestão cultural mais firme, com a valorização de ações que sejam mais duradouras. "O Ibram cuida do que há de mais permanente, que é a memória, a história nacional. Esta é uma área que queremos tratar, dentro do MinC, como algo de fundamental importância para a política cultural", disse.  
 
Freire afirmou que sua gestão irá respeitar a excelência técnica dos órgãos vinculados ao MinC, na tomada das decisões referentes a cada área. "O ministro resolve as questões políticas e as decisões técnicas, convém ao ministro segui-las. Estou à disposição para ouvir as sugestões e demandas de cada instituição envolvida. Minha gestão não irá discriminar nenhuma pessoa por suas convicções políticas. Nossa preocupação é com o desenvolvimento do País naquilo que nos compete", declarou.
 
O ministro destacou também a possibilidade de o MinC discutir a restauração do Comitê Gestor de Estatais. "Precisamos de uma política que possa definir incentivos via estatais. Isso compensaria a questão da concentração da Lei Rouanet, por exemplo, que está diretamente vinculada com a lei de mercado. Nesse sentido, meu compromisso é trabalhar junto com vocês para que a política de incentivo possa atender as necessidades do setor de museus", ressaltou. 
 
Novo papel dos museus
 
O presidente do Ibram, Marcelo Araújo, elogiou o empenho demonstrado pelo ministro na criação de mecanismos que permitam uma maior capilaridade das atividades dos museus no Brasil. "As palavras do ministro funcionam como um farol importante e reafirmador do nosso trabalho. O respeito à questão técnica colocada pelo ministro é também de suma importância para o bom andamento das atividades do instituto".
 
Na avaliação de Araújo, a área de museus tem tido um crescimento bastante significativo nas últimas décadas. "Os museus passaram a desempenhar um novo papel na sociedade contemporânea como instrumento ativo e fundamental de desenvolvimento sustentável e de construção da cidadania. É nessa perspectiva que todos nós orientamos nosso trabalho, que está em consonância direta com o pensamento do ministro sobre o setor", enfatizou. 
 
Marcelo Araújo relembrou que o Ibram é uma instituição recente, criada em 2009 a partir de um desmembramento do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). "Desde então, compartilhamos com o Iphan essa missão de preservação e divulgação do patrimônio cultural brasileiro. O Ibram tem uma dupla função, uma vez que é responsável pela gestão dos 29 museus e pelo Sistema Nacional de Museus, que engloba cerca de 3600 instituições museológicas em todo Brasil", esclareceu. 
 
Durante a reunião, o presidente Marcelo Araújo convidou o ministro Roberto Freire para participar do 7º Fórum Nacional de Museus, que é promovido a cada dois anos e reúne profissionais de museus de todo o Brasil. "A presença do ministro é muito importante para consolidar o reconhecimento dos museus. O Fórum é um espaço privilegiado de reflexão, é brasileiro, mas sempre conta com companheiros de outros países", concluiu.
 
Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura