Cultura nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos

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Cavalhada recepciona a tocha olímpica no Pantanal

23.06.2016 - 19:05   
Tradição secular foi herdada dos portugueses e narra uma disputa entre mouros e cristãos (Foto: Lucas Ninno)
 
 
Quando se fala em Pantanal, a primeira imagem que vem à cabeça, para muitos, é a de um santuário da biodiversidade brasileira. Com razão: por lá, habitam cerca de 230 espécies de peixes, 650 de aves, 80 de mamíferos e 50 de répteis, segundo a Fundação de Turismo do Pantanal.
 
Se a grandiosidade ecológica salta aos olhos, as manifestações culturais típicas da região também não deixam a desejar. Nesta sexta-feira (24), a passagem da tocha olímpica pela região permitirá um olhar atento à essa diversidade. Entre as apresentações culturais previstas para o dia, estão a Cavalhada e os Mascarados de Poconé.
 
A Cavalhada de Poconé ocorre, anualmente, entre o término da Festa do Espírito Santo e a abertura da Festa de São Benedito. A tradição secular foi herdada dos portugueses e narra uma disputa entre mouros e cristãos.
 
A encenação da batalha tem início com o rapto da rainha cristã pelos mouros, que se apaixona por um deles. A disputa conta, ao todo, com 12 cavaleiros – 6 mouros e 6 cristãos -, cada um acompanhado de um pajem. "É uma encenação teatral, folclórica que era apresentada para os governantes da região no século 18", explica Eduardo de Campos, mantenedor cristão da Cavalhada de Poconé.
 
Para Eduardo, o que mais o encanta no festejo é a oportunidade de manter as tradições e a cultura da cidade viva: "Para nós, é motivo de alegria e orgulho muito grande poder se apresentar na passagem da tocha".
 
Tradição de mais de 200 anos reúne dançarinos ao som de instrumentos de percussão e sopro (Foto: Divulgação Gcom Mato Grosso)
 
Outro grande atrativo da cidade são os Mascarados de Poconé. Com tradição de mais de 200 anos, o festejo reúne 28 dançarinos ao som de instrumentos de percussão, como o tambor e o prato; e de sopro, como a corneta e a tuba. "É uma dança tradicional que só existe aqui e na qual só participam homens, todos mascarados. A dança tem origem indígena e, com o tempo, teve influência de colonos portugueses e espanhóis", conta João Benedito da Silva, coordenador-geral do grupo. 
 
Após passar por Poconé, a chama segue para Nobres, passa por pontos turísticos como a Lagoa Azul e marca presença na cachoeira Véu de Noiva, na Chapada dos Guimarães.  Neste fim de semana, a tocha estará, no sábado, em Campo Grande (MS) e, no domingo, em Sidrolândia (MS), Rio Brilhante (MS), Maracaju (MS), Itaporã (MS) e Dourados (MS).
 
 
Cecilia Coelho
Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura