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Na Bélgica, ministro da Cultura ressalta expansão da indústria audiovisual brasileira

 

12.10.2017 - 16:20  
De acordo com o ministro, a indústria do audiovisual teve um aumento significativo entre os anos de 2007 e 2014 (Foto: MinC)
 
 
O panorama da indústria audiovisual no País, o crescimento da internet e seu impacto no contexto de expansão dos serviços de Vídeo Sob Demanda (VOD) foram analisados pelo ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, em palestra proferida nesta quinta-feira (12). As análises foram feitas durante a 48ª edição da Conferência Anual Tendências em Comunicações Convergentes, em Bruxelas (Bélgica).
 
Na primeira parte da palestra, o ministro destacou o cenário econômico brasileiro apresentando números atualizados da inflação, taxas de juros, produção industrial, balança comercial, saldo de postos de trabalho, importação e exportação, em dados comparativos entre maio de 2016 e setembro de 2017.
 
De acordo com o ministro, a indústria do audiovisual teve um aumento significativo entre os anos de 2007 e 2014. Nesse período de sete anos, o setor audiovisual teve a sua participação no Valor Adicionado Bruto (VAB) da economia brasileira ampliado de US$ 4,9 bilhões em 2007 para US$ 9,2 bilhões em 2014, conforme levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre o Produto Interno Bruto (PIB) do País.
 
Em comparação com outros setores da economia, o audiovisual foi o quarto maior destaque no que se refere a valor adicionado, perdendo apenas para as áreas de Telecomunicações, Tecnologia da informação e Indústria automobilística.
 
No que diz respeito à veiculação da produção audiovisual brasileira, Sá Leitão ressaltou que, apenas no ano de 2016, o conteúdo nacional teve uma exibição 217% superior à cota exigida por lei, no sistema de tevês por assinatura. "A obrigação da Lei 12.485, de 2011, conhecida como Lei da TV Paga, é de cada canal exibir 3h30 de conteúdo brasileiro no horário nobre.  Porém, em 2016, essa cota foi ultrapassada em 64%", enfatizou o ministro. O Brasil é, segundo levantamento apresentado pelo ministro, o 4º país do mundo – ao lado de Japão e Canadá – onde o segmento de tv por assinatura tem maiores receitas.
 
VOD
 
O ministro da Cultura ressaltou dados sobre o comportamento do brasileiro na internet, pesquisados pela Internet Administration Committee in Brasil, no ano de 2015. A pesquisa revela que em um universo de 102 milhões de usuários de internet, 64% assistem a conteúdo audiovisual em sites como o YouTube ou o Netflix. "Embora menor do que a da TV Aberta, trata-se já de uma penetração expressiva na população brasileira, e certamente representa um horizonte futuro para os meios de comunicação social audiovisuais", disse Sá Leitão.
 
O ministro enfatizou os esforços empreendidos pelo Ministério da Cultura, pela Agência Nacional do Cinema (Ancine) – entidade vinculada à pasta – e pelo Conselho Superior de Cinema para debater e propor formas de regulamentação dos serviços de VOD.
 
A conferência, que segue até o próximo sábado (14), tem como foco a investigação de oportunidade e realidade de ecossistemas digitais transfronteiriços, intersetoriais e interculturais.
 
Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura