O Dia do Ministro

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MinC apoia projeto para levar indígenas às Olimpíadas

 
 
5.4.2017 - 15:19  
Da esquerda para a direita, Ione Carvalho, João Tomasini Schwertner, ministro Roberto Freire, cacique Kanato Yawalapiti e Guilherme Carraro (Funai) (Foto: Edson Leal/Ascom MinC)
 
 
O Ministério da Cultura (MinC), em parceria com o Ministério dos Esportes (ME) e com a Fundação Nacional do Índio (Funai), estão iniciando um projeto conjunto com o objetivo de levar indígenas brasileiros a competições esportivas internacionais, entre elas os Jogos Olímpicos de 2024. A ideia inicial é trabalhar com três modalidades: canoagem, tiro com arco e lutas. A iniciativa foi apresentada nesta terça-feira ao ministro da Cultura, Roberto Freire.
 
Responsável pelo projeto, a antropóloga e museóloga Ione Carvalho, assessora especial do ministro da Cultura, explicou que a ideia é trazer a noção dos povos indígenas sobre canoagem e outros esportes para o esporte olímpico. "O Ministério da Cultura procura tirar os povos indígenas da invisibilidade, fazer com o País conheça, reconheça e mostre ao mundo os indígenas brasileiros", disse.
 
Presente à reunião com o ministro, o presidente da Confederação Brasileira de Canoagem, João Tomasini Schwertner, informou que, inicialmente, a entidade irá doar, com patrocínio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), 15 canoas e caiaques para comunidades indígenas do Alto Xingu. Além disso, será enviado um profissional para capacitação de técnicos indígenas na modalidade. 
 
"O projeto é importante para integrar as duas culturas. Estamos pensando nas Olimpíadas de 2024", informou. "Queremos dar condições para que os povos indígenas se qualifiquem e promovam o treinamento entre eles", completou.
 
O cacique Kanato Yawalapiti, da aldeia Palushayu, no Alto Xingu (MT), comemorou a iniciativa. "Esse projeto é muito importante para nós. Há tempos sonhamos com a oportunidade de colocar nossos atletas para participar de competições internacionais", afirmou. "Toda vez que acompanhamos as competições, há várias etnias, mas não têm indígenas. É por isso que luto para dar visibilidade aos nossos atletas. No Xingu, já nascemos remando, o que precisamos é aprender a técnica para competir", ressaltou. 
 
Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura