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São Paulo sedia, de 5 a 11 de novembro, o maior evento de economia criativa do Brasil

 


5.11.2018 - 10:00  

 

De 5 a 11 de novembro, o Corredor Cultural da Avenida Paulista, em São Paulo, será sede do maior evento de economia criativa já realizado no País. O Mercado das Indústrias Criativas do Brasil (MicBR) vai reunir empreendedores de dez segmentos da economia criativa do Brasil e de sete países sul-americanos em um único mercado, integrado, forte e competitivo – uma oportunidade de interagir, trocar experiências, estabelecer parcerias e, principalmente, fazer negócios que gerem mais renda, emprego e desenvolvimento. 

São sete dias de intensa programação, com cerca de 200 atividades. O coração do MicBR está nas rodadas de negócio, para as quais foram selecionados previamente, por meio de editais, cerca de 500 empreendedores de Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru e Uruguai. Eles terão a oportunidade de apresentar seus produtos criativos entre si e para compradores internacionais, visando construir parcerias e negócios. As rodadas serão coordenadas pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), com entrada restrita aos selecionados.

Há também uma série de atividades abertas a todos os participantes. Quem passar pelo MicBR terá oportunidades únicas de melhorar o networking, ampliar o conhecimento e receber dicas preciosas do time de especialistas selecionado pelo Ministério da Cultura e seus parceiros para as palestras, mentorias, oficinas, mesas-redondas e sessões de networking. As inscrições são gratuitas.

Entre os destaques está a palestra A Importância da Criatividade, que será ministrada no dia 6 de novembro por John Newbigin, CEO e fundador da Creative England e embaixador para indústrias criativas da Prefeitura de Londres. Outro destaque, também no dia 6, é a palestra Raízes Culturais da Transformação Econômica e Política e Desafios, com a professora Vishakha Desai, da Universidade de Columbia, referência internacional em estudos sobre arte, cultura, política e direitos das mulheres. 

No dia 7, no Centro Cultural São Paulo, o estilista japonês Kunihiko Morinaga falará sobre a produção de roupas inteligentes. Já no dia 8, a jornalista e consultora de moda Lilian Pacce participa de mesa-redonda sobre como comunicar a moda no mundo virtual. No dia 9, um dos maiores fotógrafos da América Latina, Bob Wolfenson, fala sobre sua trajetória profissional.

O MicBR também conta com aulas de gastronomia (Cozinha Show), desfiles de moda e atrações musicais e teatrais. Entre os artistas confirmados, que se apresentarão de terça (6) a sexta (9), estão Mariene de Castro, Muntchako (Brasil), Ricardo Pita, Grupo Yaku (Equador), Melaní Luraschi, Juan Campodónico (Uruguai), Sexteto Tabalá, Sello Indio (Colômbia), Tunacola, Paz Court (Chile) e Nación Ekeko (Argentina).

Nos dois últimos dias (10 e 11), a Avenida Paulista vai ser ocupada por shows, feiras de economia criativa e atividades culturais, numa grande celebração da força e da potência da economia criativa brasileira. Entre as presenças confirmadas está o bandolinista Hamilton de Holanda, que se apresenta no domingo no Conjunto Nacional. Confira a programação completa: micbr.cultura.gov.br

"Se você é empreendedor, investidor, artista, produtor ou um amante da cultura e da criatividade, o MicBR é uma oportunidade de mergulhar em um universo transformador de possibilidades. Esperamos que, ao final do evento, possamos avançar na valorização das atividades criativas enquanto importante indutor de desenvolvimento econômico", destaca o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão. "A maior riqueza deste século está no potencial criativo e inovador dos indivíduos", completa. 

Impacto econômico

O megaevento reunirá cerca de 500 empresas e aproximadamente 100 compradores internacionais.  A expectativa é que o MicBR movimente mais de US$ 10 milhões em negócios e gere um impacto de R$ 39,7 milhões na economia, de acordo com estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Deste total, R$ 28 milhões são de impacto direto e R$ 11,7 milhões, de indireto. "Cada real investido no MicBR tem potencial de retorno de R$ 9,93 à sociedade, em forma de geração de negócios, renda e tributos", afirma Sá Leitão. Segundo ele, estão sendo investidos cerca de R$ 4 milhões na realização do megaevento, que será o primeiro do País a estimular a integração de todos os setores culturais e criativos brasileiros em um grande mercado, "estruturado, competitivo e atrativo para investidores e empreendedores internacionais".

"As atividades culturais e criativas já representam 2,6% do PIB brasileiro, geram 1 milhão de empregos diretos e englobam mais de 200 mil empresas e instituições. Há um vasto potencial de crescimento e isso passa também pela internacionalização dos nossos talentos e da nossa valiosa produção cultural", ressaltou Sá Leitão.

Ainda de acordo com o levantamento da FGV, apenas em tributos, o MicBR deve gerar cerca de R$ 4,6 milhões, sendo R$ 2 milhões para os cofres públicos municipais, R$ 400 mil para o estadual e R$ 2,1 milhões para os cofres federais. É esperada a criação de cerca de 850 postos de trabalho, sendo 460 diretos e 391 indiretos.  .

Ao longo dos sete dias, é esperada a participação diária de 2 mil pessoas nas atividades de mercado, e de 3 mil, na programação cultural. Esses números devem saltar para até 30 mil pessoas no fim de semana que encerra o evento, em 10 e 11 de novembro, nas diferentes atrações espalhadas por centros culturais da Avenida Paulista.

Evento engloba dez setores

O MicBR nasce inspirado em experiências exitosas realizadas em outros países, como o Mercado de Indústrias Criativas Argentinas (MICA) e o Mercado de Indústrias Culturais do Sul (MICSUL). O evento brasileiro abrangerá dez setores da economia criativa: artes cênicas (circo, dança e teatro), audiovisual (cinema, TV, publicidade e novas mídias), animação e jogos eletrônicos, design, moda, editorial, música, museus e patrimônio, gastronomia, e artes visuais.

O evento conta com a parceria do Itaú Cultural, SESI-SP, SESC-SP, Sebrae, Universidade de São Paulo, Pixel Show, Zupi.co, JAPAN HOUSE São Paulo, secretarias estadual e municipal de Cultura de São Paulo, Anima Mundi, Livraria Cultura, MASP e Instituto Moreira Salles, além da cooperação da Unesco e da Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI) e o apoio de várias entidades representativas de setores criativos da indústria.

Mais informações: http://micbr.cultura.gov.br/

Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura