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MinC e FGV farão pesquisa de impacto econômico e social da 16ª Flip

5.07.2018   20:36
 
 
Você sabe o impacto que um evento cultural pode ter na cidade em que ocorre? Geração de renda e emprego, arrecadação de impostos e aumento da visitação em sítios turísticos são alguns dos benefícios gerados. Neste ano, de forma inédita, será possível conhecer dados como esses em relação a 16ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), que ocorre de 25 e 29 de julho, no município histórico.  O balanço é realizado pelo Ministério da Cultura (MinC), com apoio técnico da Fundação Getúlio Vargas (FGV Projetos).
 
A Flip está entre os 154 eventos que compõem o calendário do Programa Rio de Janeiro a Janeiro, realizado por meio de parceria entre o Governo Federal, a Prefeitura do Rio e o Governo do Estado, com o objetivo de estimular a geração de renda, emprego e inclusão por meio da economia criativa, e com isso impulsionar o desenvolvimento da cidade e do estado.
 
Os 22 eventos realizados no primeiro quadrimestre de 2018 tiveram um impacto econômico estimado de R$ 5,93 bilhões no estado. O número foi calculado com base em dados apresentados pelos organizadores do evento por meio de uma fórmula matemática criada pela FGV.
 
No caso da Flip, entretanto, a Fundação Getúlio Vargas vai realizar pesquisa específica, in loco, como fez com o Carnaval e o Réveillon, que foram os eventos com maior impacto na economia do estado até o momento. O Carnaval do Rio bateu recorde, injetando R$ 3 bilhões, seguido pelo Réveillon do Rio, com R$ 1,940 bilhão.
 
O Anima Mundi, maior festival de animação da América Latina, será o quarto evento do programa Rio de Janeiro a Janeiro que contará com pesquisa do MinC e da FGV.
 
As pesquisas serão tema de workshops, inseridos no programa Rio de Janeiro a Janeiro, que ocorrerão em 9 de julho, na capital fluminense, e em 13 de julho, em Brasília.  O objetivo é apresentar os detalhes técnicos dessa metodologia para transferir conhecimento para uma audiência mais ampla, como servidores e associações da cultura e do turismo.
 
"A pesquisa é uma ferramenta importante para dar evidência ao que sabemos na prática: que o investimento feito no setor cultural e criativo retorna multiplicado em forma de arrecadação de impostos, de renda, de emprego e de movimentação da economia da região", explica o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão.
 
"O impacto estimado mostra como cada real investido, dentro dessa carteira de projetos do Rio de Janeiro a Janeiro, tem retornado 13 vezes mais para a dinâmica econômica", esclarece Lucas Mastellaro Baruzzi, diretor de Sustentabilidade e Inovação da Secretaria da Economia da Cultura (SEC /MinC).

Metodologia

Na Flip, dez pesquisadores da FGV bilíngues estarão presentes in loco, munidos de um aplicativo, por meio do qual farão, ao longo de três dias, um questionário (disponível em inglês e espanhol) aos visitantes. As perguntas incluem gastos com transporte, alimentação, perfil do visitante e questões relacionadas à cadeia criativa, como lugares culturais visitados ou livros comprados.
 
"O objetivo da pesquisa é saber a movimentação econômica e o retorno que o evento traz. O visitante consome outros segmentos, como alimentação e hospedagem", afirma Luciana Viana, coordenadora de pesquisa da FGV projetos. "Mas o estudo tem um filtro importante, só abordamos o turista que vai participar da Flip", enfatizou.
 
Em relação ao Anima Mundi, o estudo seguirá o mesmo padrão do adotado na Flip, com dez pesquisadores.
 
Rio de Janeiro a Janeiro
 
A expectativa é que, ao final de 2018, os 154 eventos que compõem o calendário do Programa tenham injetado um total de até R$ 13,2 bilhões na economia, gerando 351 mil empregos e R$ 773 milhões em tributos, para um investimento previsto de R$ 1,06 bilhão na sua realização.
 
O impacto econômico é calculado com base nos gastos dos frequentadores (turistas brasileiros, estrangeiros e moradores do Rio) no período dos eventos, e também de acordo com os investimentos na produção do evento (serviços contratados, como artistas, iluminadores, infraestrutura de palco etc.). São considerados gastos com hospedagem, transporte local, compras realizadas no período de estadia, alimentação, passeios, combustível, energia, serviços de comunicação e serviços financeiros.
 
Segundo estudo da FGV, um incremento de 20% no fluxo de turistas tem um impacto de R$ 6,1 bilhões na economia do estado e gera ao menos 170 mil novos empregos.
 
 
Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura