Ministro de Estado da Cultura interino

Foto: Acácio Pinheiro/Ascom MinC
 
Natural de Ituiutaba (MG), o ministro da Cultura interino, João Batista de Andrade, iniciou a carreira em 1963, como integrante do Grupo Kuatro de cinema, ainda estudante de engenharia na Universidade de São Paulo (USP). Como cineasta, tem uma carreira premiada nacional e internacionalmente, que alterna documentários, diversos filmes para TV e 15 longas-metragens.
 
Entre suas produções, estão: O Homem que Virou Suco (medalha de ouro no Festival Internacional de Moscou/1981, prêmio de crítica no festival de Nevers/França em 1982, melhor roteiro e Melhor Ator no Festival de Brasília/1980, entre outros prêmios nacionais e internacionais), Céu Aberto (documentário/longa sobre a morte de Tancredo Neves e a transição para a democracia), O País dos Tenentes e O Tronco, prêmio máximo de melhor filme das comemorações dos 500 anos do Brasil. Em 2005 lançou o documentário de longa-metragem Vlado, Trinta Anos Depois, que conta a história do jornalista Vladimir Herzog, assassinado na prisão durante o regime militar.
 
Além de sua produção cinematográfica e literária, atuou em diversas frentes do cinema e da cultura brasileira, sendo um dos criadores e primeiro presidente de duas sociedades de ação cultural e ambiental - Instituto de Cultura e Meio Ambiente (Icumam), em Goiás, e Cinemar, em São Paulo. Foi, por duas vezes, presidente da Associação Paulista de Cineastas (Apaci), tendo sido um de seus principais idealizadores e fundadores, e presidente da Cinemateca Brasileira, instituição vinculada ao Ministério da Cultura. Foi também conselheiro do Museu da Imagem e do Som (MIS), em São Paulo (SP), coordenador-geral do Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (Fica), nos anos de 1999, 2001 e 2007. Em 2005, foi nomeado secretário de Cultura do Estado de São Paulo e, entre 2012-2016, exerceu a função de presidente da Fundação Memorial da América Latina (SP).