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Exposições no Paço Imperial comemoram 80 anos do Iphan

 
 
19.6.2017 - 11:31  
Exposição Bastidores da Criação – Arte aplicada ao Carnaval une artigos oficialmente reconhecidos como obras do patrimônio, entre os quais objetos de arte sacra, oratórios e entalhes, e a interpretação artística que o carnaval faz de todo esse conjunto (Foto: Oscar Liberal)
 
 
Estão em cartaz no Paço Imperial, no Rio de Janeiro, as exposições Bastidores da Criação – Arte aplicada ao Carnaval e Marcel Gautherot - Brasil: tradição, invenção. Abertas ao público até o dia 20 de agosto, as mostras integram as comemorações dos 80 anos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), instituição vinculada ao Ministério da Cultura (MinC). 
 
A curadoria da exposição Bastidores da Criação – Arte aplicada ao Carnaval foi feita pelo carnavalesco Leandro Vieira e por técnicos do Núcleo de Educação Patrimonial do Iphan do Rio de Janeiro. Segundo Vieira, o propósito da exposição é unir artigos oficialmente reconhecidos como obras do patrimônio, entre os quais objetos de arte sacra, oratórios e entalhes, e a interpretação artística que o carnaval faz de todo esse conjunto. "O intuito é ter uma peça sacra original e o mesmo objeto transformado em alegoria. Ou seja, um oratório do século 19 e um oratório construído em grandes dimensões para compor a cenografia de um desfile de escola de samba. Um ex-voto original e um outro feito em isopor por artesãos do carnaval carioca", exemplifica. 
 
Leandro Vieira teve a ideia de abordar essa herança nacional representada na crença popular com o enredo Só com a Ajuda do Santo, da Estação Primeira de Mangueira, que contou com o apoio do Iphan na pesquisa histórica, social, fotográfica e antropológica sobre o assunto, aproximando a escola de samba das comunidades tradicionais. O objetivo do projeto – uma das atividades em celebração aos 80 anos do Instituto – é apresentar o processo ancorado em uma das Matrizes do Samba do Rio de Janeiro, o samba enredo, registrado pelo Iphan como Patrimônio Cultural do Brasil em 2007.
 
"Os 80 anos de trabalho do Iphan na defesa, preservação, salvaguarda e fomento da memória nacional estão refletidos em apresentações como essa, que, cada vez mais, expressam o reconhecimento e confirmam o apoio da sociedade à nossa atuação. As diversas manifestações religiosas apresentadas no sambódromo pela Verde e Rosa ressaltaram, para além da herança cultural, o mosaico plural que compõe a identidade brasileira", afirma a presidente do Iphan, Kátia Bogéa.  
 
O carnavalesco Leandro Vieira destacou ainda que o sincretismo construído come elementos cristãos, afro-brasileiros e indígenas representa uma criação relevante da cultura popular. "Ao lançarmos luz em rico e intrincado mosaico que caracteriza a religiosidade brasileira, encontramos marcas de diversidade e pluralidade que correspondem a contingências históricas e a conjunturas sociais e culturais das mais diversas origens", destaca.
 
Com textos de Leandro Vieira e do jornalista, figurinista e mestre em História da Arte Felipe Ferreira (autor do livro O Marquês e o Jegue - Estudo da Fantasia para Escolas de Samba), a mostra reúne fotografias, rascunhos e figurinos originais desenvolvidos por Vieira, detalhes de alegorias, maquetes e miniaturas.
 
"A mostra busca ilustrar para o público a existência de uma produção artística que nem sempre é difundida de forma eficiente. O desfile em si é muito conhecido, mas os bastidores não. A ideia é apresentar o alto nível artístico produzido para um espetáculo reconhecidamente brasileiro tão bem definido como a tal Ópera Popular", afirma Vieira. Em estilo making off, a equipe do Iphan produziu um vídeo mostrando os saberes do carnaval concebidos pelos operários do samba. 
 
Exposição Marcel Gautherot
 
Fotos de Marcel Gautherot representam a diversidade das expressões culturais brasileiras, entre elas o Reisado (Foto: Marcel Gautherot)
 
A exposição Marcel Gautherot – Brasil: tradição, invenção é a maior mostra das obras do fotógrafo francês já exibida no Brasil. As fotografias expostas fazem parte do acervo do Instituto Moreira Salles (IMS). Em parceria com o Iphan, o IMS leva ao Paço Imperial mais de 300 imagens representativas da diversidade temática e da qualidade estética desenvolvida por Gautherot ao longo de sua carreira no Brasil.
 
Com curadoria de Sergio Burgi, coordenador de fotografia do IMS, e Samuel Titan Jr., coordenador executivo cultural do IMS, a exposição fica em cartaz no Paço Imperial, no Rio de Janeiro, até 20 de agosto de 2017. 
 
Serviço
 
Horário: De terça a domingo, das 12h às 19h
Local: Paço Imperial - Praça XV de Novembro, 48 - Centro 
Rio de Janeiro – RJ
Entrada franca
 
Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura
Com informações do Iphan