O Dia do Ministro

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Freire e Pedro Chaves discutem homenagem a Manoel de Barros

 

 

21.02.2017 - 20:03

Foto: Janine Moraes/Ascom MinC
 
O ministro Roberto Freire ofereceu apoio do Ministério da Cultura à Sessão Especial que irá comemorar o centenário do poeta Manoel de Barros, no próximo dia 13 de março, às 11h, no Plenário do Senado Federal. O convite ao ministro foi formalizado pelo senador Pedro Chaves (PSC-MS), autor do requerimento que solicitou a homenagem, na tarde desta terça-feira (21), durante audiência realizada em Brasília.  
 
Para o senador, o poeta mato-grossense o evento promovido pelo Senado é um justo reconhecimento. "Ao longo de sua carreira literária, ele publicou mais de vinte livros e figurou entre os principais nomes da literatura nacional. Manoel de Barros sempre foi autêntico, verdadeiro, merece todas as glórias", destacou.

Manoel de Barros

"Quem anda no trilho é trem de ferro. Sou água que corre entre pedras - liberdade caça jeito."

Nascido em Cuiabá em 19 de dezembro de 1916, Manoel de Barros publicou seu primeiro livro Poemas concebidos sem pecado em 1937. Poeta de linguagem única, foi um ícone da Geração de 45, composta por alguns dos mais importantes escritores modernistas brasileiros.  Carlos Drummond de Andrade afirmava que Manoel de Barros era o autor "de linhas e rimas cheias de profundidade sobre a simplicidade do dia a dia, continham as sutilezas das coisas desimportantes".

"O que escrevo resulta de meus armazenamentos ancestrais e de meus envolvimentos com a vida. Sou filho e neto de bugres, andarejos e portugueses melancólicos. Minha infância levei com árvores e bichos do chão. Penso que a leitura e a frequentação das artes desabrocha a imaginação para um mundo mais puro. Acho que uma inocência infantil nas palavras é salutar diante do mundo tão tecnocrata e impuro. Acho mais pura a palavra do poeta que é sempre inocente e pobre", dizia o poeta sobre sua obra.

 
 
Sou mais a palavra ao ponto de entulho.
Amo arrastar algumas no caco de vidro,
envergá-las pro chão, corrompê-las, -
até que padeçam de mim e me sujem de branco.

 

 

 
Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura