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Manual lançado pelo MinC é fundamental para aumentar exportação, avaliam empreendedores

02.03.2018 - 19:30   

"Precisamos saber em que formatos podemos trabalhar e o Manual auxilia nisso", afirma Anabela Cunha, fundadora da Connecting Dots (Foto: Ronaldo Caldas / Ascom MinC) 
 
O Ministério da Cultura (MinC), em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), lançou nesta quinta-feira (1º) o primeiro Manual de Exportação de Bens e Serviços Culturais, com o objetivo de estimular empreendedores a levarem a produção cultural brasileira para fora do País. A iniciativa foi elogiada por empreendedores culturais com foco no mercado externo.
 
"O Manual de Exportação vem para ajudar a nossa indústria, que é pungente e com grande capacidade de inserção no mercado exterior. A publicação é um auxílio para todo mundo que não tem condições de contratar uma assessoria específica para entender as regras de exportação", afirmou o presidente da Associação Brasileira das Desenvolvedoras de Jogos Eletrônicos (Abragames) e diretor de negócios da Aquiris, Sandro Manfredini.
 
Manfredini destacou que o setor de jogos eletrônicos é forte no mercado externo, visto que as empresas têm acesso a plataformas globais de vendas, como as da Apple, Google e PlayStation, entre outras. "O potencial é muito grande", ressaltou Manfredini.
 
A sócia da Biônica Filmes, Karen Castanho, considera "fundamental" uma publicação como o Manual de Exportação de Bens e Serviços Culturais. "Muitas vezes o produtor fica perdido, não sabe como fazer esse processo [de exportação]. Quanto mais transparente for esse processo, melhor para nós, porque nos ajuda a navegar com mais tranquilidade", afirmou.
 
A Biônica Filmes, conta Karen, já tem experiência em exportação, mas avalia que ainda há muito espaço para crescer. "Recentemente exportamos o filme Divinas Divas para os Estados Unidos, Canadá e América Latina e o Reza a Lenda para a China, Áustria, Alemanha e Suíça. E nossa meta é ampliar nossos negócios no exterior", afirmou.
 
Para a portuguesa Anabela Cunha, fundadora da Connecting Dots, empresa que faz intercâmbio cultural entre Brasil e Portugal, o Manual é um "ótimo exemplo" de serviço oferecido para os empreendedores criativos brasileiros. "Precisamos saber em que formatos podemos trabalhar e o Manual auxilia nisso", disse.
 
Anabela explica que o foco da Connecting Dots é, principalmente, o setor musical. "Temos feito importantes parcerias e realizado ações com órgãos muito importantes aqui no Brasil, que são pioneiros na América Latina em exportação na área musical, e ficou claro que ainda há um caminho grande para trilharmos, sobretudo com os países lusófonos. Estamos agora trabalhando na organização de um festival e o Manual de Exportação será uma importante fonte de consulta", destacou.

Sobre o Manual

O Manual de Exportação de Bens e Serviços Culturais, disponível no portal do MinC, abrange cinco segmentos da indústria criativa: TV e Mídias Digitais, Cinema, Música, Games e Publicidade. Concebido a partir da visão estratégica da cultura como ativo econômico do País, o guia reúne informações que estão dispersas em diversos órgãos, facilitando a vida do empreendedor cultural disposto a exportar.
 
A publicação traz informações sobre acesso a mercados, exigência de vistos, regimes tributários, cobrança de taxas, necessidade de documentos adicionais, procedimentos e prazos de tramitação, modelos de contratos, feiras de negócios, além de links de instituições públicas e privadas envolvidas no processo de exportação. Também congrega dados das atividades criativas e projeções de crescimento do segmento no Brasil e no mundo nos próximos anos.
 
Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura