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quarta-feira, 23 de maio de 2012 RSS Ouvidoria Fale com o Ministério
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Programação

Seminário de Culturas Populares

A cultura popular é a expressão mais legítima e espontânea de um povo. Ao mesmo tempo em que carrega em si elementos fundadores de uma cultura, resulta de um constante processo de transformações, assimilações e misturas. Ao assumir e reconhecer sua fundamental importância para a construção de uma identidade nacional que compreenda toda a diversidade das manifestações culturais do Brasil, o Governo Federal dá um passo importante em direção ao fortalecimento de uma consciência cidadã no país.

É com esse espírito que a Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural, do Ministério da Cultura, por meio da Fundação Cultural Palmares e do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, por meio do Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular, e a Secretaria de Políticas Culturais (MinC) , realizaram o I Seminário Nacional das Culturas Populares, que aconteceu nos dias 23 a 26 de fevereiro, no Complexo Cultural Funarte em Brasília.

Essa iniciativa é fruto de um diálogo do Ministério da Cultura com segmentos da sociedade civil, constituídos pelo Fórum Permanente das Culturas Populares de São Paulo e o Fórum de Culturas Populares, Indígenas e Patrimônio Imaterial do Rio de Janeiro, que se quer ampliar por todo o território brasileiro, propiciando a discussão em busca de modos de atuação e políticas que fortaleçam a pluralidade brasileira.

O Seminário teve por finalidade contribuir para o processo de formulação de políticas públicas para as culturas populares envolvendo seus diferentes protagonistas e gestores, de forma a estimular um debate nacional mais amplo sobre a situação atual das ações destinadas ao reconhecimento e fomento das atividades artísticas e culturais compreendidas como Culturas Populares.

A programação do evento incluiu palestras e oficinas, a exposição ‘Da cabaça, o Brasil: natureza, cultura, diversidade’, além de espetáculos de música e dança com artistas de todo o Brasil

Horário Evento Local
23 de fevereiro
19:00h

Orquestra Nzinga de Berimbaus

Abrindo o Seminário em grande estilo, a Orquestra se apresentará na área externa da Sala Cássia Eller, no Complexo Cultural Funarte. A Orquestra Nzinga de Berimbaus é uma inovação dentro do universo da capoeira angola, fazendo parte do conjunto de atividades de pesquisa e educação desenvolvidas pelo Instituto Nzinga de Capoeira Angola. São cerca de 20 pessoas reunidas para reproduzir os toques clássicos da capoeira e para extrapolar sua musicalidade, usando estes toques como referência para uma série de intervenções e brincadeiras rítmicas, e também estabelecendo elos com outras tradições africanas no Brasil, como candomblé, o tambor de crioula, o bumba-meu-boi, o jongo e o maracatu.

Em seguida tem início a Mesa de abertura

Sala Plínio Marcos
19:40h

Abertura Oficial

Secretário da Identidade e da Diversidade Cultural, Sérgio Mamberti
Secretário Executivo do Ministério da Cultura, Juca Ferreira

Sala Plínio Marcos
20:00h

Conferência Inaugural

Diversidade Cultural e Biodiversidade
Exª Srª Ministra do Meio Ambiente, Marina Silva

Sala Plínio Marcos
21:00h

Noite das Violas

A primeira noite do Seminário será de Violas e Violeiros. Como uma das tradições mais enraizadas no País, as Violas abrem a semana de debates, mostrando a beleza e a força da cultura popular. A viola nordestina, a viola de cocho e a viola caipira povoarão de música a Sala Plínio Marcos da Funarte.

Viola Nordestina

Ivanildo Vila Nova

Profissional da cantoria desde 1963, Ivanildo é hoje um dos maiores repentistas brasileiros. Já disputou mais de 500 congressos, noitadas e torneios de cantadores. É produtor do Congresso de Cantadores do Recife, Festival Nacional de Repentistas de Caruaru, sua cidade de origem, e outros grandes encontros de violeiros, cantadores e repentistas. Entre vinil, CDs e participações em discos de festivais tem mais de 30. Mora em Campina Grande, Paraíba, capital dos repentistas e dos cantadores e leva na bagagem uma carreira de sucesso.

Oliveira de Panelas

O repentista, poeta, cordelista e cantador Oliveira de Panelas nasceu na cidade de Panelas, no agreste pernambucano, e foi para João Pessoa em 1976. Já participou de mais de 280 congressos de cantoria, publicou 14 livros e escreveu diversos cordéis. Respeitado poeta repentista, já tem gravados 11 discos e 14 Cds.

Viola de Cocho

Daniel de Paula

Matogrossense natural de Tangará da Serra é graduado em música pela Universidade Federal do Mato Grosso, com especialização em Antropologia. Desenvolve pesquisa etnomusical sobre a Viola de Cocho (instrumento típico da região) e sua dinâmica. É também sócio-fundador do Grupo Musical Cururucuias, que objetiva a valorização e incentivo das manifestações autóctones do Estado de Mato Grosso por meio da música.

Severino de Moura

Com seus 77 anos e artesão de mão cheia, S. Severino gosta mesmo é de fazer a Viola de Cocho. Por muito fazer acabou também por tocar a Viola. Estará apresentando um pouco de sua cantoria no instrumento em que aprendeu a desenvolver sua arte, que é a Viola.

Viola Caipira

Badia Medeiros

É artista formado pela tradição popular. Desde sua infância convive com as mais diversas manifestações populares do sertão brasileiro, em especial, o mineiro. Violeiro e compositor, Badia é guia de Folia do Divino, da Folia de Reis e exímio dançador de catira e lundu. Sua arte apresenta genuína expressão de nosso povo interiorano.

Ivan Vilela

Ivan Vilela é mineiro, formado em Composição pela Unicamp. Sua obra é extensa e inclui trilhas sonoras para filmes e peças de teatro e pesquisa sobre manifestações da cultura popular em Minas Gerais. Tem a Viola Caipira como principal elemento de seu trabalho como arranjador e instrumentista, tendo já gravado diversos Cds com importantes músicos brasileiros e estrangeiros.

Roberto Correia

Roberto Correa é um músico reconhecido internacionalmente por seu trabalho com a Viola Caipira e com a Viola de Cocho (instrumento típico do Mato Grosso). Sua obra está fundada em sérias e profundas pesquisas sobre as tradições musicais do interior do Brasil e inclui a publicação de diversos trabalhos e a gravação de discos solos e de parcerias com importantes nomes da musica brasileira.

Sala Plínio Marcos
24 de fevereiro
9:00h Painel 1: Cultura e a Invenção do Popular no Brasil
Discorrer sobre o universo do folclore/cultura popular no Brasil tendo em vista a constituição do campo e a atuação de grupos/organismos diversos, a partir da construção dos conceitos de folclore, cultura popular e cultura de massa, e os diferentes marcos regulatórios – documentos, organismos, legislação – criados na segunda metade do século XX para o trato das culturas populares.

Prof. Dr. José Jorge Carvalho
É professor de Antropologia da Universidade de Brasília e pesquisador do CNPq.

Profª Dra. Maria Laura Viveiros de Castro Cavalcanti
É professora adjunta do Departamento de Antropologia Cultural e da Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Federal do Rio de Janeiro e coordenadora do Programa de Pós Graduação em Sociologia e Antropologia (IFCS/UFRJ).

Mediadora: Profª Dra. Elizabeth Travassos
É Professora de Folclore e Etnomusicologia na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO).

Sala Plínio Marcos
12:00h Território livre Sala Cássia Eller
14:00h Painel 2: Formas de Preservação dos Saberes e Modo de Fazer: a voz das culturas populares
Provocar a reflexão e o debate a partir de depoimentos de mestres, lideranças e agentes sociais de diferentes expressões artísticas e culturais, buscando um amplo panorama de suas vivências, problemas e expectativas, especialmente em relação ao desenvolvimento de políticas públicas para as culturas populares.

Mestre Ferreira
Severino Ferreira da Silva é o Mestre Ferreira do Maracatu Rural, Ciranda, Forró e Rebeca (Casa de Rebeca), de Pernambuco.

Sr. João Batista da Luz
Mestre da Congada, de Minas Gerais.

Sr. Benke Ashanninka
É representante do conhecimento dos povos indígenas da região Amazônica.

Sr. José Silva Diniz
Representante da Folia-dos-Reis do Morro de Santa Marta, do Rio de Janeiro.

Dona Teté
Almerice da Silva Santos é Dona Teté, representante do Tambor de Crioula, Tambor de Mina e Cacuriá Divino Espírito Santo, do Maranhão.

Mestre Eugênio
Eugênio dos Santos é Mestre Eugênio da Casa do Fandango do Paraná.

Sra. Maria Lucinelma
É representante do Artesanato de Cuias do Pará.

Sr. Jurandir Dario
É representante de Comunidade Quilombola de Minas Gerais.

Sra. Marliete Rodrigues da Silva
É artesã e ceramista do Alto do Moua, Caruaru (PE).

Mediador: Sr. Hamilton Faria
Integra a equipe do Instituto Pólis, coordenando projeto de desenvolvimento cultural. É secretário-executivo do Fórum Intermunicipal de Cultura, é professor de Ciências Sociais da Faculdade de Artes Plásticas da FAAP, animador do chantier Desenvolver-se com Arte, da Aliança por um Mundo Responsável e Solidário e poeta.

Sala Plínio Marcos
19:00h Mesa: Culturas Populares e as Novas Gerações Urbanas
Sr. Bráulio Tavares
Escritor e compositor. Pesquisador de literatura de cordel e de cantoria de viola nordestina.
Sala Plínio Marcos
21:00h

Show
Lançamento do 1º CD do Coral Ñande Mbaraete – O Canto dos Guarani
O Coral Ñande Mbaraete, que significa Resistência Guarani, estará fazendo o pré-lançamento do CD Ñande Arandu Pyguá – Memória Viva Guarani, durante a realização do Seminário, no dia 24. O coral é composto de 40 pessoas, entre meninos e meninas com idade entre 12 a 16 anos e músicos adultos. Os instrumentos utilizados são o mbaraka mirim (chocalho), o anguapu (tambor), o mbaraka guaxu (violão com afinação guarani) e a rawé (rabeca com afinação guarani).

Show Manifesto 1º Passo
O projeto mineiro ‘Manifesto 1o Passo’ é resultado da reunião dos grupos NUC, de rap, Meninas de Sinhá, de resgate e difusão de cantigas de roda, Capoeirarte Brasil e do trio de samba Senzala. Criado em 2000, o projeto aposta na mescla de ritmos para contribuir para a articulação de grupos culturais e sociais da comunidade.

Sala Plínio Marcos
25 de fevereiro
9:00h Painel 3: Cultura, Circuito de Difusão e Mercado
Situar os diferentes circuitos de difusão e consumo – tradicionais, mediativos, e de massa – das múltiplas expressões das culturas populares, discutindo as cadeias produtivas que refletem interesses diversos e a legitimidade dessas esferas: agentes diretos; mediadores que atuam na formação de opinião, na construção da memória e na produção do conhecimento; produtores da indústria cultural e do entretenimento, e o papel do Estado.

Sr. Danilo Santos de Miranda
É diretor do Departamento Regional do SESC São Paulo; é vice-presidente continental da Federação Internacional de Esporte para Todos, membro da diretoria da Word Leisure Recreation Association e vice-presidente da Associação Latino-Americana de Lazer e Tempo Livre.

Prof. Dr. Osvaldo Trigueiro
É Professor Adjunto IV e Pesquisador do Departamento de Comunicação e Turismo da Universidade Federal da Paraíba / UFPB, graduado em Jornalismo pela Universidade Católica de Pernambuco, Mestre em Comunicação Rural pela Universidade Federal Rural de Pernambuco/UFRPE e Doutor em Ciências da Comunicação.

Prof. Dr. Carlos Sandroni
É professor-adjunto do Departamento de Música e no PPG em Antropologia na UFPE.

Mediador: Sr. Ruy César
Artista e educador, fundador da Escola e do Instituto Cultural Casa Via Magia, articulador do Mercado Cultural e do Fórum Cultural Mundial. É diretor do Centro de Desenvolvimento de Capacidades, com sede em Salvador, Bahia.

Sala Plínio Marcos
12:00h Território livre Sala Cássia Eller
Roda de Capoeira com o Grupo de Capoeira Nizinga
14:00h Painel 4: Educação para a Diversidade
Discutir a incorporação da diversidade cultural como instância legítima de saberes, crenças e valores, aos processos educacionais da sociedade brasileira.

Prof. Dr. Pedro Garcia
Professor da Universidade Católica de Petrópolis e pesquisador do CNPq.

Prof. Dr. Sebastião Rocha
Historiador, Educador Popular, Antropólogo Cultural e Folclorista. É presidente do Centro Popular de Cultura e Desenvolvimento – CPCD.

Mediadora: Profª Dra. Lígia Segala
Pesquisadora da Paul Getty Fondation (EUA), professora da Faculdade de Educação e do Programa de Pós-Graduação em Antropologia da Universidade Federal Fluminense e também é coordenadora do Laboratório de Educação Patrimonial da FEUFF.

Sala Plínio Marcos
21:00h

Show

Carimbó Raízes da Terra
O grupo Carimbó Raízes da Terra é formado por oito cantadores e seis pares de dançarinos e dançarinas. O grupo está junto há 12 anos. O nome Carimbó aplica-se tanto a dança como a música este nome é devido a um instrumento de percussão um tipo de tambor que se chama Carimbó. Com roupas coloridas, o grupo promove uma Dança de Roda.

Grupo de Chula Os Gaúchos
O Conjunto de Folclore Internacional ‘Os Gaúchos’, do Rio Grande do Sul, completou 45 anos em 2004 e é formado por cerca de 35 músicos e dançarinos. Tem por principal objetivo a divulgação da arte folclórica do povo gaúcho através da música e da dança. Em Brasília o grupo estará apresentando as Danças dos Facões, Chula e Malambo (dos pampas uruguaio e argentino). Serão quatro homens dançando e três tocando os seguintes instrumentos: acordeão, violão, bombo (percussão).

Sala Plínio Marcos
26 de fevereiro
9:00h Painel 5: O Estado e as Culturas Populares
Apresentar e discutir princípios e meios que pautam a atuação do Estado brasileiro no campo das culturas populares, considerando: as demandas sociais contemporâneas que se impõem; o processo de inclusão efetiva para o desenvolvimento social pleno que se almeja; os planos do simbólico, da cidadania e da economia; a articulação ampla das políticas públicas interministeriais nas diferentes esferas; os indivíduos e organismos da sociedade civil.

Sr. Sergio Mamberti
Secretário da Identidade e da Diversidade Cultural

Sr. Célio Roberto Turino de Miranda
Secretário de Programas e Projetos Culturais

Sr. Sérgio Luiz de Carvalho Xavier
Secretário de Fomento e Incentivo à Cultura

Sr. Antonio Augusto Arantes
Presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN)

Sr. Antônio Grassi
Presidente da Fundação Nacional de Arte (FUNARTE)

Sr. Ubiratan Castro de Araújo
Presidente da Fundação Cultural Palmares

Mediador: Sr. Ricardo Lima
Subsecretário da Identidade e da Diversidade Cultural

Sala Plínio Marcos
14:00h Painel 5: Continuação mais Plenária Sala Plínio Marcos
19:00h

Show de encerramento

Nana Vasconcellos: O Bater do Coração
O encerramento do Seminário Nacional das Culturas Populares contará com a presença do percussionista pernambucano Naná Vasconcelos, com o show "O Bater do Coração". Nele, o artista mostra ao público as diversas e infinitas possibilidades de encontro entre a música, os sons e a natureza. Naná Vasconcelos tem uma trajetória profissional única. A originalidade e a qualidade de seu trabalho, que tem no berimbau sua base, são mais que reconhecidas e apreciadas mundo afora.

Bumba Meu Boi Fé em Deus
O Boi da Fé em Deus, do sotaque de zabumba, também conhecido como sotaque de Guimarães, há 73 anos faz parte do elenco de brincadeiras que colorem e enriquecem a cultura popular maranhense. O grupo foi fundado por Laurentino Araújo no Monte Castelo, passando depois a sua sede para o bairro da Fé em Deus, onde permanece até hoje, sob a responsabilidade de Dona Therezinha Jansen.
Foi o primeiro grupo de bumba-meu-boi a inserir em sua indumentária, elementos decorativos compondo desenhos no couro do boi, como miçangas e canutilhos, que deram um colorido e um brilho especial aos grupos de zabumba, que até hoje chamam atenção pela riqueza de seus bordados não só no couro do boi, mas também nos saiotes, chapéus e golas dos brincantes.

Sala Plínio Marcos
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1 comentário

  • Sérgio Vianna

    12 de fevereiro de 2009

    Sobre a reforma da Lei Rouanet e de Editais. Preciso notícias na Coordenação de Pesquisa e Promoções Culturais/Prefeitura Municipal de Barreiras-BA/Escola de Música. Mandem mais informações pelo meu e-mail. Abraços, Vianna.

    RESPOSTA, por Contate@Cultura: Não enviamos comunicações por e-mail. Todas as informações são publicadas no próprio site do MinC, faça uma BUSCA.