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Ministro condena vandalismo contra o Paço Imperial

4.9.2017 - 16:00   
Fachadas do Paço Imperial, edifício construído no século XVIII, amanheceram pichadas após evento na Praça Quinze (Foto: Acácio Pinheiro / Ascom MinC)
 
 
O ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, condenou, nesta segunda-feira (4), os atos de vandalismo praticados na Praça Quinze de Novembro, no Centro do Rio de Janeiro. Os atos ocorreram após uma festa no local, no último fim de semana.
 
As fachadas do Palácio Tiradentes, sede da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), e do Paço Imperial, edifício construído no século XVIII, amanheceram pichadas. O Paço Imperial foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), instituição vinculada ao Ministério da Cultura (MinC), em 1938. 
 
"Lamentavelmente, o Paço Imperial, que estava impecável, foi pichado por vândalos. Nada contra festas e celebrações, mas isso é um crime contra o patrimônio histórico brasileiro", disse Sá Leitão, que foi à Praça Quinze avaliar a dimensão da depredação.
 
O ministro da Cultura conversou com o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, sobre as providências cabíveis para identificação e punição dos responsáveis. 

Restauração

O Iphan foi orientado a cobrar, dos organizadores da festa, o custo da restauração do Paço Imperial. "Para que a sociedade não arque com essa conta, solicitei ao Iphan que cobre a restauração dos organizadores do evento", afirmou Sá Leitão.
 
O ministro ainda deixou um recado claro aos que vandalizaram os prédios históricos: não é admissível a pichação de patrimônio público, nem privado. E cobrou respeito ao patrimônio histórico do País. "É um absurdo o que aconteceu aqui. Não tem nada a ver com grafite, com expressão artística. Isto é vandalismo", afirmou Sérgio Sá Leitão.

Sobre o Paço Imperial

O Paço Imperial foi restaurado nos anos 1980 e funciona como centro de exposições e eventos, além de sede da Biblioteca Paulo Santos. Atuando pela preservação da memória histórica, ao mesmo tempo em que incorpora as inovações da cultura brasileira, o local é um dos marcos da história cultural da cidade do Rio de Janeiro. 
 
Instalada no primeiro andar do prédio, desde 1993, a Biblioteca Paulo Santos tem em seu acervo cerca de 9.500 volumes e 4.600 títulos de periódicos, nacionais e internacionais. A maior parte da coleção é especializada em Arquitetura e Urbanismo, Artes Plásticas, Engenharia, além de História do Brasil, Rio de Janeiro, Portugal e da Arte. Nas demais salas do prédio acontecem exposições temporárias de artes plásticas, eventos teatrais, concertos musicais, palestras e seminários relacionados às temáticas das exposições realizadas. No andar térreo são oferecidos outros serviços como restaurante e livraria.
 
Construído em 1733 e inaugurado em 1743, o prédio foi usado primeiramente como Casa dos Vice-Reis do Brasil. Com a chegada da Corte de D. João VI, ao Rio de Janeiro, em 1808, tornou-se Paço Real e sede dos governos do Reinado e do Império. Após a Proclamação da República, em 1889, abrigou a Agência Central dos Correios e Telégrafos. A primeira planta em escala da cidade, feita em 1713, e os vestígios arqueológicos revelam que, no Paço Imperial, também funcionaram a Casa da Moeda e o Armazém del Rei. Os livros registram, ainda, que no século XVIII, no mesmo espaço atualmente ocupado pelas lojas, trabalhava o melhor ferreiro do Rio de Janeiro.
 
Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura