I Seminário Nacional das Culturas Populares – de 23 a 26 de fevereiro de 2005
| Artista | Descrição | |
| 23 de fevereiro | ||
| Orquestra Nzinga de Berimbaus |
O Seminário foi aberto, às 18h30, com a Orquestra Nzinga de Berimbaus, que se apresentou na área externa da Sala Cássia Eller, na Funarte. A Orquestra Nzinga de Berimbaus é uma inovação dentro do universo da capoeira angola, fazendo parte do conjunto de atividades de pesquisa e educação desenvolvidas pelo Instituto Nzinga de Capoeira Angola. São cerca de 20 pessoas reunidas para reproduzir os toques clássicos da capoeira e para extrapolar sua musicalidade, usando estes toques como referência para uma série de intervenções e brincadeiras rítmicas, e também estabelecendo elos com outras tradições africanas no Brasil, como candomblé, o tambor de crioula, o bumba-meu-boi, o jongo e o maracatu. |
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| Noite de violas |
À noite, no primeiro dia do Seminário, Violas e Violeiros encantarão o público. Como uma das tradições mais enraizadas no País, as Violas abrem a semana de debates, mostrando a beleza e a força da cultura popular. A Viola Nordestina, a Viola de Cocho e a Viola Caipira povoarão de música a Sala Plínio Marcos da Funarte. |
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| Badia Medeiros | É artista formado pela tradição popular. Desde sua infância convive com as mais diversas manifestações populares do sertão brasileiro, em especial, o mineiro. Violeiro e compositor, Badia é guia de Folia do Divino, da Folia de Reis e exímio dançador de catira e lundu. Sua arte apresenta genuína expressão de nosso povo interiorano. | |
| Daniel de Paula | Matogrossense natural de Tangará da Serra é graduado em música pela Universidade Federal do Mato Grosso, com especialização em Antropologia. Desenvolve pesquisa etnomusical sobre a Viola de Cocho (instrumento típico da região) e sua dinâmica. É também sócio-fundador do Grupo Musical Cururucuias, que objetiva a valorização e incentivo das manifestações autóctones do Estado de Mato Grosso por meio da música. | |
| Ivan Vilela |
Ivan Vilela é mineiro, formado em Composição pela Unicamp. Sua obra é extensa e inclui trilhas sonoras para filmes e peças de teatro e pesquisa sobre manifestações da cultura popular em Minas Gerais. Tem a Viola Caipira como principal elemento de seu trabalho como arranjador e instrumentista, tendo já gravado diversos Cds com importantes músicos brasileiros e estrangeiros. |
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| Ivanildo Vilanova |
Profissional da cantoria desde 1963, Ivanildo é hoje um dos maiores repentistas brasileiros. Já participou mais de 500 congressos, noitadas e torneios de cantadores. É produtor do Congresso de Cantadores do Recife, Festival Nacional de Repentistas de Caruaru, sua cidade de origem, e outros grandes encontros de violeiros, cantadores e repentistas. Entre vinil, CDs e participações em discos de festivais tem mais de 30. Mora em Campina Grande, Paraíba, capital dos repentistas e dos cantadores e leva na bagagem uma carreira de sucesso. |
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| Oliveira de Panelas |
O repentista, poeta, cordelista e cantador Oliveira de Panelas nasceu na cidade de Panelas, no agreste pernambucano, e foi para João Pessoa em 1976. Já participou de mais de 280 congressos de cantoria, publicou 14 livros e escreveu diversos cordéis. Respeitado poeta repentista, já tem gravados 11 discos e 14 Cds. |
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| Roberto Corrêa |
Roberto Correa é um músico reconhecido internacionalmente por seu trabalho com a Viola Caipira e com a Viola de Cocho (instrumento típico do Mato Grosso). Sua obra está fundada em sérias e profundas pesquisas sobre as tradições musicais do interior do Brasil e inclui a publicação de diversos trabalhos e a gravação de discos solos e de parcerias com importantes nomes da musica brasileira. |
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| Severino Dias de Moura |
Com seus 77 anos é artesão de mão cheia, S. Severino gosta mesmo é de fazer a Viola de Cocho. Por muito fazer acabou também por tocar a Viola. Estará apresentando um pouco de sua cantoria no instrumento em que aprendeu a desenvolver sua arte, que é a Viola. |
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| 24 de fevereiro | ||
| Manifesto 1º Passo | O segundo dia de seminário (24/02) será encerrado com a apresentação do projeto mineiro ‘Manifesto 1o Passo’, resultado da reunião dos grupos NUC, de rap, Meninas de Sinhá, de resgate e difusão de cantigas de roda, Capoeirarte Brasil e do trio de samba Senzala. Criado em 2000, o projeto aposta na mescla de ritmos para contribuir para a articulação de grupos culturais e sociais da comunidade. O projeto também inclui a capacitação de jovens por meio de palestras e oficinas realizadas no Centro Multiculturalismo Comunitário, um espaço criado a partir de uma parceria do NUC com o Centro de Ação Comunitária do Vera Cruz. |
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| Coral Ñande Mbaraete (Resistência Guarani) | O Canto dos Guarani 500 anos de Resistência Cultural O Coral Ñande Mbaraete, que significa Resistência Guarani, vai realizar o pré-lançamento do CD Ñande Arandu Pyguá – Memória Viva Guarani, durante a realização do Seminário, no dia 24. O coral é composto de 40 pessoas, entre meninos e meninas com idade entre 12 a 16 anos e músicos adultos. Os instrumentos utilizados são o mbaraka mirim (chocalho), o anguapu (tambor), o mbaraka guaxu (violão com afinação guarani) e a rawé (rabeca com afinação guarani). O novo CD foi gravado em novembro de 2002, na aldeia Krukutu, São Paulo, em um estúdio móvel montado na Opy (casa de reza guarani). Inclui também temas gravados em dezembro de 2000 na aldeia Rio Silveira, São Sebastião (SP) e na aldeia Tenondé Porã, (SP). É o segundo CD gravado pelo movimento Memória Viva Guarani que atualmente reúne 11 aldeias articuladas em torno do Instituto Teko Arandu. O Instituto Teko Arandu é uma entidade indígena guarani organizada em 1999 por lideranças de várias aldeias dos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Dedica-se à divulgação da cultura guarani e à defesa dos interesses indígenas. O CD foi gravado por 220 crianças e jovens das aldeias guarani Krukutu, Tenondé Porã, Tekoa Pyau, Sapukai, Boa Vista, Rio Slveira, Itaoca, Rio Brnco, Piaçaguera, Pindo ty e Peguao ty. |
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| 25 de fevereiro | ||
| Carimbó Raízes da Terra | O grupo Carimbó Raízes da Terra é formado por oito cantadores e seis pares de dançarinos e dançarinas. O grupo é da cidade de Marapanim, destacando-se pela expressão rítmica e melódica do Carimbo (pau e corda). As músicas são de autoria dos próprios componentes e seu símbolo é o Saratu, caranguejo vermelho que vive no mangue. O nome Carimbó aplica-se tanto à dança como à música, e tem este nome por causa do instrumento de percursão usado na dança, um tipo de tambor que se chama Carimbó. Com roupas coloridas, o grupo promove uma Dança de Roda, onde homens e mulheres dançam em pares durante algum tempo e num determinado momento se separam acontecendo a chamada Dança de Solistas (dançam sozinhos) . |
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| Grupo de Chula Os Gaúchos | O Conjunto de Folclore Internacional ‘Os Gaúchos’, do Rio Grande do Sul, completou 45 anos em 2004 e é formado por cerca de 35 músicos e dançarinos. Tem por principal objetivo a divulgação da arte folclórica do povo gaúcho através da música e da dança. Entre as principais danças apresentadas estão: Pezinho, Chimarrita Balão, Chimarrita Simples, Anu, Tatu de Volta no Meio, Tirana do Lenço, Tatu Novo, Chote das Duas Damas, Chote de Carreirinha, Rancheira de Carreirinha, Balaio. Em Brasília o grupo apresentará as Danças dos Facões, Chula e Malambo (dos pampas uruguaio e argentino). Serão quatro homens dançando e três tocando os seguintes instrumentos: acordeão, violão, bombo (percussão). |
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| Roda de Capoeira – Grupo de Capoeira Nizinga | O Grupo Nzinga de Capoeira Angola teve seu início em São Paulo há 10 anos, sob a liderança da contramestre Janja (Rosângela Costa Araújo). Desde então, passou a ser também integrado pela contramestre Paulinha (Paula Cristina da Silva Barreto) e pelo contramestre Poloca (Paulo Roberto Guimarães Barreto), construindo uma sólida reputação entre os capoeiristas angoleiros. Em Brasília, o Grupo existe desde 2001, sob a coordenação de Haroldo Guimarães, o Paulista, onde desenvolve seus treinos, rodas, oficinas, eventos culturais e artísticos. Sua composição é diversa, integrando trabalhadores, estudantes, crianças, mulheres, homens, negros e brancos. O objetivo principal do Grupo Nzinga é dar continuidade à tradição de Mestre Pastinha, a grande referência da Capoeira Angola. |
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| 26 de fevereiro | ||
| Naná Vasconcelos |
O encerramento do Seminário Nacional das Culturas Populares contará com a presença do percussionista pernambucano Naná Vasconcelos, com o show "O Bater do Coração". Nele, o artista mostra ao público as diversas e infinitas possibilidades de encontro entre a música, os sons e a natureza. Naná Vasconcelos tem uma trajetória profissional única. A originalidade e a qualidade de seu trabalho, que tem no berimbau sua base, são mais que reconhecidas e apreciadas mundo afora. |
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| Boi da Fé em Deus |
O Boi da Fé em Deus, do sotaque de zabumba, também conhecido como sotaque de Guimarães, há 73 anos faz parte do elenco de brincadeiras que colorem e enriquecem a cultura popular maranhense. O grupo foi fundado por Laurentino Araújo no Monte Castelo, passando depois a sua sede para o bairro da Fé em Deus, onde permanece até hoje, sob a responsabilidade de Dona Therezinha Jansen. |
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