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Cineasta Roberto Farias morre aos 86 anos no Rio de Janeiro

 
 
14.5.2018 - 13:50  
O longa Pra Frente, Brasil, dirigido por Roberto Farias, foi o primeiro a mostrar, de maneira explícita, a tortura na ditadura militar, tendo conquistado o prêmio de melhor filme no Festival de Gramado (Foto: Reprodução).
 
 
É com pesar que o Ministério da Cultura (MinC) recebe a notícia da morte do diretor, produtor, distribuidor e roteirista de cinema Roberto Farias, aos 86 anos, nesta segunda-feira (14/5), no Rio de Janeiro.
 
Renomado cineasta brasileiro, começou como assistente de produção na década de 1950, tendo estreado, como diretor, com a chanchada Rico Ri à Toa (1957). Dirigiu, entre outros, O Assalto ao Trem Pagador (1962), Roberto Carlos a 300 Quilômetros por Hora (1971), Pra Frente, Brasil (1982) e Os Trapalhões no Auto da Compadecida (1987).
 
Criou a Difilm Distribuidora do Cinema Novo, em 1965, ao lado de produtores e cineastas como Luis Carlos Barreto e Glauber Rocha (1939-1981). Depois, fundou a sua produtora R.F. Farias, seguida de outra distribuidora, a Ipanema Filmes.
 
Foi diretor-geral da Embrafilme, de 1974 a 1978, época da criação do Conselho Nacional de Cinema (Concine). O longa Pra Frente, Brasil, estrelado por seu irmão Reginaldo Faria, foi o primeiro a mostrar, de maneira explícita, a tortura na ditadura militar, tendo conquistado o prêmio de melhor filme no Festival de Gramado.
 
Trabalhou também na televisão, dirigindo séries e minisséries como As Noivas de Copacabana, Contos de Verão e Memorial de Maria Moura, exibidas pela TV Globo.
 
Roberto Farias era membro da Academia Brasileira de Cinema.
 
O MinC presta sua solidariedade a familiares, amigos e fãs do cineasta.
 
Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura