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GT desenvolverá políticas de fomento à indústria de games

 
O Conselho Superior do Cinema (CSC) vai desenvolver, por meio de um Grupo de Trabalho, políticas públicas de fomento à indústria de jogos eletrônicos no País. Publicada no Diário Oficial na União (DOU) nesta terça-feira (6), a instituição do grupo de trabalho integra uma série de resoluções criadas durante a última reunião do CSC, realizada no dia 6 de fevereiro. As determinações do Conselho criam ainda outros Grupos de Trabalho que deverão tratar de temas como igualdade de gênero e raça, preservação e difusão de acervos no setor audiovisual e atração de produções e coproduções internacionais.
 
Entre os objetivos do GT dos Games, está o acompanhamento do segmento de Games na política audiovisual, em especial nos mecanismos de fomento do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA).
O ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, lembrou que a decisão de criação do GT vem ao encontro da expectativa criada por uma das indústrias "mais potentes e promissoras no campo da economia criativa". "O Brasil vem demonstrando uma força muito grande. Diante desse cenário, está mais do que na hora de termos uma política voltada para o desenvolvimento dos games", destacou.
 
Como parte da indústria audiovisual, o setor de games está vinculado aos temas tratados pelo Conselho Superior de Cinema e às políticas da Agência Nacional do Cinema (Ancine) e da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura.
 
Para o ministro, é possível que em curto prazo haja uma política efetiva para o desenvolvimento do setor de games no Brasil. "Com os incentivos corretos, podemos fazer uma diferença muito grande para a indústria de games. Podemos gerar muitos resultados não apenas para o setor em si, mas para a sociedade na forma de geração de renda e emprego, por exemplo. Essa é uma ótima alternativa, em um contexto em que o desemprego entre os jovens chega a 25%, uma taxa muito alta. O crescimento da indústria certamente irá contribuir para diminuir essa estatística".
 
Na avaliação do presidente da Associação Brasileira dos Desenvolvedores de Jogos Digitais (Abragames), Sandro Manfredini, as políticas públicas desenvolvidas com o objetivo de organizar o setor e promover seu crescimento no Brasil são fundamentais. "Países como Canadá, França, Reino Unido e Coréia, por exemplo, investem pesadamente no setor e para sermos competitivos globalmente, o Brasil também precisa investir. A Ancine e o FSA têm a capacidade técnica e a excelência para cumprir essa missão", afirmou.
 
Segundo Manfredini, a indústria de games movimenta mais de US$ 100 bilhões em todo o mundo. "Esta é uma indústria global e vetor de inovação que permeia outros setores da economia, além do próprio audiovisual", complementou.

Panorama dos games

Levantamento compilado pela Abragames mostra que indústria global de jogos digitais movimentou US$ 108,9 bilhões em 2017, com um crescimento médio global de 8,5% ao ano. A receita é proveniente do consumo realizado por cerca de 2,1 bilhões de usuários ao redor do mundo – 28,4% da população mundial.
 
As previsões de mercado indicam ainda que a receita dessa indústria deve alcançar 128,5 bilhões de dólares em 2020, com um crescimento médio estimado de 6,2% ao ano. O Brasil gerou uma receita de US$ 1,3 bilhão em 2017 e tem uma projeção de crescimento para US$ 1,5 bilhão em 2018. Com cerca de 66,3 milhões de jogadores, o Brasil ocupa a 4ª posição no ranking global de países em número de consumidores de jogos.

Gênero, Raça e Pesquisa

O Conselho Superior do Cinema, em suas resoluções, criou ainda Grupos de Trabalho para debater outros temas específicos, entre os quais está o GT que deverá formular uma política de promoção da igualdade de gênero e raça no setor do audiovisual. O objetivo desse grupo é estimular a diversidade e a formação de novos cineastas, ao mesmo tempo contribuir para o fortalecimento da cadeia produtiva do cinema.
 
Dentro dos grupos desenvolvidos, estão também um núcleo dedicado a analisar a Preservação, Digitalização e Difusão de Conteúdo Audiovisual e outro destinado a formular propostas de política para apoio a Atração de Produções e Coproduções Internacionais. Ao final dos trabalhos, o GT de Preservação irá formular uma política para a gestão de acervos, formação de mão de obra técnica e difusão da memória audiovisual, enquanto o de Atração de Produções deverá consolidar novas políticas para atrair eventos internacionais.
 
Além desses grupos, o CSC montou uma Câmara Técnica, de caráter consultivo, que irá discutir questões relativas à prevenção e ao combate à pirataria.
 
O diretor-presidente da Ancine, Christian de Castro, ressaltou que as resoluções do CSC reforçam o compromisso da agência com o aumento da diversidade e representatividade na indústria audiovisual brasileira. "As resoluções somam-se aos esforços de todo o setor no combate à pirataria que compromete a geração de riqueza a partir dos direitos de propriedade intelectual no país", enfatizou.
 
Sá Leitão afirmou que ao formar os grupos de trabalho, o Conselho segue firme em seu trabalho de cumprir a sua missão que é estabelecer diretrizes para o setor. "A ideia é que esses grupos, que reúnem representantes da sociedade civil e do governo, possam trabalhar em diretrizes que serão cumpridas pelos executores da política de audiovisual, como a Agência Nacional do Cinema (Ancine)", explicou o ministro.
 
Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura