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Ações culturais transformam e revitalizam cidades

 


7.11.2018 - 10:45  

Mesa "Soho Effect - Intercâmbio de experiências e políticas públicas como antídotos à gentrificação" mostrou como a cultura tem papel importante para a revitalização das cidades. Foto: Ronaldo Caldas (Ascom/MinC)
 

Já pensou que ações culturais constituem vetores de desenvolvimento urbano e são capazes de revitalizar áreas historicamente degradadas de cidades ao redor do mundo? O assunto é debatido e analisado pelo World Cities Cultural Forum, uma rede de cidades criativas que se estabeleceu a partir de um chamado da prefeitura de Londres, em 2012. A iniciativa foi tema, nesta terça (6), da mesa "Soho Effect - Intercâmbio de experiências e políticas públicas como antídotos à gentrificação", que integra a programação do MicBR, em São Paulo.

O evento contou com a participação do ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, do diretor do Itaú Cultural, Eduardo Saron, e do produtor Omar Marzagão, entre outras autoridades. ‘Sou um entusiasta do World Cities Culture Forum. Integrar rede não implica apenas no reconhecimento internacional. A participação no Forum é enriquecedora porque é a oportunidade de conhecer boas práticas, cases e políticas voltadas para economia criativa", afirmou o ministro.

Durante o encontro, Sá Leitão disse ser importante a participação de cidades brasileiras nessa rede, considerou positiva a realização do fórum com foco na América Latina (o Latin Cities Culture Forum) e enfatizou que o Ministério da Cultura (MinC) apoia meios para que ele ocorra. "Será mais um impulso para a economia criativa do Brasil e a política cultural, sobretudo em nível municipal e local", explicou.

Sobre o tema de redes de cidades, o ministro lembrou ainda que o MinC irá prestar consultoria a cidades brasileiras para elaboração do dossiê de candidatura à Rede de Cidades Criativas da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).

Soho Effect

Presente à mesa de debate, o produtor Omar Marzagão explicou como a cultura tem papel importante para a revitalização das cidades e para o fortalecimento das próprias atividades culturais. Lembrou que, na década de 1980, o Soho era um bairro perigoso em Manhattan, mas que ganhou vida graças à classe artística que morava lá. 

"Os artistas, onde chegam, criam ecossistemas de vidas e redes econômicas crescem a partir disso. Eles revitalizaram e ajudaram a economia local, mas são os primeiros a terem que sair. São problemas que devem ser revistos", explicou. "É preciso rever políticas públicas para valorizar o papel e a importância das pessoas criativas dentro do planejamento das cidades", defendeu.

Dia intenso  

Ao enfatizar a questão da preservação e promoção da diversidade cultural e ao dar relevo à dimensão econômica das atividades culturais e criativas, a UNESCO ampliou o olhar sobre a cultura, segundo Sá Leitão. Foto: Ronaldo Caldas (Ascom/MinC)
 

Ao longo desta terça-feira (6), o ministro participou de diversas atividades da programação do MicBR, megaevento de economia criativa promovido pelo MinC e pela Apex-Brasil, que ocorre até 11 de novembro em São Paulo (SP).

Pela manhã, Sá Leitão visitou o espaço das rodadas de negócios, no Club Holms, na Avenida Paulista. Em seguida, participou da mesa de abertura do lançamento do Relatório Mundial 2018 "Repensar as políticas culturais: criatividade para o desenvolvimento", em parceria com a UNESCO.

Na ocasião, lembrou que a convenção da entidade trouxe um olhar mais amplo para a cultura, ao enfatizar a questão da preservação e promoção da diversidade cultural e ao dar relevo à dimensão econômica das atividades culturais e criativas.

O ministro explicou também que o relatório lançado nesta terça é um "balanço e atualização da convenção de 2005", focado em como a convenção se torna concreta nas políticas públicas de cultura ao redor do mundo.

À tarde, conferiu ainda a palestra "Por que a criatividade importa?", proferida no Masp pelo CEO da Creative London, John Newbigin. O debate abordou a substituição do trabalho humano por máquinas e como a indústria criativa pode ser um refúgio diante desse cenário.

Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura