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Fotos da Abertura do Seminário Planos Nacionais de Livro e Leitura no MERCOSUL Leave a comment Nenhum Comentário »

Abertura - II Seminário PNLL no MERCOSUL Leave a comment Comments Off

II Seminário PNLL no MERCOSUL - Construindo Políticas Públicas para o Fomento da Leitura Leave a comment Nenhum Comentário »

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Realizou-se nos dias 26 e 27 de outubro de 2007, nas cidades de Porto Alegre, Brasil, e Santiago, Chile, concomitantemente, o II Seminário Planos Nacionais de Livro e Leitura do MERCOSUL.

O seminário contou com a participação de representantes da Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Guatemala, Paraguai e Uruguai.

Os debates realizados na Feira do Livro de Porto Alegre foram transmitidos via internet através do chat, disponibilizado neste blog, que permitiu que pessoas fizem perguntas aos palestrantes e colocassem suas considerações em tempo real.

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Ao final do Seminário foi elaborado um documento em conjunto intitulado: Declaração de Porto Alegre e Santiago, que compila as orientações e sugestões derivadas das discussões realizadas neste evento.

Leia na íntegra a Declaração de Porto Alegre e Santiago

Declaração de Porto Alegre e Santiago

A necessária transformação do processo de leitura no Brasil em política pública, de responsabilidade do governo Leave a comment 1 Comentário »

Tania Mariza Kuchenbecker Rösing
Coordenadora do Centro de Referência de Literatura e Multimeios
Universidade de Passo Fundo
BRASIL

Século XXI: a globalização aproxima países, numa tentativa de uniformização de ações tecnológicas, científicas, sociais e culturais, acrescentando-se o fato de que esse processo possa, inclusive, se configurar como ação predatória da identidade de cada nação, de cada povo. É necessário instalar Planos Nacionais de Leitura permanentes e consistentes para valorizar a leitura como processo de democratização e de autonomia dos povos latino-americanos. Urge que se promova leitura, livro, diferentes materiais de leitura, escritores, mediadores de leitura qualificados com o objetivo de formar leitores críticos, ecléticos, cidadãos. A leitura deve se transformar num comportamento perene de vida, passando a se constituir numa cultura.
Em pleno século XXI, a globalização aproxima os países, numa tentativa, em primeiro plano, de uniformização de ações tecnológicas, científicas, sociais e culturais, sem que se omita o fato de que esse processo, até certo ponto, possa se configurar como uma ação predatória da identidade de cada nação, de cada povo. É necessário instalar Planos Nacionais de Leitura permanentes e consistentes, valorizando a leitura como um processo de democratização e de autonomia dos povos latino-americanos. Urge que se promova leitura, livro, diferentes materiais de leitura, escritores, mediadores de leitura com o objetivo de formar leitores críticos, experientes, ecléticos, cidadãos. Urge que se transforme a leitura num comportamento perene de vida e numa cultura.
O tratamento da leitura como política pública, de responsabilidade do Estado, portanto, somente acontece a partir da vontade política plena dos governantes de transformação da sociedade para melhor, respeitando a autonomia de cada sujeito envolvido nesse processo, numa perspectiva democrática. Deve-se entender essa política como processo de sistematização de apoio, inclusive financeiro, à realização de um conjunto de ações – programas, projetos, atividades sistemáticas ou eventuais – em todos os recantos do país que promovam a universalização do acesso a materiais qualificados de leitura. O Brasil, com uma população estimada em torno de de_190__milhões de habitantes, onde o analfabetismo atinge dados alarmantes e o analfabetismo cultural entre pessoas de diferentes níveis de escolaridade é inaceitável, precisa ser atendido de forma diferenciada para ampliar seus índices de leitura e, conseqüentemente, seus índices de desenvolvimento humano.
No Brasil, há uma dívida com essa população que precisa ser paga: criar oportunidades de desenvolvimento de cada um e de todos a partir de ações sintonizadas entre educação e cultura, o que, certamente, oportunizará a melhoria dos desempenhos individuais, sociais, profissionais. Há que se oportunizar a elevação da auto-estima de cada cidadão, de cada cidadã, a fim de que se considerem, realmente, atores sociais, capazes de contribuir decisivamente para a transformação do país.
A palavra de ordem é promoção: da cadeia produtiva do livro com incentivos a livros de qualidade com baixo custo; da descentralização do processo de seleção dos materiais de leitura a serem adquiridos pelo governo e distribuídos às escolas e às bibliotecas, sejam escolares ou públicas; da criação de cursos que possam se caracterizar como uma formação contínua obrigatória de professores, bibliotecários, agentes culturais que têm a função profissional e sensibilizadora de mediar a leitura. para além da escola.

Fórum de Debate Virtual Leave a comment Nenhum Comentário »

O fórum de debate virtual é o espaço de divulgação e discussão dos temas a serem debatidos no II Seminário “Planos Nacionais de Livro e Leitura”. A intenção é envolver a sociedade em geral na discussão sobre a formulação de políticas públicas de cultura, especificamente, de fomento à prática leitora. Para isso, disponibilizou-se os sumários das apresentações dos palestrantes neste blog. O objetivo é conectar especialistas e atores sociais, de modo a discutir as temáticas propostas, induzir a formação de massa crítica e contribuir para o processo de construção de políticas públicas de livro e leitura.

Planos de Livro e Leitura – avaliação de projetos Nacionais e perspectivas de Leave a comment Nenhum Comentário »

Tilda Noemí Gil de Orué
Chefe de Recursos para a Aprendizagem
Ministério de Educação e Cultura
PARAGUAI


O Plano Nacional de Leitura do Paraguai forma parte de uma política pública que pretende articular estratégias nacionais e regionais, para que a leitura se converta em experiência cotidiana nas escolas. Além disso, busca provocar transformações nas formas de ler na escola e na comunidade, e aposta na formação de leitores (as) que se reconheçam como pessoas curiosas frente aos livros, pois a leitura abre uma janela para outros mundos possíveis, seduz, incentiva a tomar a palavra e modelar novos horizontes para participar e construir uma sociedade mais justa.
Objetivo
O Plano Nacional de Leitura do Paraguai pretende descobrir e fortalecer o papel da cultura no sistema educativo e em espaços alternativos, por intermédio da transformação das práticas leitoras tradicionais, a fim de formar leitores autônomos, críticos e capazes de melhorar sua qualidade de vida e entender e transformar sua realidade.
Marco normativo
A Declaração Universal dos Direitos Humanos, assim como o Pacto Internacional de Direitos Econômicos, Sociais e Culturais, que estabelecem que: “Toda pessoa tem direito a participar na vida cultural, a desfrutar dos benefícios do progresso científico, se beneficiar da proteção dos interesses morais e materiais resultantes de toda proteção científica, literária ou artística”.
As Nações Unidas propuseram o ano de 2003 como data de início da Década da alfabetização, liderada pela UNESCO.
Os Objetivos do Desenvolvimento do Milênio, que marcam a capacidade da leitura e da escritura como um requisito básico para o exercício pleno da cidadania e como elemento fundador das sociedades contemporâneas.
A Lei Geral de Educação que estabelece como um de seus fins “o conhecimento, a preservação e o fomento da herança cultural, lingüística e espiritual da comunidade nacional”.
A Lei 24/91 de Fomento do Livro, que em seu artigo 1º, inciso B estabelece que se fomentará o hábito da leitura e a conscientização da função insubstituível que cumpre o livro e outras formas de comunicação.

Contexto
A perda do hábito e o prazer da leitura ou o nulo acesso à oportunidade de descobrir as possibilidades do livro
O analfabetismo funcional
Os resultados das avaliações nacionais do SNEPE
Cultura paraguaia caracterizada pela oralidade
Falta de iniciativas públicas de fomento ao acesso ao livro
Falta do resgate escrito das manifestações literárias orais de nossos antepassados
Marcada heterogeneidade social que requer a elaboração de planos de leitura que levem em conta as identidades múltiplas de nosso país

Ações
Este Plano pretende promover iniciativas criativas nas instituições educativas para fazer da leitura um ato cotidiano, prazeroso e reconfortante. Busca reunir esforços interinstitucionais dirigidos à promoção da leitura como um valor em si, pelo prazer; e também como veículo de exercício dos direitos dos cidadãos, de acesso a maiores níveis educativos, de uso e aproveitamento dos avanços científicos e tecnológicos e, em geral, do melhoramento da vida em comunidade.
Por isso, o esforço não se circunscreve ao âmbito da educação formal; se estende aos setores do âmbito social em que existe confluência de pessoas; nos quais se pretende colocar em prática várias estratégias de promoção e fomento à leitura em espaços convencionais e alternativos e impulsionar dessa maneira o crescimento cultural dos indivíduos e povos.

Planos de Livro e Leitura – avaliação de projetos Nacionais e perspectivas de Leave a comment Nenhum Comentário »

Ernesto Martínez
Presidente
Câmara Boliviana Do Livro
BOLÍVIA

Diferentemente de outros países, a Bolívia ainda não conta com um Plano Nacional do Livro e Leitura explícito e formalizado. Ainda que os setores envolvidos tenham estabelecido as bases para sua elaboração, o processo ainda não foi completado. Este “vazio” tem sido preenchido, com diversos níveis de êxito, por variados programas e projetos tanto a partir do Estado como da Sociedade Civil. Alguns têm vários anos de existência e outros foram implementados a partir do Ano Ibero-americano da Leitura em 2005. Este documento visa, além de identificar estes programas e projetos, estabelecer as diretrizes essenciais que devem servir de base para a elaboração do Plano Nacional de Livro e Leitura na Bolívia tomando em conta o acelerado processo descentralizador que vive nosso país.

Conferência Magistral: Livro e Leitura na diversidade cultural Leave a comment Nenhum Comentário »

Rodolfo Ernesto Bolaños Sierra
Presidente
Conselho Nacional Do Livro de Guatemala
GUATEMALA

Nas sociedades multiculturais a aplicação de politicas públicas de livro e leitura devem ser formuladas a partir da perspectiva da diversidade cultura, é por intermédio desta que seus eixos e indicadores de interculturalidade, de multilinguísmo, de eqüidade étnica e de gênero sobresaem. Como fazê-lo? Nesta conferência observaremos como foram realizados processos de construção de políticas de livro e leitura a partir de sociedade culturalmente diversas.

Conferência Magistral: “Desafios da leitura e da escrita na America Latina” Leave a comment Nenhum Comentário »

Mempo Giardinelli
Presidente
Fundaçao Mempo Giardinelli
Argentina

Uma reflexão sobre como a boa literatura é o caminho idôneo para promoção da leitura; sobre a importância das bibliotecas e das melhores estratégias possiveis para estimular o desejo de ler. Produto de mais de 20 anos de trabalho, consciente da importância e necessidade de uma política de leitura como nossos paises hoje necessitam, o autor recorre à suas experiências de leitura pessoais, como todo escritor tem, e as combina com as de inteção e objeto educativo, como forma de contribuição para definir uma politica de estado. Ou seja, a coordenação organizada e harmônica de estratégias de leitura consensuadas que ajudem a elevar intelectualmente os nossos povos; diagramar um programa politico-pedagógico a tal efeito que alcancem, num periodo deteminado, fazer de um país uma nação de leitores

Seminário Planos Nacionais de Livro e Leitura no Mercosul Leave a comment 2 Comentários »

O Mercosul tem uma longa tradição em feiras de livro, com destaque para as feiras de Buenos Aires, Porto Alegre e Santiago, que, entre outras menores, são de fundamental importância à promoção do livro e leitura. Nesse sentido, esta iniciativa objetiva estabelecer uma rede de feiras de livro integrada entre os países do Mercosul, sistematizando ações que já acontecem de maneira pontual e harmonizando iniciativas futuras. Com isso, pretende-se fortalecer os vínculos culturais da região a partir do compartilhamento de experiências e informações com vistas, sobretudo, à difusão da prática leitora.
O I Seminário Planos Nacionais de Livro e Leitura no Mercosul foi realizado em 2006 e contou com a participação de países da América do Sul. A iniciativa foi apresentada pelo Brasil no âmbito da reunião de ministros do bloco econômico, para que fosse incorporada à agenda de eventos do Mercosul Cultural e se tornasse uma ação perene, com a participação conjunta de todos os países tanto na formulação quanto na articulação do evento.
Atualmente, o Brasil está articulando o II Seminário Planos Nacionais de Livro e Leitura no Mercosul, que por meio de um formato inovador, pensado a partir da idéia de máxima interação entre os interessados, visa a um maior engajamento da sociedade civil nas questões tratadas.
O II Seminário Planos Nacionais de Livro e Leitura no Mercosul será co-realizado por Brasil e Chile e ocorrerá nos dias 26 e 27 de outubro de 2007, no período de intersecção da 53a Feira de Livro de Porto Alegre, que ocorre entre os dias 26 de outubro a 11 de novembro, e a 27ª Feira Internacional de Livro de Santiago, que se estende de 23 de outubro a 4 de novembro. Os debates serão transmitidos ao vivo por videoconferência e pela internet, no sítio do MinC. Para que haja um estímulo maior à discussão, tem-se como importante ferramenta este blog, que fomentará o debate dos tópicos propostos para as mesas previamente à realização do evento.
Através do blog, o MinC disponibilizará um chat em que as pessoas poderão acessar as discussões, fazendo suas considerações e/ou perguntas aos debatedores durante a realização das mesas, que serão transmitidas em tempo real. A proposta é colocar, ao lado das mesas, uma tela onde será possível acompanhar as participações via chat no momento em que os palestrantes estiverem debatendo. Ou seja, trata-se de uma iniciativa inovadora que envolve a um só tempo duas diretrizes chaves da política cultural do MinC: cultura digital e inclusão social.

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