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Seminário debate salvaguarda do patrimônio imaterial brasileiro

 
 
7.11.2017 - 12:51  
 
 
O Brasil tem 41 bens registrados que representam a singularidade e a diversidade das manifestações culturais do povo brasileiro, sendo cinco deles reconhecidos como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Esse resultado é consequência dos avanços da Política de Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial, que teve como marco à Carta de Fortaleza, elaborada há 20 anos em seminário realizado na capital cearense. 
 
Para revisitar a trajetória da elaboração e os caminhos da implementação, bem como os avanços e futuro dessa Política, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), instituição vinculada ao Ministério da Cultura (MinC), promove, de 8 a 11 de novembro, o II Seminário de Fortaleza - Desafios para o Fortalecimento da Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil. 
 
O evento será aberto no Theatro José de Alencar com a conferência Magna de Laurent Levi-Strauss. O francês, membro do Conselho da Europa Nostra, maior ONG europeia para a salvaguarda do Patrimônio Cultural em 43 países, lembra que, quando a Carta de Fortaleza foi produzida, o Brasil estava bastante avançado em relação à maior parte da comunidade internacional. "Seis anos depois, em 2003, a Unesco publicou a Convenção para a Salvaguarda, que alcançou, desde sua consolidação, um rápido e impressionante sucesso. Ela abriu caminho para uma concepção de patrimônio cultural mais completa e ampla", disse.
 
No contexto desse seminário, também ocorrerá a reunião do Centro Regional para Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial da América Latina (Crespial), da Unesco, com representantes de 15 países. "O Brasil se destaca no cenário mundial pela sua atuação na salvaguarda dos bens culturais imateriais. O Iphan é uma das mais longevas instituições do país e a primeira da América Latina a se dedicar à preservação do Patrimônio Cultural", ressalta a presidente do Instituto, Kátia Bogéa.  
 
O Seminário terá sequência com programação no Cineteatro São Luiz, com mesas redondas, debates e palestras com renomados especialistas na área do Patrimônio Imaterial. Entre eles estão alguns dos membros que organizaram o primeiro Seminário realizado há 20 anos e que participaram da elaboração da proposta técnica que resultou no atual Decreto que institui a Política de Salvaguarda. 
 
"É muito oportuno, 20 anos depois, o Iphan realizar um novo encontro para debater a Carta de Fortaleza. Cabe agora debatermos e pensarmos nos novos desafios em torno do patrimônio imaterial no Brasil", afirma o secretário da Cultura do Estado do Ceará, Fabiano dos Santos Piúba. 
 
Só no Ceará, são quatro bens reconhecidos como Patrimônio Cultural em âmbito federal: o Ofício dos Mestres de Capoeira e a Roda de Capoeira, em 2008; o Teatro de Bonecos Popular do Nordeste e a Festa do Pau de Santo Antônio de Barbalha, ambos em 2015.  
 
Organizado pelo Departamento do Patrimônio Imaterial do Iphan, o II Seminário conta com a parceria da Unesco, do Crespial, do governo do Estado, além das prefeituras e secretarias de culturas do Ceará, de Fortaleza, de Aracati e do Crato.
 
Serviço: 
II Seminário de Fortaleza 
Abertura: 08/11/2017
Conferência Magna do Laurent Levi-Strauss
Horário: 18h30 
Local: Theatro José de Alencar 
 
Palestras: 09 a 11/11/2017
Horários: de 8h as 18h
Local: Cineteatro São Luiz
 
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Ministério da Cultura (MinC)