Seminário de Culturas Populares
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A cultura popular é a expressão mais legítima e espontânea de um povo. Ao mesmo tempo em que carrega em si elementos fundadores de uma cultura, resulta de um constante processo de transformações, assimilações e misturas. Ao assumir e reconhecer sua fundamental importância para a construção de uma identidade nacional que compreenda toda a diversidade das manifestações culturais do Brasil, o Governo Federal dá um passo importante em direção ao fortalecimento de uma consciência cidadã no país. É com esse espírito que a Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural, do Ministério da Cultura, por meio da Fundação Cultural Palmares e do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, por meio do Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular, e a Secretaria de Políticas Culturais (MinC) , realizaram o I Seminário Nacional das Culturas Populares, que aconteceu nos dias 23 a 26 de fevereiro, no Complexo Cultural Funarte em Brasília. Essa iniciativa é fruto de um diálogo do Ministério da Cultura com segmentos da sociedade civil, constituídos pelo Fórum Permanente das Culturas Populares de São Paulo e o Fórum de Culturas Populares, Indígenas e Patrimônio Imaterial do Rio de Janeiro, que se quer ampliar por todo o território brasileiro, propiciando a discussão em busca de modos de atuação e políticas que fortaleçam a pluralidade brasileira. O Seminário teve por finalidade contribuir para o processo de formulação de políticas públicas para as culturas populares envolvendo seus diferentes protagonistas e gestores, de forma a estimular um debate nacional mais amplo sobre a situação atual das ações destinadas ao reconhecimento e fomento das atividades artísticas e culturais compreendidas como Culturas Populares. A programação do evento incluiu palestras e oficinas, a exposição ‘Da cabaça, o Brasil: natureza, cultura, diversidade’, além de espetáculos de música e dança com artistas de todo o Brasil |
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| Horário | Evento | Local |
| 23 de fevereiro | ||
| 19:00h |
Orquestra Nzinga de Berimbaus Abrindo o Seminário em grande estilo, a Orquestra se apresentará na área externa da Sala Cássia Eller, no Complexo Cultural Funarte. A Orquestra Nzinga de Berimbaus é uma inovação dentro do universo da capoeira angola, fazendo parte do conjunto de atividades de pesquisa e educação desenvolvidas pelo Instituto Nzinga de Capoeira Angola. São cerca de 20 pessoas reunidas para reproduzir os toques clássicos da capoeira e para extrapolar sua musicalidade, usando estes toques como referência para uma série de intervenções e brincadeiras rítmicas, e também estabelecendo elos com outras tradições africanas no Brasil, como candomblé, o tambor de crioula, o bumba-meu-boi, o jongo e o maracatu. Em seguida tem início a Mesa de abertura |
Sala Plínio Marcos |
| 19:40h |
Abertura Oficial Secretário da Identidade e da Diversidade Cultural, Sérgio Mamberti |
Sala Plínio Marcos |
| 20:00h |
Conferência Inaugural Diversidade Cultural e Biodiversidade |
Sala Plínio Marcos |
| 21:00h |
Noite das Violas A primeira noite do Seminário será de Violas e Violeiros. Como uma das tradições mais enraizadas no País, as Violas abrem a semana de debates, mostrando a beleza e a força da cultura popular. A viola nordestina, a viola de cocho e a viola caipira povoarão de música a Sala Plínio Marcos da Funarte. Viola Nordestina Ivanildo Vila Nova Profissional da cantoria desde 1963, Ivanildo é hoje um dos maiores repentistas brasileiros. Já disputou mais de 500 congressos, noitadas e torneios de cantadores. É produtor do Congresso de Cantadores do Recife, Festival Nacional de Repentistas de Caruaru, sua cidade de origem, e outros grandes encontros de violeiros, cantadores e repentistas. Entre vinil, CDs e participações em discos de festivais tem mais de 30. Mora em Campina Grande, Paraíba, capital dos repentistas e dos cantadores e leva na bagagem uma carreira de sucesso. Oliveira de Panelas O repentista, poeta, cordelista e cantador Oliveira de Panelas nasceu na cidade de Panelas, no agreste pernambucano, e foi para João Pessoa em 1976. Já participou de mais de 280 congressos de cantoria, publicou 14 livros e escreveu diversos cordéis. Respeitado poeta repentista, já tem gravados 11 discos e 14 Cds. Viola de Cocho Daniel de Paula Matogrossense natural de Tangará da Serra é graduado em música pela Universidade Federal do Mato Grosso, com especialização em Antropologia. Desenvolve pesquisa etnomusical sobre a Viola de Cocho (instrumento típico da região) e sua dinâmica. É também sócio-fundador do Grupo Musical Cururucuias, que objetiva a valorização e incentivo das manifestações autóctones do Estado de Mato Grosso por meio da música. Severino de Moura Com seus 77 anos e artesão de mão cheia, S. Severino gosta mesmo é de fazer a Viola de Cocho. Por muito fazer acabou também por tocar a Viola. Estará apresentando um pouco de sua cantoria no instrumento em que aprendeu a desenvolver sua arte, que é a Viola. Viola Caipira Badia Medeiros É artista formado pela tradição popular. Desde sua infância convive com as mais diversas manifestações populares do sertão brasileiro, em especial, o mineiro. Violeiro e compositor, Badia é guia de Folia do Divino, da Folia de Reis e exímio dançador de catira e lundu. Sua arte apresenta genuína expressão de nosso povo interiorano. Ivan Vilela Ivan Vilela é mineiro, formado em Composição pela Unicamp. Sua obra é extensa e inclui trilhas sonoras para filmes e peças de teatro e pesquisa sobre manifestações da cultura popular em Minas Gerais. Tem a Viola Caipira como principal elemento de seu trabalho como arranjador e instrumentista, tendo já gravado diversos Cds com importantes músicos brasileiros e estrangeiros. Roberto Correia Roberto Correa é um músico reconhecido internacionalmente por seu trabalho com a Viola Caipira e com a Viola de Cocho (instrumento típico do Mato Grosso). Sua obra está fundada em sérias e profundas pesquisas sobre as tradições musicais do interior do Brasil e inclui a publicação de diversos trabalhos e a gravação de discos solos e de parcerias com importantes nomes da musica brasileira. |
Sala Plínio Marcos |
| 24 de fevereiro | ||
| 9:00h | Painel 1: Cultura e a Invenção do Popular no Brasil Discorrer sobre o universo do folclore/cultura popular no Brasil tendo em vista a constituição do campo e a atuação de grupos/organismos diversos, a partir da construção dos conceitos de folclore, cultura popular e cultura de massa, e os diferentes marcos regulatórios – documentos, organismos, legislação – criados na segunda metade do século XX para o trato das culturas populares. Prof. Dr. José Jorge Carvalho Profª Dra. Maria Laura Viveiros de Castro Cavalcanti Mediadora: Profª Dra. Elizabeth Travassos |
Sala Plínio Marcos |
| 12:00h | Território livre | Sala Cássia Eller |
| 14:00h | Painel 2: Formas de Preservação dos Saberes e Modo de Fazer: a voz das culturas populares Provocar a reflexão e o debate a partir de depoimentos de mestres, lideranças e agentes sociais de diferentes expressões artísticas e culturais, buscando um amplo panorama de suas vivências, problemas e expectativas, especialmente em relação ao desenvolvimento de políticas públicas para as culturas populares. Mestre Ferreira Sr. João Batista da Luz Sr. Benke Ashanninka Sr. José Silva Diniz Dona Teté Mestre Eugênio Sra. Maria Lucinelma Sr. Jurandir Dario Sra. Marliete Rodrigues da Silva Mediador: Sr. Hamilton Faria |
Sala Plínio Marcos |
| 19:00h | Mesa: Culturas Populares e as Novas Gerações Urbanas Sr. Bráulio Tavares Escritor e compositor. Pesquisador de literatura de cordel e de cantoria de viola nordestina. |
Sala Plínio Marcos |
| 21:00h |
Show Show Manifesto 1º Passo |
Sala Plínio Marcos |
| 25 de fevereiro | ||
| 9:00h | Painel 3: Cultura, Circuito de Difusão e Mercado Situar os diferentes circuitos de difusão e consumo – tradicionais, mediativos, e de massa – das múltiplas expressões das culturas populares, discutindo as cadeias produtivas que refletem interesses diversos e a legitimidade dessas esferas: agentes diretos; mediadores que atuam na formação de opinião, na construção da memória e na produção do conhecimento; produtores da indústria cultural e do entretenimento, e o papel do Estado. Sr. Danilo Santos de Miranda Prof. Dr. Osvaldo Trigueiro Prof. Dr. Carlos Sandroni Mediador: Sr. Ruy César |
Sala Plínio Marcos |
| 12:00h | Território livre | Sala Cássia Eller |
| Roda de Capoeira com o Grupo de Capoeira Nizinga | ||
| 14:00h | Painel 4: Educação para a Diversidade Discutir a incorporação da diversidade cultural como instância legítima de saberes, crenças e valores, aos processos educacionais da sociedade brasileira. Prof. Dr. Pedro Garcia Prof. Dr. Sebastião Rocha Mediadora: Profª Dra. Lígia Segala |
Sala Plínio Marcos |
| 21:00h |
Show Carimbó Raízes da Terra Grupo de Chula Os Gaúchos |
Sala Plínio Marcos |
| 26 de fevereiro | ||
| 9:00h | Painel 5: O Estado e as Culturas Populares Apresentar e discutir princípios e meios que pautam a atuação do Estado brasileiro no campo das culturas populares, considerando: as demandas sociais contemporâneas que se impõem; o processo de inclusão efetiva para o desenvolvimento social pleno que se almeja; os planos do simbólico, da cidadania e da economia; a articulação ampla das políticas públicas interministeriais nas diferentes esferas; os indivíduos e organismos da sociedade civil. Sr. Sergio Mamberti Sr. Célio Roberto Turino de Miranda Sr. Sérgio Luiz de Carvalho Xavier Sr. Antonio Augusto Arantes Sr. Antônio Grassi Sr. Ubiratan Castro de Araújo Mediador: Sr. Ricardo Lima |
Sala Plínio Marcos |
| 14:00h | Painel 5: Continuação mais Plenária | Sala Plínio Marcos |
| 19:00h |
Show de encerramento Nana Vasconcellos: O Bater do Coração Bumba Meu Boi Fé em Deus |
Sala Plínio Marcos |
Participação do Leitor
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