Por dentro do Ministério

Prêmio Marcantonio Vilaça para as Artes Plásticas

Exposição dos cinco artistas vencedores da premiação
O Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, dá início ao calendário de exposições de 2006. A partir do dia 13 de fevereiro cinco vencedores da 1ª edição do Prêmio CNI-SESI Marcantonio Vilaça para as Artes Plásticas estarão expondo suas obras inéditas nas salas Bernardelli, Ubi Bava, Chaves Pinheiro, Lebreton e Galeria Rodrigo Mello Franco. A mostra ficará no museu até 29 de março.

Dentre os 927 inscritos e os 30 selecionados foram premiados os seguintes artistas: Lucia Koch, Marilá Dardot, Paula Trope, Renata Lucas e Thiago Rocha Pitta. O júri da primeira seleção contou com os curadores Lisette Lagnado (São Paulo), Marcus Lontra (Rio de Janeiro) e Rodrigo Moura (Minas Gerais). A escolha dos cinco finalistas ficou por conta do júri formado por Moacir dos Anjos (Pernambuco), Paulo Herkenhoff (Rio de Janeiro) e Paulo Reis (Paraná).

Patrocinado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pelo Serviço Social da Indústria (SESI), o Prêmio concede bolsas de trabalho no valor de R$ 150 mil - R$ 30 mil para cada um dos cinco premiados -, mas não se limita apenas a esse apoio financeiro. Com periodicidade bienal, inova ao proporcionar ainda o acompanhamento do artista por um crítico ou curador durante o primeiro ano de trabalho.

'Trata-se, portanto, de uma iniciativa de vanguarda, pois apóia o artista não apenas na produção de seu trabalho, mas também em seu acompanhamento crítico e na divulgação e documentação de sua obra, além de buscar o fortalecimento dos acervos públicos do Brasil', afirma Celso Fioravante, consultor técnico do prêmio.

A segunda edição será lançada em abril de 2006, durante a quarta etapa da itinerância da exposição, que acontecerá em Porto Alegre. As inscrições ficarão abertas de abril até julho. A divulgação dos premiados está prevista para acontecer em 30 de agosto no Recife, cidade-natal de Marcantonio Vilaça, no dia em que o galerista completaria 44 anos de idade.

Mais informações podem ser obtidas com a Gerência de Cultura da CNI (SBN Quadra 1 Bloco C, Edifício Roberto Simonsen, 10° andar, Brasília/DF, CEP 70040-903); no site www.sesi.org.br e email premioartesplasticas@sesi.org.br.


Marcantonio Vilaça

O Prêmio presta uma homenagem ao galerista e colecionador Marcantonio Vilaça (1962-2000), que foi o grande responsável pela projeção internacional da arte contemporânea brasileira nos anos 90.

Nasceu no Recife (PE), em 30 de agosto de 1962, filho de Maria do Carmo e Marcos Vinicios Vilaça. Na infância, teve despertado seu interesse pelas artes plásticas ao freqüentar a Escolinha de Arte dos irmãos Augusto e Abelardo Rodrigues. Nos anos 70, ainda adolescente, adquiriu a sua primeira obra de arte: uma xilogravura do mestre pernambucano Gilvan Samico. A última obra de sua coleção foi o vídeo 'Dream', do artista inglês Hadrian Pigott, adquirida em 1999.

Em 1976, Marcantonio Vilaça transferiu-se para Brasília, onde concluiu seus estudos secundários e iniciou, na Universidade de Brasília, o curso de Direito (que viria a concluir na Universidade Mackenzie, em São Paulo, para onde se transferiu em 1980).

Em 1990, já era o galerista da família, à frente da galeria Pasárgada Arte Contemporânea, no Recife, fundada com a irmã Taciana Cecília Vilaça Bezerra, que exibia fora do eixo Rio-São Paulo os bem-sucedidos nomes da geração 80 das artes plásticas brasileiras.

Em maio de 1992, com a sócia Karla Meneghel, inaugurou em São Paulo a galeria Camargo Vilaça, que acabou se tornando a mais importante referência para a arte brasileira nos anos 90. Com ela, Marcantonio viabilizou a projeção internacional da arte contemporânea brasileira, tornando-a um produto de exportação. Segundo o crítico e curador Paulo Herkenhoff, Marcantonio era 'a voz mais autorizada do mercado de arte da América Latina'.


Os artistas premiados

A imagem '/documents/10883/38605/Montagem_1138820114.jpg/6ef61adc-42af-440c-9ce1-366880339e3d?t=1364338800682' contém erros e não pode ser exibida.

Lucia Koch realiza uma pesquisa visual fundada na plasticidade da luz, vista como matéria que constitui e aciona novos entendimentos do espaço real. Em sua pesquisa fotográfica, trabalha com a subversão das escalas e revela uma fina e imperceptível arquitetura de objetos cotidianos. Lucia foi acompanhada por Moacir dos Anjos, diretor do Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães, do Recife, e apresenta as instalações Casa do Alberto, Casa do Leo e Casa da Glória, sobre atuações no JAMAC.

Marilá Dardot demonstra em seus trabalhos uma forte capacidade de articular os meios eletrônicos e os tradicionais para a construção de uma poética da palavra, desde a sua estrutura semântica até as filigranas dos significados. Marilá foi acompanhada pelo crítico e curador independente Ivo Mesquita e apresenta a instalação de 322 gravuras (ink jet print) Rayuela, baseada no livro O Jogo de Amarelinha, de Julio Cortazar.

Paula Trope propõe uma produção artística num quadro de relações de alteridade, por meio de fotografias e vídeos fundamentados em opções estéticas e políticas. Sua arte funciona como um processo de negociação social que possibilita a emergência da individualidade do sujeito de determinados segmentos da sociedade, em geral os excluídos. Paula foi acompanhada por Paulo Herkenhoff, diretor do MNBA, e apresenta fotografias da série Os Meninos do Morrinho (2004/05), realizada em colaboração com crianças e adolescentes carentes.

Renata Lucas apresenta em sua pesquisa, informada pela tradição construtiva brasileira, o defrontar-se com a arquitetura dos espaços, sejam de exposição, sejam urbanos, ativando assim desde a constituição topográfica desses espaços até um olhar crítico sobre as estruturas institucionais e sobre os espaços que nos cercam. Renata foi acompanhada por Lorenzo Mammi, diretor do Centro Universitário Mariantonia (USP). A artista ainda não definiu a obra que apresentará.

Thiago Rocha Pitta traz em seu projeto poético, dirigido para a experimentação com diversas linguagens, uma articulação de conceitos filosóficos, sinalizada pela discussão do sublime, e uma interpretação cultural da natureza. Nascido em 1980, é o mais jovem dos artistas premiados. Thiago foi acompanhado pelo crítico Paulo Sérgio Duarte, curador da V Bienal do Mercosul (2005). Apresenta no MNBA o vídeo Ponte Aérea com Tempo Rodoviário (2005) e aquarelas inéditas.

Contato dos artistas:

Lucia Koch: Lucia@comum.com - tel. (11) 3083-2112 e 8323-1181
Marilá Dardot: mariladardot@uol.com.br - tel. (31) 32278687 e (31) 8825 4637.
Paula Trope: paulatrope@uol.com.br - tel (21) 2224-7088 e 2259-8273
Renata Lucas: Renata_Lucas@hotmail.com - tel. (11) 3667-4916 e 9638-7587
Thiago Rocha Pitta: ctonce@bol.com.br - tel. (11) 2221-8672 e 8106-8456

Informações: produtor Celso Fioravante: (11) 3259-0373 e (21) 8196-7558

Visitação: Terça a sexta, das 10h às 18h; sábados, domingos e feriados: das 14h às 18h. Aos domingos a entrada é franca.

Visitas Gratuitas

Até o dia 28 de fevereiro, o público visitante poderá conhecer, gratuitamente, algumas das maravilhosas peças e obras que fazem parte do acervo do MNBA. Elas estão distribuídas em cinco exposições permanentes: Sala do Barroco Italiano; Galeria Nacional dos Séculos XVII, XVIII e XIX; Galerias de Moldagens I e II; Louis Eugène Boudin na Coleção dos Barões de São Joaquim; e O Melhor do Impressionismo.

Todas as quintas-feiras, às 12h30, também tem o projeto Música no Museu. As apresentações acontecem no Cine-Teatro Belas Artes, com entrada franca e distribuição de senhas a partir das 11h30. O Museu conta, ainda, com o Café Belas Artes, na Galeria de Moldagens, que fica aberto durante o horário de expediente e serve almoço a partir das 12h.

O Museu Nacional de Belas Artes está localizado no centro histórico da cidade do Rio de Janeiro, à Av. Rio Branco, nº 199. Mas, tendo em vista a execução de obras de recuperação do prédio, a entrada está sendo feita pelos portões que dão para a rua Araújo Porto Alegre.

Outras informações: (21) 2240-0068 ou no site www.mnba.gov.br.

Informações à imprensa: (21) 2240-0068, ramal 18.


(Fontes: Ascom/MNBA e site do Iphan)