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MinC, Iphan e MRE comemoram inscrição do Cais do Valongo como Patrimônio Mundial

 
 
9.7.2017 - 13:10  
O Cais do Valongo é o 21º sítio brasileiro inscrito na Lista do Patrimônio Mundial (Foto: Prefeitura do Rio de Janeiro)
 
 
O governo brasileiro recebeu com grande satisfação a decisão do Comitê do Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) de inscrever o Cais do Valongo, no Rio de Janeiro, na Lista do Patrimônio Mundial. 
 
A Unesco, ao reconhecer o valor universal excepcional do Cais do Valongo, considerou que os vestígios arqueológicos ali encontrados constituem a evidência material mais relevante associada à chegada de africanos escravizados ao continente americano. O Cais do Valongo é um local de memória, que remete a um dos mais graves crimes perpetrados contra a humanidade, a escravidão. Por ser o porto de desembarque dos africanos em solo americano, o Cais do Valongo representa simbolicamente a escravidão e evoca memórias dolorosas com as quais muitos brasileiros afrodescendentes podem se relacionar. Ao preservar essas memórias, o entorno do Cais do Valongo tornou-se um lugar que congrega diversas manifestações culturais da comunidade local, que ali celebra e promove o patrimônio e o legado africanos. 
 
Em sua decisão de inscrever o Cais do Valongo na Lista do Patrimônio Mundial, a Unesco recomenda que o Brasil adote ações especificas para a gestão dos vestígios arqueológicos, para a execução de projetos paisagísticos e para que os visitantes possam ter uma visão holística sobre o Cais do Valongo e o que ele representa. Tais medidas, que contribuirão para a preservação deste importante patrimônio cultural brasileiro, deverão ser implementadas pelos governos federal, estadual e municipal, em coordenação com a sociedade civil e as comunidades envolvidas.
 
O Cais do Valongo é o 21º sítio brasileiro inscrito na Lista do Patrimônio Mundial. A candidatura, cujo sucesso foi reconhecido hoje pela Unesco e pela comunidade internacional, é fruto da coordenação dos esforços envidados pela sociedade civil, pelo Ministério das Relações Exteriores, pelo Ministério da Cultura, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e pela Prefeitura do Rio de Janeiro.