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Ministro visita Bienal de Pernambuco e reforça defesa da Lei Rouanet

 
 
7.10.2017 - 12:49  
Ministro Sérgio Sá Leitão visitou a Bienal Internacional do Livro de Pernambuco e participou da abertura do evento (Foto: Janine Moraes/Ascom MinC)
 
 
Na abertura da XI Bienal Internacional do Livro de Pernambuco, na noite desta sexta-feira (6), o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, reforçou a importância de a sociedade brasileira defender a lei federal de incentivo à cultura, a Lei Rouanet, como mecanismo de disseminação e ampliação das manifestações culturais brasileiras. "O Brasil seria um país bem mais pobre se não existe a lei Rouanet", destacou.
 
Sá Leitão destacou que ainda há muito que ser melhorado na legislação para que mais projetos sejam contemplados. Para tanto, o MinC trabalha na atualização da Instrução Normativa em vigor há seis meses. "Não vou me cansar de repetir que precisamos atualizar a lei Rouanet, mantendo-a num ambiente compatível e pautado pelos princípios constitucionais e legais do País", afirmou.
 
Segundo o ministro, não há incompatibilidade entre os princípios constitucionais e a liberdade de expressão e de manifestação do pensamento cultural. "É por isso que temos defendido a expansão do sistema de classificação indicativa, que já existe, para exposições. Para não ferir o direito das manifestações culturais e garantir a proteção da integridade de crianças e adolescentes", destacou.
 
Bienal
 
Durante a cerimônia de abertura da bienal, o ministro Sá Leitão ressaltou a relevância do evento para a formação do capital humano da sociedade e para enriquecer o repertório intelectual das pessoas. "A bienal chama a atenção para isso, porque atrai o interesse de mais e mais pessoas e promove também o setor editorial, que é um dos mais importantes da economia no Brasil, porque gera emprego, renda e faz a economia girar. É o que a gente chama de economia criativa", afirmou.
 
O coordenador geral da Bienal, Rogério Robalinho, lembrou da dificuldade para realizar o evento deste ano, em função da crise econômica brasileira. "A bienal de Pernambuco é a terceira maior do país e a maior do Norte e Nordeste. Isso demonstra não apenas sua grandiosidade, mas a importância para a sociedade regional", destacou.
 
O presidente da Fundação Joaquim Nabuco, Luiz Otávio Cavalcanti, lembrou que o Brasil tem um baixo índice de leitores, mas que trazer a população à uma bienal significa incentivar o consumo de livros, o interesse pela leitura e a expansão da formação do ser humano.
 
Participaram ainda da abertura do evento o deputado federal Daniel Coelho e o escritor Sidney Niceias. A bienal de Pernambuco está sendo realizada no centro de exposições de Olinda até 15 de outubro.
 
Números 
 
Em sua 11ª e Edição, a Bienal Internacional do Livro de Pernambuco tem a expectativa de gerar cerca de três mil empregos diretos e R$ 40 milhões em negócios. Em 2015, passaram pela bienal cerca de 300 mil pessoas e foram realizadas 369 atividades de conteúdo e entretenimento, além da feira do livro.
 
Este ano, o evento lembra a trajetória dos escritores Fernando Monteiro e Lima Barreto (In memoriam). Com o tema "Literatura, Democracia e Liberdade", o evento conta com espaço para palestras, oficinas literárias, espaço para a interação de crianças com livros infantis, apresentações de artistas locais e até um local especialmente montado para o "mundo geek", com debates sobre literatura nerd e geek, filmes e jogos.
 
Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura