Nesse espaço, divulgaremos, no nosso dia-a-dia, o trabalho desenvolvido por pessoas desse país afora. Pessoas que escrevem versos, que já publicaram livros ou trabalhos sobre o tema, pessoas que, sobretudo, amam poesia.

A cultura brasileira vive um momento de florescimento no governo Lula. A sociedade cultural e artística responde ao convite feito pelo ministro Gilberto Gil, no seu discurso de posse, de realizar o DO-IN Antropológico, ativando pontos adormecidos do corpo cultural do país.
Debate-se o papel e as funções da cultura e das artes em todos os níveis na sociedade brasileira. Há polêmicas soltas no ar. Produtores, artistas, empresários, políticos, enfim, todos desejam contribuir para este novo conceito de nação que tem a cultura como base de identidade. Cultura é a grande centopéia com seus mil pés e sua eterna fonte de alegria, saber e felicidade. Tudo isso está sendo debatido e construído.
A cultura como representacão simbólica do nosso povo e da nossa nacão, como instrumento de inclusão social e de atitudes voltadas para o cultivo da paz; e, principalmente, como fonte geradora de emprego, renda e equilíbrio social. Os mais de oito milhões de metros quadrados de área do Brasil fazem com que nosso país figure dentre os maiores do mundo em extensão territorial.
São matas e florestas, rios e lagos, litoral de incrível exuberância, cidades que se agigantam, pessoas de vários brasis que aqui nascem e aqui vivem. Pessoas que às vezes não se dão conta do quanto esse país é rico. Rico em poetas, por exemplo. Nesse imenso Brasil de diversidade cultural vivem milhares deles.
Poetas no Norte, no Sul, no Centro-Oeste. Poetas no Nordeste, no Sudeste, em qualquer canto que se vá. Poetas de diferentes profissões, poetas estudantes, poetas desempregados. Poetas que carregam no peito a esperança, que se ressentem (e até choram) com a dor do outro, mesmo que esse outro seja da Ásia, da Europa, da América Central ou de qualquer lugar desse planeta.
Poetas que se alegram, poetas que choram e que fazem o leitor se emocionar, poetas na multidão, na solidão. Poetas com a capacidade de nos deixar a benfazeja riqueza dos poemas. Renomados ou não, todos os poetas têm grande valor. Eles cantam o amor. Eles indagam, vão fundo na questão, eles fazem brotar a emoção.
Foi pensando no universo de poetas presente no Brasil que resolvemos lançar ‘Um Jardim de Poesias’, algo que nos alimente o espírito, a alma, nos traga luz e bons fluídos. Nesse espaço, divulgaremos , no nosso dia-a-dia, o trabalho desenvolvido por pessoas desse país afora. Pessoas que escrevem versos, que já publicaram livros ou trabalhos sobre o tema, pessoas que, sobretudo, amam poesia. Vamos criar um leque de poemas, com uma riqueza de vários estilos. Também pretendemos homenagear grandes nomes da nossa poética, os mestres. Nosso Jardim pretende ser um espaço da criatividade, da sensibilidade. Afinal, somos o Ministério da Cultura.
Escolhemos mostrar as primeiras plantações do Jardim de Poesias nesse 14 de março, por ser esta a data em que se comemora o Dia Nacional da Poesia, escolhida em homenagem ao nascimento de Castro Alves, um dos poetas românticos mais importantes do país. Brasil é poesia, um projeto que difunde o poema como um instrumento de paixão, de questionamento e, principalmente, de amor e de esperança.
Aproveitamos para parabenizar Augusto de Campos, poeta paulista vencedor da primeira edição do Prêmio Literário Fundação Biblioteca Nacional, no valor de R$ 80 mil. Pelo seu livro Não, lançado em 2003, o escritor recebeu o prêmio no dia 23 de fevereiro passado, no Rio de Janeiro.
Luis Turiba/Gláucia Ribeiro Lira/Marcelo Lucena
Participação do Leitor
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