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Sá Leitão busca novas fontes de recurso para a Cultura

 
 
19.12.2017 - 17:23  
Durante a reunião, o ministro sugeriu a utilização de verbas provenientes dos acordos de leniências na preservação do patrimônio histórico (Foto: Acácio Pìnheiro/Ascom MinC)
 
 
O ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, se reuniu na manhã desta terça-feira (19) com a secretária penal originária do Supremo Tribunal Federal, Raquel Branquinho, na sede da Procuradoria Geral da República (PGR), em Brasília. Em pauta, a destinação de recursos de transação penal – acordos com pessoas físicas provenientes de processos criminais de menor potencial ofensivo – para projetos culturais. 
 
Durante a reunião, o ministro sugeriu também a utilização de verbas provenientes dos acordos de leniências – firmados com empresas autoras de infrações contra a ordem econômica – na preservação do patrimônio histórico. "A área do Patrimônio Histórico ainda é 100% estatal. Esta é a única área do Ministério da Cultura (MinC) que não encontra respaldo por parte do mercado. Todos os demais setores, de alguma maneira, são beneficiados pela lógica do mercado, que é da evolução, da transformação constante", destacou.
 
Para o ministro, os investimentos anuais de cerca de R$ 150 milhões em 60 obras no País inteiro ainda são insuficientes. "Procuramos cuidar para que os patrimônios, após serem restaurados, estejam associados a turismo ou a empreendimentos de gastronomia ou outras áreas que garantam a sua manutenção", afirmou.
 
Sá Leitão também propôs a utilização de obras de arte apreendidas em operações anticorrupção da Polícia Federal, como a Lava-Jato, em exposições públicas itinerantes. "Sempre tive a preocupação em pensar em uma forma de disponibilizar para a sociedade obras de artes apreendidas de pessoas envolvidas com atos de corrupção. A vocação da obra de arte é a de ser consumida, a de ser vista", defendeu.
 
Nesse contexto, o ministro sugeriu que as obras apreendidas pela Lava-Jato façam parte de uma grande exposição, organizada pelo Museu Nacional de Belas Artes (MnBA), ligado ao Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), entidade vinculada ao Ministério da Cultura. "A ideia é que essa exposição possa percorrer todo o País", adiantou Sá Leitão. 
 
Também participaram da reunião a chefe de gabinete do ministro, Cláudia Pedrozo, e a chefe da Consultoria Jurídica do MinC, Clara Meneses. 
 
Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura