O dia a dia da Cultura

Conheça os agraciados com a OMC em 2015

6.11.2015 - 11:05

Personalidades

Adylson Godoy
O maestro, pianista, compositor e cantor Adylson Godoy nasceu em Bauru, São Paulo. Ao longo da carreira, obteve 17 prêmios e, de 1998 a 2003, apresentou e dirigiu o Programa Adylson Godoy – Vida e Arte, em que apresentou músicos brasileiros e levou mais de 200 artistas em rede nacional. Godoy conta com mais de 250 músicas gravadas por intérpretes como Elizete Cardoso e Elis Regina. 
 
 
 

Ailton Krenak
Jornalista, escritor e ativista ambiental, Ailton Krenak é uma das maiores lideranças indígenas do País. Seu sobrenome vem dos povos Krenak, que habitam a região do Vale do Rio Doce, em Minas Gerais. Participou da fundação da União das Nações Indígenas (UNI), fórum intertribal de representação nacional, e do movimento Aliança dos Povos da Floresta. 

 
 
 
 
Aldyr Schlee
O professor Aldyr Schlee atuou na Universidade Católica de Pelotas, onde fundou o curso de Jornalismo. Também foi pró-reitor e professor emérito na Universidade Federal de Pelotas, entre 1989 e 1992. Como escritor, acumulou diversos prêmios. Foi vencedor da I Bienal de Literatura Brasileira, em 1982, com Contos de Sempre, e da II Bienal, em 1984, com Uma Terra Só
 
 
 
Antônio Araújo
Antônio Araújo é fundador e diretor artístico do Teatro da Vertigem, professor do Departamento de Artes Cênicas da Universidade de São Paulo e diretor artístico da Mostra Internacional de Teatro de São Paulo (MITsp). Além disso, dirigiu vários espetáculos em espaços não convencionais. Sua última encenação, Dire ce qu'on ne pense pas dans des langues qu'on ne parle pas (2014), representou o Brasil no Festival de Avignon.
 
 
Arnaldo Antunes
A carreira sólida de Antunes levou a revista Rolling Stone a incluí-lo na lista dos cem maiores artistas da música brasileira, em 2008. Em carreira solo desde 1992, já lançou 13 discos. Entre eles, Nome, Ninguém e O Silêncio. O artista também publicou 19 livros no Brasil, América Latina e Espanha. Venceu o Prêmio Jabuti em 1992, com As Coisas, livro de poesia. Além disso, já participou de mostras de artes e de poesia visual dentro e fora do Brasil.
 
 
Augusto de Campos
Augusto de Campos foi um dos principais responsáveis pelo surgimento do movimento da poesia concreta no Brasil. Em 1952, participou do lançamento da revista literária Noigandres, que deu início ao movimento. Rompeu barreiras ao ir além do impresso e aliar, em sua obra, vídeo, computação gráfica, hologramas e outras técnicas. Neste ano, é o homenageado da Ordem do Mérito Cultural. 
 
 
Cesare de Florio La Rocca
Cesare de Florio La Rocca, formado em Teologia, Filosofia e Direito, tem ampla experiência nas áreas da cultura e da educação, com foco na infância e juventude em situação de vulnerabilidade social. Em 1990, fundou o Centro Projeto Axé de Defesa e Proteção à Criança e ao Adolescente para estimular esse público a sair das ruas, ingressar nas unidades educativas e praticar atividades artísticas.
 
 
 
Daniela Mercury
Em 30 anos de carreira, a cantora Daniela Mercury, também conhecida como a rainha do Axé, lançou 16 CDs e cinco DVDs em mais de 23 turnês internacionais. Além das realizações no campo artístico, abraçou a luta pelos direitos humanos. Desde 1995, é embaixadora do Unicef para o Brasil, do Instituto Ayrton Senna e fundadora do Instituto Sol da Liberdade, projeto de educação com arte para crianças e professores.
 
 
Davi Kopenawa Yanomami
O xamã (sacerdote) amazonense nasceu na comunidade Yanomami, na fronteira entre Amazonas e Roraima com a Venezuela. Nas décadas de 1990 e 2000, defendeu a criação do primeiro distrito de saúde indígena. Sua biografia A Queda do Céu foi publicada originalmente em francês e tornou-se best seller na Europa. Foi ameaçado de morte por causa da sua luta pelos direitos dos indígenas e pela proteção da terra Yanomami contra a invasão garimpeira. 
 
 
 
Eva Schul
Foi a precursora da dança contemporânea gaúcha com a Academia e Grupo Mudança, nos anos 70. Possui um repertório de mais de 100 coreografias, além de várias atividades com teatro. Foi premiada em todos os festivais de que participou, nacionais e internacionais. Desenvolve diversos projetos de dança na área de pesquisa e de formação. Hoje é coreógrafa e maître da Cia. Municipal de Dança de Porto Alegre.
 
 
 
 

Francisca, Maria e Regina Barbosa
As irmãs Indaiá, Maroca e Poroca, as Ceguinhas de Campina Grande, começaram a cantar antes dos sete anos nas ruas dessa cidade paraibana. O reconhecimento do trio formado por Francisca Conceição Barbosa (Indaiá), Maria das Neves Barbosa (Maroca) e Regina Barbosa (Poroca) veio em 1999, com lançamento do documentário A pessoa é para o que nasce, que conta a vida delas. 

 
Humberto Teixeira (in memoriam)
Nascido em 1915 no Ceará, Humberto Teixeira é considerado um dos mais representativos e produtivos compositores da música popular brasileira. Músico e poeta, foi o criador, com Luiz Gonzaga, de clássicos como Asa Branca. Como deputado federal, criou a Lei Humberto Teixeira, que divulgou a arte e a cultura brasileira pelo mundo por meio das Caravanas de Música Popular Brasileira. É conhecido como "O Doutor do Baião" e como o grande "Poeta da Seca". Faleceu em 1979.

 
Italo Campofiorito
Nascido em Paris em 1933, o arquiteto Italo Campofiorito trabalhou no Escritório Oscar Niemeyer e chefiou a 1ª Prefeitura do Distrito Federal entre 1961 e 1963, período em que trabalhou com Lúcio Costa. Foi professor da Universidade de Brasília, tendo sido afastado pelo governo militar. Nos anos de 1989 e 1990, foi presidente dos Serviços Nacionais de Patrimônio Cultural e assinou o tombamento de Brasília. Atualmente, é membro do Conselho de Patrimônio Cultural do Iphan. 
 
 
 
João Oliveira dos Santos
João Oliveira dos Santos, mais conhecido como Mestre João Grande, nasceu em Itagi (BA). Começou na capoeira pelos ensinamentos de Vicente Joaquim Ferreira Pastinha (Mestre Pastinha). Com mais de 60 anos de dedicação à capoeira angola, Mestre João Grande percorreu vários países da Europa, África e América do Norte com o Grupo Viva Bahia.
 
 
 
 
 
Luís Humberto
O arquiteto e fotojornalista carioca Luís Humberto Miranda Martins é conhecido pela ousadia e a inovação. Durante a ditadura militar, foi responsável por várias imagens desconstruindo a liturgia do poder. Foi um dos fundadores da Universidade de Brasília, onde lecionou até se aposentar. Tem cerca de 20 exposições individuais realizadas e sete prêmios de fotografia no Brasil e no exterior. Tem seis livros como autor e também participou de 16 outras coletivas, com textos e ensaios.
 
 
 
Mãe Beth de Oxum
É ialorixá do Terreiro Ilê Axé Oxum Karê, em Olinda. Coordena diversos projetos na cidade, como o Núcleo de Formação de Agentes de Cultura da Juventude Negra, que trabalha na formação da juventude negra, e o Ponto de Cultura Coco de Umbiagada. Integra a Comissão Nacional dos Pontos de Cultura – GT Matriz Africana e é conselheira do Colegiado de Cultura Afro-Brasileira do Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC). 
 
 
Marcelo Yuka 
Marcelo Yuka, hoje integrante da banda F.Ur.T.O,  foi baterista, letrista e um dos fundadores da banda O Rappa. Yuka também tem longo caminho de ativismo. Atuou junto ao AfroReggae na criação e promoção da Federação de Órgãos para Assistência e Educação do Rio de Janeiro (Fase) e é fundador da Brigada Organizada de Cultura Ativista (Boca), uma ONG voltada para levar atividades culturais para entidades carcerárias. 
 
 
Niéde Guidon 
Referência internacional em arqueologia, a paulista Niéde Guidon estuda há mais de 40 anos a pré-história no Brasil. É dela a teoria de que o homem ocupou o continente americano há cerca de 50 mil anos, e não há 15 mil, como afirmavam a maioria dos pesquisadores até então. Guidon foi conselheira da Fundação Bunge, consultora da Unesco e chefiou a Missão Franco-Brasileira no Piauí.
 
 
Paulo Herkenhoff
O crítico de arte Paulo Herkenhoff acumula ampla experiência em curadorias. Foi curador adjunto do MoMA, em Nova York, entre 1999 e 2002, curador-chefe do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, de 1985 a 1990, e diretor do Museu Nacional de Belas-Artes no Rio de Janeiro, entre 2003 e 2006. Desde a fundação do Museu de Arte do Rio, em 2012, ocupa o cargo de diretor cultural da instituição.
 
 
 
 
Rolando Boldrin
Nascido em São Joaquim da Barra, interior de São Paulo, o ator Rolando Boldrin iniciou a carreira profissional aos 22 anos como figurante de teleteatros na TV Tupi. Fez centenas de atuações em rádios, teleteatros, novelas, teatros e cinemas. Como ator, nunca se separou do seu violão. Compôs músicas, gravou discos, fez shows e participou de grandes festivais. Atualmente, faz musicais com o programa Sr. Brasil, no ar desde 2005 na TV Cultura.
 
 
Rui Mourão
Mineiro de Bambuí, Rui Mourão é romancista, ensaísta e professor. Lecionou Literatura Brasileira na Universidade de Brasília e em diversas universidades do mundo. É membro da Academia Mineira de Letras e, além de romances, escreve ensaios. Pela contribuição à Literatura e à Museologia foi considerado, em 2009, Homem do Ano no Brasil pelo American Biographical Institute. Já recebeu diversas premiações no Brasil e na Colômbia.
 

 

Ruy Cezar (in memoriam)
Diretor teatral, dramaturgo, ator, figurinista e cenógrafo, Ruy Cezar Silva participou de montagens teatrais entre os anos 1980 e 2010, principalmente em Salvador e em São Paulo. Atuou também nos movimentos estudantil e sindical. Foi o primeiro presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE) eleito por voto direto, em 1979. Além de ter contribuído para a cultura brasileira, também realizou diversas ações culturais na América Latina, África e Europa. Morreu aos 57 anos, em junho de 2013. 
 
 
Sônia Guajajara
Uma das principais lideranças indígenas do Brasil, nasceu na aldeia do povo Guajajara, no Maranhão. A indígena milita pelo respeito à diversidade apresentada pelos povos indígenas em palestras e seminários no Brasil e no exterior. Coordenadora executiva da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), Sônia também é formada em Letras e em Enfermagem, tendo trabalhado nas duas áreas. 
 
 
 
Uruhu Mehinako
Artesão nascido no Parque Indígena do Xingu, no Mato Grosso, Uruhu Mehinako se dedica desde garoto à produção de artesanato. Com 41 anos, reside na aldeia Kaupüna e especializou-se em fazer bancos em formas de animais. As peças estão em residências, coleções e museus em todo o Brasil. Este ano, suas obras estiveram expostas na Itália, na mostra Made, paralela à Feira do Móvel de Milão.
 
 
 
Vanisa Santiago
Formada em Direito e em Relações internacionais, Vanisa Santiago atuou durante 29 anos como advogada, assessoria jurídica, diretora e executiva de associações brasileiras de direitos autorais. Representou o Brasil por 12 anos na Sociedad General de Autores y Editores (SGAE), na Espanha. A advogada é conferencista e palestrante em seminários sobre direitos autorais. Atualmente é vice-presidente do Instituto Interamericano de Direito de Autor.
 
 
 
Vera Lúcia Tostes
À frente do Museu Histórico Nacional (MHN) por 20 anos, entre 1994 e 2014, Vera Tostes foi responsável por implementar diversas melhorias, inovações e reformas que modernizaram a instituição. Além do MHN, Vera coordenou o arquivo fonográfico do Museu da Imagem e do Som (MIS) e dirigiu o Museu Fundação Casa de Rui Barbosa. É formada em museologia e mestre em história social.
 
 
 
 
Walter Carvalho
No Brasil, Walter Carvalho é referência no audiovisual, seja no cinema ou na televisão, ficção ou documentário. O fotógrafo e cineasta paraibano começou a trabalhar no cinema com seu irmão, o também cineasta Vladimir Carvalho. Tem mais de 70 prêmios nacionais e internacionais, entre eles o Golden Frog (Câmera de Ouro) no VI International Film Festival of the Art of Cinematography e o Camerimage'98, na Polônia, com o filme Central do Brasil
 
 
Instituições
 
Casa de Cinema de Porto Alegre
A Casa de Cinema de Porto Alegre foi criada em dezembro de 1987, por um grupo de cineastas gaúchos que já trabalhavam juntos desde o início dos anos 80. Ao longo dos anos, produziu dezenas de filmes e vídeos, além de programas de televisão (especiais e séries), cursos de roteiro e de introdução à realização cinematográfica, fóruns de debates e programas eleitorais para a TV. É tida como referência do cinema brasileiro contemporâneo.
 
Centro de Memória do Circo
Foi da reunião do acervo dos circos Garcia e Nerino que foi criado, em 2009, o primeiro centro de memória do Brasil consagrado exclusivamente ao circo e suas artes. O Centro de Memória do Circo nasceu da necessidade de reconstituir, preservar e difundir a história do circo no Brasil. Além do acervo, o centro é constituído de outros três núcleos distintos (exposição, pedagogia e pesquisa), que atuam de maneira integrada.
 
 
Comissão Guarani Yvyrupa
É uma organização de todo o povo guarani do sul e sudeste do Brasil. Consolidada desde 2006, a Comissão Guarani Yvyrupa tem como principal função a luta pela demarcação de terras e o fortalecimento da cultura guarani. Atua em diversas frentes na busca por uma interlocução maior com a sociedade civil para conscientizar sobre a importância da preservação da cultura indígena.
 
Sociedade Musical Curica
Fundada em 8 de setembro de 1848 por José Conrado de Souza Nunes, a Sociedade Musical Curica, mantenedora da Banda Musical Curica, forma crianças e jovens músicos. Destaca-se como a mais antiga banda filarmônica de música da América Latina e é considerada Patrimônio Vivo de Goiana, Pernambuco. A Banda Curica é composta por 51 músicos e mantém estreita relação com escolas regulares.
 
 
 
Tribo de Atuadores 
A Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz desenvolve pesquisa de linguagem em teatro de rua e na vertente intitulada teatro de vivência. Além disso, realiza debates sobre teatro e os projetos Escola de Teatro Popular, com oficinas gratuitas, e do Caminho para um Teatro Popula, circuito de apresentações de teatro de rua em praças, bairros e vilas populares da cidade, entre outros. 
 
Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura