Ministro da Cultura fará visita à futura sede do Centro Internacional da Economia Criativa, em Salvador
Nesta sexta-feira, dia 17 de fevereiro, às 15h30, o ministro da Cultura, Gilberto Gil, vai visitar a futura sede do Centro Internacional da Economia Criativa (CIEC). O Centro funcionará no espaço cedido pelo Governo do Estado da Bahia, localizado no prédio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), no Centro Histórico do Pelourinho, em Salvador.
Com instalação prevista até junho deste ano, o CIEC terá a função de promover e integrar estratégias para o fortalecimento da economia da cultura no processo de desenvolvimento dos países emergentes, como o Brasil e demais países do Hemisfério Sul.
Proposta pela Conferência das Nações Unidas sobre o Comércio e o Desenvolvimento (UNCTAD) e capitaneada pelo Ministério da Cultura do Brasil e Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), a iniciativa é uma resposta internacional ao acelerado crescimento das economias culturais e ao impacto dessas economias no processo de desenvolvimento.
Como parte de um novo conceito mundial, a Economia Criativa é aquela que, independente de ter finalidade cultural, inclui a cultura, a criatividade e o conhecimento em seu processo de produção. Fazem parte da Economia Criativa, por exemplo, o artesanato, as publicações, a moda, a música, o audiovisual, o design, a web, o software, a fotografia, as indústrias do lazer e entretenimento e as indústrias culturais, entre outras.
Atualmente, movimentam um mercado gigantesco no mundo. Segundo dados da ONU, as indústrias criativas respondem por 10% do PIB mundial e apresentam um crescimento anual de 7% – muito superior à maioria dos setores da economia no mundo. Apenas no ano passado, movimentaram US$ 1,3 trilhão. No Brasil, a cultura já responde por 5% dos empregos formais e por 5% do PIB Nacional. A cada ano, movimenta US$ 30 bilhões no país.
A cultura tem ocupado papel tão estratégico na economia mundial que, no ano passado, a Inglaterra empossou um ministro de Estado apenas para a gestão de políticas voltadas para a Economia Criativa. Nesse contexto, o CIEC funcionará como um banco de conhecimentos e uma rede de apoio e integração de políticas nacionais e internacionais.
"Trata-se de reconhecer a cultura como um fator central para o desenvolvimento. É preciso que, de um lado, o desenvolvimento tenha a face humana e, de outro, também se beneficie pelas áreas culturais economizadas, pela economia da cultura", afirma o ministro Gilberto Gil que, no ano passado, firmou parceria com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), para a realização de pesquisa sobre a economia da cultura no Brasil.
Acompanham o ministro Gilberto Gil na visita à futura sede do CIEC a assessora de Assuntos Internacionais do MinC, Nazaré Pedroza; o consultor do PNUD, Paulo Miguez; e o representante da Unidade Especial da Cooperação Sul-Sul do PNUD, baseada em Nova Yorque, Francisco Simplício.
Em seguida, o ministro participará de reunião técnica para discutir a estrutura do Centro. Entre as pautas a serem discutidas, está a preparação do Seminário sobre Economia Criativa, que acontecerá no próximo dia 8 de março, em Londres, por ocasião da visita do presidente da República, Luiz Inácio da Lula, à capital inglesa.
Veja também:
Promovendo a Economia Criativa: Rumo ao Centro Internacional das Indústrias Criativas (CIIC)
(Nanan Catalão)
(Comunicação Social do MinC)
Participação do Leitor
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