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quarta-feira, 23 de maio de 2012 RSS Ouvidoria Fale com o Ministério
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Qual a melhor Política Pública para as Culturas Populares?

Vivemos um momento de liberdade democrática e hoje temos a oportunidade de dialogar com o governo através do MinC, que este ano completa 20 anos, e pela Secretaria da Identidade e Diversidade Cultural, criada há um ano e que vem atendendo entre outras diversidades as das culturas populares.
Américo Córdula*

Vivemos um momento de liberdade democrática e hoje temos a oportunidade de dialogar com o governo através do MinC, que este ano completa 20 anos, e pela Secretaria da Identidade e Diversidade Cultural, criada há um ano e que vem atendendo entre outras diversidades as das culturas populares.
No entanto o Brasil não conhece suas culturas e tão pouco considera seus 24 milhões de analfabetos em seres culturais, produtores de uma cultura centenária passada de pai para filho.
O discurso de preservar, recuperar, respeitar os valores, o patrimônio e a identidade é bem conhecido pelo povo, está na Constituição e, no entanto, estamos participando de um processo que pela primeira vez o protagonista desta cultura esta sendo ouvido, pelos 15 estados por onde passamos para realizar as oficinas preparatórias, recolhemos problemas e propostas que servirão de base para as diretrizes desta política.
Muitos dos problemas e ações propostas são simples e nos perguntamos por que não esta sendo praticadas, idéias para serem tomadas no bairro ou no município, tais como espaço para manifestar, cachês descentes, liberação de alvará, enfim ações que não precisam de um decreto federal para ser praticada.
E o que deve conter estas políticas, além de contemplar o discurso acima? Deve estar associado a políticas sociais existentes em outros ministérios, que levem saúde, trabalho, aposentadoria, terra para os índios, ou seja, a cidadania que cada um tem direito.
O brincante realiza sua brincadeira, seu ato de fé, promessa, louvor aos santos, dançando e cantando o que aprendeu em sua tradição, com ou sem saúde, terra e trabalho e assim de braços cruzados a sociedade passou estes anos todos.
Agora, porém, nesse esforço de união da sociedade civil que vem se organizando para este fim, e do Estado, permite uma possibilidade de mudança, onde em um debate democrático a valorização das manifestações do povo, acesso aos bens culturais, liberdade de criação, fruição desta produção, proteção aos direitos autorais coletivos, circulação, distribuição e por fim a revelação destas culturas para a sociedade culminará em uma política focada nas necessidades de um cultura digna da própria existência pessoal.

*Fórum Permanente das Culturas Populares de São Paulo
www.cultpopbrasil.org

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