O Dia do Ministro

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Ministro debate economia da cultura com deputados

 
 
10.8.2017 - 15:03  
Ministro Sérgio Sá Leitão falou aos deputados sobr peerspectivas da economia da cultura e seu impacto no desenvolvimento e na geração de renda e emprego (Foto: Acácio Pinheiro/Ascom MinC)
 
 
Na abertura do seminário "Economia Criativa e Colaborativa: Potencialidades e Desafios para o Estado e a Sociedade", realizado nesta quinta-feira (10) na Câmara dos Deputados, em Brasília, o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, falou sobre as perspectivas da economia da cultura e o seu impacto no desenvolvimento e na geração de renda e emprego. 
 
O ministro destacou que estudos indicam um potencial de crescimento da economia criativa acima da média da economia tradicional. "Nosso desafio é formular e empreender políticas públicas de estímulo à economia criativa, para que ela possa realizar o seu potencial e contribuir para o desenvolvimento das nossas cidades, estados e do país", afirmou. "Este é o desafio que vamos enfrentar no Ministério da Cultura, trazendo o assunto para o centro da agenda do governo e contaminando, no bom sentido, a sociedade e o Congresso", acrescentou o ministro. 
 
Para Sá Leitão, o desenvolvimento da economia da cultura diz respeito ao tipo de país e economia que a sociedade brasileira pretende construir. "Se não transformamos a matriz econômica, o Brasil vai ficar para trás no mundo", afirmou.
 
O seminário foi organizado pelas Comissões de Cultura; de Desenvolvimento Urbano; de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços; e de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados. O presidente da Comissão de Cultura, deputado Thiago Peixoto (PSD-GO), destacou a sintonia entre a comissão e o Ministério da Cultura (MinC): "A economia criativa não é algo novo. É algo que faz parte da nossa economia, mas não havia estratégia de tratamento desta questão", disse.
 
No debate, o ministro apresentou dados do setor cultural. Segundo Sá Leitão, um estudo da consultoria PricewaterhouseCoopers projeta, entre 2017 e 2021, um crescimento médio anual de 4,2% da economia criativa no mundo. No Brasil, a projeção é de 4,6% de crescimento anual médio.
 
Já um estudo da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2015, mostra que as atividades da economia da cultura respondem por 2,64% do PIB brasileiro. O setor gera 850 mil empregos formais, com média salarial de R$ 6.270.
 
"Na economia da cultura estão atividades muito interessantes para os jovens. Neste contexto em que precisamos disputar os jovens brasileiros com todos os caminhos do mal que se apresentam para eles hoje, essas atividades têm poder de atração grande e oferecem uma perspectiva de emprego", argumentou Sá Leitão, acrescentando que 25% dos jovens brasileiros não trabalham nem estudam.
 
O impacto da economia da cultura no PIB brasileiro é atualmente maior do que de setores tradicionais, como as indústrias têxtil, farmacêutica e de eletroeletrônicos. 
 
Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura